Fora-de-portas

Hoje podem ler-me no Delito de Opinião, sobre a mesquita do Ground Zero e mais umas coisas.

8 pensamentos sobre “Fora-de-portas

  1. CN

    “A pretensão de construir um centro da religião em nome da qual foram realizados os ataques de 11 de Setembro ”

    Não, foi, creio, alegado a alegada presença de terceiros em terras de países islâmicos.

    “ninguém passeia pelas ruas de Manhattan receando que um metodista lhe expluda o escritório – já o primeiro argumento me é muito apelativo”

    Vamos por o IRA a cometer atentados em nome da ICAR?

    (ainda que a AlQaeda seja mais ideológica e similar a um terrorismo marxista que existiu na Europa do que com um Hamas, com um conflito territorial mais limitado)

  2. agfernandes

    Maria João

    Gostei muito de a ler fora-de-portas e numa análise com a qual concordo inteiramente.
    Já coloquei no Cachimbo a minha opinião sobre este assunto.
    Ana

  3. JS

    Curiosa a génese do projecto Mesquita de Córdoba. Um, não muito importante, especulador imobiliário, lembra-se de fazer uns dolarsitos: Compra uma propriedade devoluta perto do Ground Zero. Vende a um príncepe àrabe, com dinheiro a mais, a ideia de construir uma, trinfal, mesquita, ali, em louvor a Allah, blessed be Is Name. Nada mais simples. No Pacote, Mesquita de Córdoba, só o terreno teria uma valorização de mais 5 vezes o investimento inicial. Com a reacção negativa da opinião pública interessada, perdeu-se um bom negócio. Imperdoável.

  4. #1. O questão irlandesa não é uma questão essencialmente religiosa. A referência persistente dos media e de alguns analistas às partes em conflito como “católicos” e “protestantes” gera equívocos, porque a questão religiosa não está no núcleo do conflito, que seria mais bem caracterizado como uma disputa entre “lealistas” e “independentistas”.

    Posto isto, a opção terrorista do IRA não tem qualquer sustentação nas Escrituras, nem na exegese católica ortodoxa, ao passo que o terrorismo islâmico mais não faz que levar a cabo invectivas do Alcorão e emular o exemplo do profeta Mafoma, tal como são relatadas na sua biografia canónica, a Sirá, e nos relatos dos seus ditos e feitos, as ahadith.

  5. Maria João Marques

    ‘Não, foi, creio, alegado a alegada presença de terceiros em terras de países islâmicos.’

    Sim, a guerra santa aos infiéis não teve peso nenhum nos atentados, e não, nem os assassinos que desviaram os aviões fizeram, por exemplo, rituais de purificação próprios do islamismo antes dos atentados, nem eram fervorosos muçulmanos, nada disso.

    ‘Vamos por o IRA a cometer atentados em nome da ICAR?’

    O IRA não se identifica com a Igreja Católica nem com ela é conotado. Além de que, como o Luís Cardoso alude, o terrorismo é na Igreja um grave pecado e totalmente repudiado, enquanto que vários religiosos muçulmanos apelam à guerra santa.

  6. #1. ‘Não, foi, creio, alegado a alegada presença de terceiros em terras de países islâmicos.’

    E por que razão a presença militar norte-americana na dar-al-islam é casus belli para os terroristas islâmicos e não o é, por exemplo, para os naturais da Coreia do Sul, da Bulgária, da Gronelândia, da Itália, de Portugal, da Alemanha, do Japão, da Holanda, de Espanha, tudo países com presença militar norte-americana?

    Por razões religiosas.
    Um muçulmano ortodoxo não pode tolerar a presença de kuffar (infiéis) no dar-al-islam, excepto se se encontrarem em situação de submissão à lei islâmica. A presença militar norte-americana na Arábia Saudita (a pedido dos sauditas, depois da invasão iraquiana do Kowait) é particularmente gravosa porque o profeta Mafoma se propôs expulsar os judeus e os cristãos da Arábia (ahadith Sahih Muslim Livro 019, Número 4366: “I will expel the Jews and Christians from the Arabian Peninsula and will not leave any but Muslim.”[http://www.usc.edu/schools/college/crcc/engagement/resources/texts/muslim/hadith/muslim/019.smt.html#019.4366]), coisa que a primeira geração dos seus seguidores se apressou a fazer.

    A razão invocada pode ser política e anti-imperialista, mas a razão de fundo é, claramente, religiosa.
    Um dos problemas dos teóricos materialistas é não conseguirem perceber que “os fenómenos religiosos têm, muito frequentemente, causas e motivações religiosas”. (Massimo Introvigne)

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