A temporada lírica do Teatro Real de Madrid parece-me, este ano, menos interessante (e a direcção musical de López Cobos desaparece de cena). No entanto, começa com um Eugene Oneguin, já na próxima semana, que lamento ter que deixar para trás quando, hoje à tarde, levantar voo em Barajas após uma noite a algumas horas em Madrid. (A viagem é feita, também, de perda(s).) Mas venham a Madrid. Se López Cobos deixar saudades ou se tropeçarem numa dessas encenações muito modernas e provocadoras, há sempre uma barra ou um comedor manchego, asturiano ou extremeño disposto a redimir a vibrante capital espanhola. Tudo condimentado com muito sal, fumo, touros e colesterol. Não aconselhável a “civilizados”, portanto.
Já ca canta a entradita para o dia 11. E este fim-de-semana Granada. Decididamente andamos desencontrados.
É verdade que a temporada não promete, tive a possibilidade de ficar com um “abono” de temporada emprestado este ano e educadamente declinei. Ainda assim tenho curiosidade de ir ver o Montezuma julgo que é a senhora que se segue.
Abraço
Lá arranjarei pretextos para ir várias vezes a Madrid este ano, mesmo que não entre no Teatro Real (mas vou estudar melhor o programa, e escolher uma ou duas récitas).
Abraço.