Perante coisas destas, nada como recuperar o básico, nas palavras de Hazlitt:
The first thing that happens, for example, when a law is passed that no one shall be paid less than $30 for a forty-hour week is that no one who is not worth $30 a week to an employer will be employed at all. You cannot make a man worth a given amount by making it illegal for anyone to offer him anything less. You merely deprive him of the right to earn the amount that his abilities and situation would permit him to earn, while you deprive the community even of the moderate services that he is capable of rendering. In brief, for a low wage you substitute unemployment. You do harm all around, with no comparable compensation.
Nada mais simples: se os empregos existem é porque alguém, não por caridade ou imperativo de qualquer consciência social, mas para obter lucro, os criou. Logo, a produtividade de um trabalhador, seja ele qual for, tem de resultar em algo mais do que o valor do seu salário. Se o posto de trabalho Y representar um custo X no que diz respeito ao salário, terá que representar uma produtividade de X+1. Se tal não acontecer, aquele posto de trabalho torna-se irremediavelmente inviável e, consequentemente, será extinto.
Ao contrário do que alguns querem fazer supor, o aumento do valor do salário mínimo não conduz a um aumento automático nos salários. Esse aumento conduz, isso sim, à extinção dos postos de trabalho que, entre o valor de partida e o valor resultante desse aumento por decreto, percam viabilidade. Juntando-se, assim, a todos os postos de trabalho abortados à partida por já não cumprirem o limiar mínimo que a lei exige. Os salários podem ser aumentados por decreto mas a produtividade não. Por isso, o salário mínimo causa desemprego. E cada subida do seu valor aumenta-o.