Da legitimidade e da abestunta

Ontem de manhã ouvi na rádio uma coisa a propósito da educação sexual nas escolas. Um senhora dizia que há casos de pais que querem saber o que é ensinado, outros que não se interessam, outros ainda que recusam que os filhos assistam a aulas da dita educação. A seguir ouvi que um senhor da CONFAP – Confederação Nacional da Associaçõs de Pais terá dito que não tem conhecimento de recusas por parte dos pais e que “isso seria ilegítimo”. Ilegítimo. Esta abestunta (um bichinho, primo da abécula, que voa a dois milímetros do chão com os tomates a roçar pela água) diz que é ilegítimo os pais quererem para os filhos a educação que entendem melhor para eles e terem uma palavra a dizer sobre o assunto. A abécula do senhor da CONFAP é que sabe. A transviatura terá filhos, ao menos?

4 pensamentos sobre “Da legitimidade e da abestunta

  1. Minhas? Ana, se tem dificuldades em educar as suas filhas – se as tem – não presuma que eu tenho as mesmas dificuldades. Tenho um filho e não preciso que atrasados mentais, aka peritos, o eduquem.
    Já as filhas do senhor da CONFAP, se as tiver, pelo menos a partir dos doze anos nem sequer precisam de o informar e podem dirigir-se a um hospital público. Se é de aborto que está a falar.

  2. agfernandes

    Helder

    É a cultura socialista: o estado formata, doutrina, domestica, à imagem e semelhança da sua medíocre ideia de “educação para a cidadania”. Orwell acertou nessa tendência, era um visionário, de facto.

    Os pais terão de se organizar nesta causa e defender as suas crianças e adolescentes desta gente obcecada e medíocre, não há outra forma. Terão de se organizar.

    Se todos os professores que são envolvidos nestas acções de formação partilham da cultura doutrinária e obsessiva socialista? Não. Há os que têm bom senso, sentido de responsabilidade, e a capacidade de articular com os pais ao longo de todo o processo. Procurarão programar as matérias mais adequadas, assim como os materiais de apoio, e não excederão os limites da objectividade científica (aqui não me refiro, claro, à “ciência para as massas” dos sexólogos modernaços).
    Mas nem todos terão essa capacidade, valha-os Deus! Até porque não são seleccionados pelo perfil adequado.

    E de facto não é essa a missão primordial dos professores, a sua missão é facilitar, proporcionar, promover a aprendizagem dos seus alunos dos conteúdos programáticos relativos às disciplinas a seu cargo, articular com os colegas de outras disciplinas, e envolver os pais neste percurso escolar.

    Só um à-parte: A discussão lá em cima não me diz respeito, mas revela uma enorme ignorância e violência (as duas andam juntas). Quem entende o aborto como um método anti-concepcional é a barbárie reeditada. Depois da pílula e da pílula do dia seguinte, justifica-se este retrocesso bárbaro? Não. Os socialistas vivem mesmo no início do séc. XX.
    Ana (cada vez mais “alien” no seu próprio país)

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