Ao que chega a justiça multicultural

Depois de Geert Wilders, é a vez de Elisabeth Sabaditsch-Wolff ser  levada a tribunal no dia 23 de Novembro  por causa do apregoado “hate speech” – é, diga-se de passagem quase tão famoso e popular como a casa dos segredos.

O crime que a leva a julgamento está escarrapachado nestas frases:

I have received the official charges, which are a sort of pick-and-choose of whatever I said during the first two (out of three) seminars. One paragraph consists of words that I never said, but rather those of one of the participants. But I am accused of having said them (they contain the damning words “Adolf Hitler”).

Here is a sample of my evil words: “We need public awareness of the danger posed by Islam. Education needs to be state of the art, eg biology. History. Students need to be taught facts. There was a Turkish siege [in 1683], and they were badly beaten. That must remain [in the history books]. No tolerance for the glorification of violence! And that means we have to get rid of most of the Quran. We must realize that the Muslim Brotherhood is a Trojan horse. Turkey is part of that.

“Sharia is an absolute no-no. We d not want any gender apartheid, no ghettos, no social and cultural discrimination, no polygamy, no theocracy, no hate…”

This is what I’m being tried for. This is what cannot be said aloud in Austria today.

20 pensamentos sobre “Ao que chega a justiça multicultural

  1. CN

    Quem mais combate o “Muslim Brotherhood” são as ditaduras seculares que os libertadeiros não contentes por depor Saddam quereriam ver depostos também, tudo pelo interesse geo-estratégico de Israel, mas, diga-se, que para mim, seria quem mais teria a perder se o regime da Síria, Egipto, ou até a monarquia Saudita, fosse deposta. Outra nota é que David Irving teve na prisão por muito menos e não vi lá grande defesa de quem pelo menos até é historiador e tornou-se razoavelmente conhecido por fazer investigação de documentos originais. Essa ELisabeth pode evidentemente dizer tudo o que quiser, mas substituindo Quran por Talmude e não iria muito longe, a ADL trataria disso com a eficácia conhecida. A Áustria tem a história de combater quer o Islão quer a Reforma e essa característica teve adormecida e vai acordar, tal como na Sérvia teve a história de ser a tropa de cheque contra o Islão, mas foi apanhada em contra-mão do lado errado no momento errado (se fosse agora já não estou certo), e assim o Ocidente deu de mão beijada a secessão ao Kosovo (que devia ser um processo interno).

    Nota final; é preciso ter cuidado com estes defensores, desconfio que se de repente passassem a existir o mesmo número de judeus e guetos de judeus ortodoxos tal como existem agora de muçulmanos e iriam os mesmos ter exactamente a mesma reacção que têm agora com muçulmanos, duvidas disso Rui?

  2. Note-se que os procuradores austríacos não conseguiram acusar Sabaditsch-Wolff de incitamento à violência, único acto que em deveria limitar a liberdade de expressão.
    Mas verdadeiramente bizarra é a acusação de “denigration of religious teachings” – qualquer coisa como difamação de ensinamentos religiosos. Pelos vistos, os procuradores austríacos são agora especialistas em teologia islâmica e defensores de uma corrente teológica em oposição a outras, e defensores da teologia islâmica em relação à análise crítica por parte dos seus concidadãos.
    Via Gates of Vienna: http://gatesofvienna.blogspot.com/2010/10/bpe-press-release-on-elisabeth.html

  3. Euroliberal

    Se somos pela democracia não podemos opor-nos a que as Irmandades Muçulmanos cheguem ao poder pelas urnas (no Egipto sabe-se que contariam com cerca de 80% dos votos, razão pela qual não há eleições livres…). E acho que deve ser garantida a máxima liberdade de expressão, até de disparates. Mas, neste caso, estamos mesmo na fronteira. É que dada a situação explosiva no mundo, com as sucessivas cruzadas e a jihad contra estas, mesmo palavras incendiárias podem desencadear tragédias…

  4. lucklucky

    “Quem mais combate o “Muslim Brotherhood” são as ditaduras seculares”

    Resumindo CN:

    Elogia os métodos das ditaduras seculares, contra a Irmandade Muçulmana…

    Está contra os métodos de Geert Wilders e Elisabeth Sabaditsch-Wolff contra a Irmandade Muçulmana at large…

    Irmandade muçulmana que medra em ditaduras “seculares”.Aliás uma curiosa definição de seculares…

  5. CN

    lucklucky, não elogio nada, estou a ser realista. Vejo que os intervencionistas (inspirados pelo neo-conservadorismo) são sempre auto-contraditórias ou errados no seu diagnóstico e no final, extremamente perniciosos para o Ocidente, logo os que estão sempre prontos a assumirem-se como seus defensores indispensáveis.

  6. Ó Filipe,
    O que é que você quer? Quer discutir comigo algum assunto? Ou quer mandar umas bocas, como tem vindo a fazer, de forma mais ou menos directa?
    Diga lá.
    Se tem alguma coisa a resolver comigo, seja directo, exponha um assunto, de preferência que tenha a ver com o que se está a discutir e com o que eu disse, e não com os assuntos sobre os quais você quer falar.
    Se quer falar sobre a lei X ou sobre o revisionista K, escreva um postal sobre isso.

  7. ruicarmo

    Carlos,
    a liberdade de expressão, de imprensa e mesmo a de dizer disparates deve ser a mais ampla possível. Não consigo perceber é porque se faço um post sobre o caso em concreto da estupidez que fizeram à senhora, terei que fazer um inventário de todas as “estupidezes” que a humanidade praticou antes.

  8. lucklucky

    “lucklucky, não elogio nada, estou a ser realista. Vejo que os intervencionistas (inspirados pelo neo-conservadorismo) são sempre auto-contraditórias ou errados no seu diagnóstico e no final, extremamente perniciosos para o Ocidente, logo os que estão sempre prontos a assumirem-se como seus defensores indispensáveis.”

    Wilders é mau as Ditaduras são boas…
    Realista. Curioso. Então os métodos das Ditaduras são de utilizar na Europa…

    Os intervencionistas neo-conservadores fizeram mais aliados com milhares de muçulmanos. Bin laden entrou em decadência na rua muçulmana por os malavados intervencionistas o terem chamado para o combate táctico.

  9. CN_

    Rui, seja, pode ser, mas quanto à minha última observação?

    Lucky, você acha mesmo que a voz popular no médio Oriente introduzida revolucionariamente a lá trotskista-con ia tornar a zona melhor ( seja lá o que isso for) e mais segura para Israel? É típico misturar o tipo de regime com os conflitos milenares de território ou entre grupos étnicos, faz me lembrar que uma das primeiras coisas do governo democrático do Iraque foi reafirmar o sei problema com o Koweit que nunca reconheceu. Enfim, eu não sei onde a direita tem a cabeça hoje em dia.

  10. ruicarmo

    Não faço ideia, Carlos.
    No entanto, deixo um “reparo”: pode ser “impressão minha” mas os crentes no islão – vivam eles onde vivam – não são necessariamente islamitas fanáticos. Porque teria que substituir uns “normais”, por outros que são judeus ortodoxos?
    Se bem que se podia substituir os judeus ortodoxos por hindus extremistas, cristãos expansionistas ou ateus militantes.
    E continuo a achar que o caso é o concreto: e o julgamento da senhora demonstra o estado a que a europa e a justiça multicultural chegaram.

  11. # 11.
    Mais uma vez, afirmações sibilinas!
    Causa própria? Serei eu Geert Wilders? Terei dito que os juízes são parciais? Leu bem?
    Onde é que está a hipocrisia?
    Deixe-se de tretas e de acusações subreptícias. Se tem alguma coisa a dizer, diga, com todas as letras.

    Esse comportamento faz lembrar o daqueles garotos que atiram pedras a quem passa e que, quando o destinatário das suas pedradas se volta para eles, desatam a fugir, para logo voltar ao mesmo quando o alvo se começa a afastar.

  12. filipeabrantes

    Não se enerve, Luís Cardoso. Sobre tretas e coisas subreptícias, há por aí um especialista, e não sou eu.

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