Cosmopolitismo de terceiro mundo

Lisboa não resiste às primeiras chuvas e deixa-se afogar como uma pequena povoação de uma qualquer Venezuela chavista. O centro da cidade, que os socialistas querem sem carros e cheio de comércio e vibrante juventude, inundou. O pequeno comércio da Baixa, que os socialistas querem proteger e manter, inundou. O trânsito, que os socialistas querem desviar até se tornar impossível andar de carro no centro, inundou. Este é o retrato de uma Lisboa que gasta milhões em concertos e festas ao melhor espírito cosmopolita mas que se esquece de limpar as sarjetas para prevenir as inundações.

20 pensamentos sobre “Cosmopolitismo de terceiro mundo

  1. “O trânsito, que os socialistas querem desviar até se tornar impossível andar de carro no centro, inundou.”

    Isto só demonstra que “os socialistas” têm muita razão: deve ser impossível andar de carro no centro para impedir que os carros fiquem inundados.

    Se o trânsito só andasse pelas colinas, das quais a água escorre, jamais inundaria…

  2. Só na Venezuela chavista é que há inundações. Em países capitalistas avançados, como na Alemanha e na Inglaterra, jamais as há. Basta vermos televisão para repararmos nisso: as notícias de inundações vêem constantemente da Venezuela chavista mas jamais da Polónia, da República Checa, da Alemanha ou da Inglaterra, países nos quais todas as sarjetas estao perfeitamente limpas.

  3. Adolfo Mesquita Nunes

    E que tal proibir as habitações Luis Lavoura? Assim também evitamos que elas se inundem.

  4. Repare-se, entretanto, na perfídia da gestão socialista de Lisboa: enquanto que essa gestão condena a Baixa da cidade a horríveis inundações, nas colinas periféricas à Baixa jamais há inundações. Espetacular, como esses horríveis socialistas conseguem fazer com que só a Baixa se inunde, jamais as colinas. Nada disto tem a ver com o relevo da cidade, tudo tem a ver com a porca gestão socialista, que limpa as sarjetas nas colinas mas se esquece de as limpar na Baixa.

  5. ruicarmo

    António essa medida só não foi ainda legislada porque feria de morte os sentimentos ecológicos.
    É espantoso como o Luís Lavoura não esboça um sorriso sobre o que normalmente escreve nas caixas de comentários.

  6. “E que tal proibir as habitações”

    Eu acho que sim. Aliás todos os ecologistas socialistas dizem isso, que não se deve construir em leito de cheia, como por exemplo na Baixa de Lisboa. Deve-se construir habitação apenas na colina do castelo e na colina do Chiado.

  7. Brutus

    Este Luís Lavoura é realmente um cómico e também uma exímio acrobata de tanto torcer a espinha para defender o indefensável – e que tal dinamitar e demolir toda a baixa pombalina?? Nem um Pinto da Costa inflamado e pirómano alguma vez sonhou em pedir tanto…
    Andando, off-topic á parte, é de facto enternecedora a visão de cosmopilitismo que têm os nossos guardiões do politicamente correcto fracturante

  8. fms

    Ai mãezinha, que eu desfaço-me a rir 😀 O LL qualquer dia é convidado para escrever no DN ou no Público!

  9. Caracas, uma das maiores cidades do mundo, não me parece comparável a Lisboa, e não digo isto no sentido de depreciar Caracas. Quanto às pequenas povoações Venezuelanas, não sei, imagino que sejam como as nossas.

  10. TMC

    Depois do que escreveu o Luís Lavoura, não há muito mais a dizer. Pena que não tenham entendido a ironia, porque o que escreveu o AMN está carregado de disparates e falácias grosseiras. Penso que o objectivo foi atingido: do que escreve, não há nada que bata a bota com a perdigota, mas com isso conseguiu atrair os acólitos do costume habituados a aplaudi-lo.

  11. Ricardo G. Francisco

    Não confundir o LL com Abrantes. O LL acredita no que diz. O Mao tinha uma expressão engraçada para os LL da vida…

  12. A. R

    Caro Adolfo Nunes

    Você é um liberal sarnento e com peçonha que agora só posta para irritar o Luís Lavoura que está com uma depressão: não sabemos porquê.

    Por falar na enxurrada o Zé-que-faz falta não dizia que o túnel do Marquês ia impedir as águas de deslizar para a Baixa e a estacaria do marquês de Pombal ia definhar à sede? Pois é falso. Hoje viu-se bem como era mentira.

  13. Este escândalo das inundações assume proporções de crime público, de negligência continuada, à qual dificilmente se poderá pôr cobro algum dia – veja o que faz (e onde está?) a Oposição autárquica.
    E é a ideia de que “não há nada a fazer” que é aflitiva.

    Nisto tudo há, no entanto, uma coisa boa: fica bem claro que a mera hipótese de, um dia, António Costa suceder a José Sócrates (podendo, em consequência disso, vir a governar o país) é, pura e simplesmente, ATERRADORA!

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