O fim pode não ser bonito

O aumento das propinas do ensino superior no Reino Unido está a ter uma reacção nas ruas que faz com que aqueles meninos que gostavam de mostrar o rabo a Manuela Ferreira Leite pareçam uns copinhos de leite. Os vândalos que querem os professores a trabalhar de borla (ou alguém que trabalhe de borla para pagar os professores, não interessa quem desde que não sejam os próprios) manifestaram a sua violência nos edificios do Ministério das Finanças, no Supremo Tribunal e também o Principe Carlos que estava de passagem foi alvo de “miminhos” como se pode ver pelo estado do seu carro na foto em baixo.

Do artigo: Prince Charles travels with an armed protection officer and the car windows are reputed to be bulletproof and reinforced.

Considero-me um optimista e não tendo a certeza espero que ainda haja outra forma de acabar com o Estado Social. A alternativa é esta, esperar que ele acabe por si e cada clã do Estado a ver quem bate com mais força, quem é o mais bruto, o mais animalesco para conseguir para si o que não lhe pertence.

Por Francisco D’Anconia:

– Señor d’Anconia, what do you think is going to happen to the world?

– Just exactly what it deserves.

[…]

Until and unless you discover that money is the root of all good, you ask for your own destruction. When money ceases to be the tool by which men deal with one another, men become the tools of men. Blood, whips, and guns – or dollars [in gold]. Take your choice – there is no other – and your time is running out.

13 pensamentos sobre “O fim pode não ser bonito

  1. “espero que ainda haja outra forma de acabar com o Estado Social”

    Actualmente parece estar na moda dar a ideia de que o Estado Social (que ninguém sabe bem o que é) está a acabar…

    Ora, se se entender que o Estado Social é um sistema em que os poderes públicos protegem de alguma forma os cidadãos, garantindo-lhes certos direitos básicos, é de referir que durante séculos não houve Estado Social.
    Este só começou a aparecer ainda no Século XIX e criado por um super capitalista (Bismark) e a que ninguém acusa de simpatias esquerdistas.
    Depois foi-se alargando sob o impulso das populações.

    O Mundo do Século XX, o Mundo maior nível de vida, o Mundo que mais rapidamente progredia foi o Mundo saído do Estado Social.

    Sem Estado Social voltamos à Miséria dos Séculos XIX e anteriores e, no fim, todos perdemos, até os grandes capitalistas pois, rareando os clientes ficam condenados a venderem papéis sem valor uns aos outros.

  2. GriP

    “Sem Estado Social voltamos à Miséria dos Séculos XIX e anteriores e, no fim, todos perdemos, até os grandes capitalistas pois, rareando os clientes ficam condenados a venderem papéis sem valor uns aos outros.”

    É o fim do mundo sem dúvida! O que irá ser de nós quando tivermos que trabalhar quando não houver mais ninguém para roubar!?!?

    Deus nos livre de sermos responsáveis por nós próprios!!

  3. “Sem Estado Social voltamos à Miséria dos Séculos XIX e anteriores e, no fim, todos perdemos, até os grandes capitalistas pois, rareando os clientes ficam condenados a venderem papéis sem valor uns aos outros.”

    Qual miséria? A “miséria” da revolução industrial? A “miséria” em que a esperança média de vida duplicou? A “miséria” que permitiu a muitos camponeses tornarem-se operários ou artífices tornarem-se homens bons e cortesãos? A miséria que se conseguiu libertar os homens, primeiro das grilhetas feudais, e mais tarde dos totalitarismos modernos? Qual “miséria”?

    Talvez se entenda porque é que o estado social tende a acabar com as ciências social. Mata a capacidade de pensar, cria a sua própria historiografia (que curiosamente no final do sec. XX passa a analisar os factos históricos de trás para a frente) e até consegue transformar a economia, de ciência humana, numa econometria de planeamento central totalmente em desacordo com a natureza humana.

  4. “O fim como é óbvio não será bonito.”

    A renascença não foi assim tão feia. E ao fim ao cabo, é isso que espero para o século XXI no meu infindável optimismo 🙂

  5. Quando há tantos estragos e vandalismos a lamentar no centro de Londres, esta post concentra-se no precioso carro desse gajo que vive às costas do povo, assistindo a peças de teatro às custas do contribuinte.

  6. lucklucky

    Nuno a diferença é demasiado grande entre o passado e o futuro e entre o que pensam as diversas pessoas. Nem uma bolha de proporções descomunais que deu muita receita foi suficiente para os Estados saciarem os apetites.

    A União Soviética foi-se só com alguns mortos porque já poucos acreditavam naquilo.

  7. Oh Lavoura… qual é a definição de “concentrar”? Para mim o post concentra-se na actuação de animais selvagens em matilha…

  8. PedroS

    “[esse] gajo que vive às costas do povo, assistindo a peças de teatro às custas do contribuinte.”

    Tendo em conta os subsídios concedidos pelo Estado a múltiplas companhias de Teatro de valor duvidoso, acho que o Luís Lavoura até poderia estar a falar da “intelligentsia” indígena 😉

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