Deve ser um tipo de “liberalismo” novo

“O país não aguenta, financeiramente, continuar a dar tudo a todos sem discriminação positiva. Não é justo que a D. Maria, reformada com uma pensão de €450,00 pague o mesmo valor pelos serviços públicos de saúde pago pelo António, Técnico Superior, que aufere um vencimento de €1900,00 mensais. Este pode pagar um pouco mais para que a outra pague bastante menos. Aquilo que o PSD propõe é simples e de fácil compreensão: “Através de um serviço nacional de saúde universal e geral, não podendo, em caso algum, o acesso ser recusado por insuficiência de meios económicos” – proposta para o Art.64 nº2 (Saúde).

Fernando Moreira de Sá, no Albergue Espanhol (com negrito meu)”

Está consumado o mote da “revolução constitucional” passoscoelhista: o objectivo será com certeza “continuar a dar tudo a todos, mas com discriminação positiva”.

Estamos perante a clara formulação de uma intenção que a muitos (incluindo os bem intencionados) parece espantosamente ir passando ao lado, mas que paulatinamente se vai afirmando: nós não estamos perante uma proposta do PSD sustentada por uma sua intenção de tornar a constituição neutra. Não estamos perante uma proposta que tente tornar possível um sistema de saúde público em que não caiba ao estado uma obrigação de prestação de serviço em infra-estruturas suas . Não estamos a falar num enquadramento constitucional que viabilizasse modelos de cheque-saúde.

Estamos sim a falar no velho e estafado discurso da redistribuição, de um claro objectivo que passa por tornar constitucional a possibilidade de existirem pagamentos diferenciados dos cuidados de saúde (e acrescente-se, da educação). Volto a referir, uma proposta antiga do PSD que teima em regressar à baila de vez em quando. Uma proposta que poderia ter vindo e ser aplaudida pelo PS ou por qualquer outro partido da estrema-esquerda, não fosse a cegueira destes em tentar estremar posições, e o espírito de barricada e de cerrar fileiras que vai sendo adoptado quando vêem o terreno a desaparecer-lhe dos pés pela crescente esquerdização do PS.

O problema não parece ser o estado continuar a “dar” a todos. Parece que o problema é não haver (mais) “discriminação positiva”.

Alguém já ouviu de Passos Coelho alguma declaração que fosse onde refira que, se fosse governo, e se a sua mudança constitucional fosse aceite, iria baixar os impostos associados ao pagamento dessas despesas?

Pois.

O que Fernando Moreira de Sá (como outros) esquecem, é que a D. Maria não paga IRS, enquanto que o António tem o (discutível) privilégio de pertencer ao (cada vez mais) restrito clube dos 15% de agregados que têm que pagar os 85% da factura dos desvarios redistributivos e de “discriminação positiva” dos partidos da nossa assembleia da república (inclusivé – muito provavelmente – uma parte significativa da pensão da D. Maria), e que o António vê cada vez menos chegar ao seu bolso os supostos €1900 que ganha fruto do seu trabalho.

Agora, parece que querem criar um novo clube: o clube dos (também desgraçados) que, quando tiverem o azar de recorrer a um hospital público, ainda têm que pagar pela medida grande lá, porque são os que também já pagam pela medida grande IRS.

É esta a tal proposta “liberal” que dizem que existe. Eu digo que ou está tudo doido ou então a abstinência de discurso liberal na política portuguesa já desperta reacções pavlovianas de ver liberalismo onde ele não existe.

Sobre o assunto recomendo a leitura da série de artigos sobre progressividade fiscal do Miguel Botelho Moniz: (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7).

51 pensamentos sobre “Deve ser um tipo de “liberalismo” novo

  1. Carlos Duarte

    Caro JLP,

    É pior a emenda que o soneto…

    Em termos formais, o SNS é igualitário (existem algumas descriminações, como no caso da comparticipação para doentes crónicos, mas são relativamente poucas), sendo que qualquer cidadão paga o mesmo nível de taxa moderadora. É verdade que uma vez que o SNS é sustentado pelo Orçamento Geral do Estado, o “António” para mais que a “D. Maria”, mas o Estado considera que a saúde tanto do “António” como da “D. Maria” é importante para o país e que ambos beneficiam do mesmo nível de direito de acesso a serviços “básicos” (provavelmente o “António”, se aflito, pode recorrer a um médico privado e a “D. Maria” não, mas AMBOS podem recorrer em igualdade de circunstâncias ao SNS).

    O que o PSD vem dizer agora é que a saúde da “D. Maria” é mais importante que a saúde do “António” para o País, o que é discriminante. Mais, se até então o “António”, com o seu IRS, estaria a contribuir para o “bem comum”, sendo este beneficiário em igual parte (apesar de ser prejudicado na contribuição), a partir de agora passaria não só a ser preterido em termo de benefício como a pagar o benefício de terceiros.

  2. Pi-Erre

    Seguindo os links da série de artigos recomendada obtêm-se:
    “Desculpe, não existem posts que correspondam ao seu critério.”

  3. Hmmm… fico na dúvida sobre qual o tipo de liberalismo que o JLP propõe.

    (1) Propõe que o Estado pague a todos por igual o acesso à saúde (seja onde fôr que esta seja fornecida). Esse liberalismo parece-me a mim uma forma de comunismo.

    (2) Propõe que o Estado não pague o acesso à saúde a ninguém. Os impostos baixam para todos e as pessoas vão ao hospital se tiverem dinheiro para pagar. A D. Maria falece por falta de tratamento médico.

    (3) Propõe que o Estado não pague o acesso à saúde ao sr António, que é da classe média, mas que o pague, em dose mínima, à D. Maria, apenas e tão-somente para que ela não (des)faleça já. A (pouca) saúde da D. Maria será paga pelos impostos do sr António, que, no entanto, serão mais baixos, dado que este agora será forçado a pagar a sua própria saúde.

  4. Não estou a propor liberalismo nenhum.

    Estou somente a criticar uma proposta de alteração constitucional sustentada por um argumento de pagamento diferenciado quando este já existe actualmente. Bem como a qualificação que se tem feito dessa proposta de “liberal”, quando não tem nada de liberal nem sequer neutraliza ideologicamente a constituição.

    Em ultima instância, por não contribuir uma linha que seja para a possibilidade de um eventual programa liberal de governo, mantendo as mesmas amarras existentes que o inviabilizam, em grande parte, por via constitucional.

  5. ricardo saramago

    Não é relevante discutir da justiça, da bondade, da generosidade, ou seja qual o que for.
    A realidade é que o país não tem meios para pagar o sistema actual.
    Partindo deste facto é necessário mudar para um sistema que possa ser pago com a riqueza que o país produz.
    Se não for feito com inteligência e realismo, será feito sob os escombros do sistema actual.

  6. bla bla bla

    Ou os impostos são progressivos, ou o pagamento de serviços é progressivo.
    Os dois não dá.
    Não é justo nem honesto.

  7. “por não contribuir uma linha que seja para a possibilidade de um eventual programa liberal de governo”

    Eu diria que contribui para essa possibilidade.

    A partir do momento em que, como o PSD diz, ninguém possa ser afastado dos hospitais por falta de capacidade para pagar, está aberto o caminho para que os hospitais passem a cobrar a quem pode pagar. Ora, parece-me a mim, um sistema de saúde liberal é, precisamente, aquele em que as pessoas pagam pelos serviços que consomem, e são livres de consumir ou deixar de consumir.

    O meu modelo de serviço de saúde liberal é o serviço de Singapura, em que as pessoas têm as suas contas-poupança saúde e, quando vão ao hospital, pagam a partir delas. Para se alcançar esse sistema, que eu considero liberal, é imprescindível começar, num primeiro passo, por admitir que todos os hospitais, incluindo os públicos, podem (e devem) cobrar pelos serviços que fornecem.

    O que não é liberal é o atual sistema em que um hospital público fornece uma data de coisas de borla, incluindo coisas que seriam desnecessárias, e há mil putras coisas que não fornece mesmo que o cliente pague.

  8. filipeabrantes

    João,

    Um problema sério é que em democracia as reformas liberais que nós preconizamos (radicais, com acento na redução da despesa e nos impostos e na privatização de serviços) não vingam em democracia. Posso estar enganado, mas não estou a ver onde um partido com essas ideias tenha vencido eleições. Agora, como dizes, também eu acho que PPC não irá baixar impostos (1 ou 2% de redução, a acontecer, não pode ser visto como redução a sério). Penso que o sistema é irreformável em democracia.

  9. JS

    #6 “país não tem meios para pagar o sistema actual.” (público, acrescentaria) …
    Todas estas análises têm pontos mt bem observados e coerentes.
    Permitam-me a seguinte achega.
    O “acto médico”, há 30/40 anos, era constituido, na sua generalidade, por uma consulta, quiçá uma analisezita e uma medicação tudo com valores razoáveis. Os casos mais graves, mereciam hospitalização, mas tudo suportável para orçamentos particular e/ou pelo estado.
    Hoje em dia o “acto médico” é um conjunto complexo, encadeado, de “actos médicos” (consultas gerais, de especialidade, laboratórios de análises qual delas a mais esotérica, TACs, TECs, TICs, sofisticadas permanências hospitalares, medicação com farmacologia química, biológica e o que mais adiante se verá …). Um $ist€ma d€ $aúd€.
    E nenhum clínico arrisca diagnóstico, sem estar suportado por essa infindável, e despêndiosa linha de montagem de saúde.
    (Não há relação entre os 20 valores de média e a vocação/dedicação médica).
    Como este país não é ainda, politicamente, Cuba, a verdade é que não há nenhuma economia **pública** que controle e consiga sustentar este actual sistema de saúde, de matrix capitalista, enxertado em tronco “socialista”. São água e azeite, dois sistemas imiscíveis. O resto é a habitual, patética, demagogia da classe política.

  10. “Ora, parece-me a mim, um sistema de saúde liberal é, precisamente, aquele em que as pessoas pagam pelos serviços que consomem, e são livres de consumir ou deixar de consumir.”

    A questão é que actualmente já há pessoas que pagam, quer disponham do serviço ou não. A alternativa em cima da mesa é que além disso passem a pagar ainda mais caso tenham que recorrer ao serviço e – absurdo total – que ainda paguem mais porque já pagam em primeiro lugar.

    Eu não estou a discutir modelos liberais de sistemas de saúde. Não acho que seja sequer defensável que a constituição preconize um modelo liberal (contrariamente ao socialismo que no presente o faz dessa forma). Eu só quero alguma neutralidade que permita discutir aí sim várias formas de sistema de saúde onde deve ser discutida, nos programas eleitorais e de governo, sem receio de que lhe caia o machado constitucional em cima.

    Em última instância, por absurdo, o sistema actual consegue ser menos injusto (quando comparado): ao impor a (quasi) gratuitidade, faz com que essa diferenciação só se possa fazer por via dos impostos, e impede duplas tributações por via fiscal e por via do pagamento da prestação dos serviços. É mau, injusto e iliberal que o sistema de impostos assim esteja implementado, mas ao menos assegura que a injustiça fica limitada a esse facto.

  11. Filipe,

    Também partilho a tua opinião. Acho que a expectativa de que surjam eleitores racionais, para além do sistema politico vigente, que consigam ver para além das ilusões que lhe são vendidas pela actual constituição, conjugada com a blindagem desta e do sistema político, é uma miragem. A menos que se caia no abismo e num cenário em que não se consiga contrariar a realidade, a situação é provavelmente irreversível.

  12. Eu acho que o JLP patenteia um tipo novo de liberalismo-conservadorismo, como passo a explicar:

    O JLP defende um sistema liberal. No entanto, considera que qualquer reforma que se faça ao atual sistema no sentido de um sistema liberal corre o risco de levar, pelo menos numa primeira fase, a que as pessoas paguem mais impostos. Portanto, na prática, o JLP defende que absolutamente nada seja feito ao atual sistema, ou seja, o JLP torna-se radicalmente conservador.

    Digamos assim que o JLP é um nihilista: não concorda com o sistema atual, mas rejeita como extremamente perigosa qualquer tentativa de reforma!

  13. lucklucky

    A única coisa que o PSD quer fazer é aumentar os impostos para uma parte da população nada mais.

  14. “Digamos assim que o JLP é um nihilista: não concorda com o sistema atual, mas rejeita como extremamente perigosa qualquer tentativa de reforma!”

    Isso é falso. Existem reformas, perfeitamente objectivas, e aliás no sentido do que eu próprio e a Maria João Marques já avançamos, que poderiam ser feitas e que tornariam a constituição mais neutra e um sistema de saúde liberal viável de uma forma clara.

  15. José Barros

    A partir do momento em que, como o PSD diz, ninguém possa ser afastado dos hospitais por falta de capacidade para pagar, está aberto o caminho para que os hospitais passem a cobrar a quem pode pagar. Ora, parece-me a mim, um sistema de saúde liberal é, precisamente, aquele em que as pessoas pagam pelos serviços que consomem, e são livres de consumir ou deixar de consumir. – Luís Lavoura

    O ponto é que, quem pode pagar os serviços médicos ou de ensino, já paga via impostos progressivos e via taxas moderadoras. Que assim é, já se sabe; que se constitucionalize essa realidade, perpetuando tal regime é que constitui novidade. Uma novidade negativa do ponto de vista liberal, porque penaliza duplamente certo cidadãos em detrimento de outros, sem outra justificação que não seja socialista: a de que a discriminação positiva dos “pobres” deve funcionar por via dupla, na isenção de impostos e na isenção de taxas e a de que a discriminação negativa dos “remediados” deve funcionar também duplamente: nos impostos e no pagamento das referidas taxas. Se isto é liberal, eu pergunto o que é socialismo…

    O problema em Portugal é que há demasiada ignorância. E por isso, até entre denominados liberais, estas propostas são aplaudidas. O que não deixa de ser deprimente.

  16. Ana Dias

    “Penso que o sistema é irreformável em democracia.”

    Caminhos perigosos. A alternativa à democracia pode não ser a que mais lhe convém. E sendo a que convém, é possível que tenha o nome de família errado…

  17. Pingback: Libertar a saúde e a educação, despolitizar a sociedade « BLASFÉMIAS

  18. CN

    “Acho que a expectativa de que surjam eleitores racionais, para além do sistema politico vigente, que consigam ver para além das ilusões que lhe são vendidas pela actual constituição”

    O problema da democracia é que a tempo a maioria de beneficiários líquidos é cada vez maior e a minoria de contribuintes menor.

    Os eleitores não são irracionais, podemos dizer que são racionais, exercem o poder de coerção que a democracia confere a quem tem a maioria. Não sendo um acto consciente, é o resultado lógico do sistema, os fanáticos pelo poder absoluto do voto universal (dizem que não, mas o imposto progressivo é prova disso) que existem à direita renderam-se à lógica da vontade geral. Falam em Rule of Law, mas nada, como conceito de direito pode justificar a capacidade de “nacionalizar” rendimetnos de uma minoria. A única justificação, é essa ser voluntária… e por isso digo que uma teoria constitucional baseada no direito só é legítima de permitir a secessão. Sem isso, o processo democrático que impõe a progressividade é uma bando de ladrões a ameaçar uma minoria. O direito de secessão é a única forma de legitimar a democracia. Eu já previ que a causa independentista que costuma ser bandeira da esquerda via sofrer uma inversão; a esquerda vai aos poucos perceber que o independentismo um ida pode ser ideológico para criar estados sem estado social por exemplo. Aí, vai teorizar sobre a ilegitimidade de tal coisa.

    Adiante:

    Eu acho que os ditos “benefícios fiscais” na saúde e educação funcionam relativamente bem para minimizar o problema de os tais 15% que pagam 85% do IRS, ou de forma mais alargada os 25% que pagam a quase totalidade da colecta, financiarem o sistema público e depois pagarem do rendimento que lhes sobra a educação e saúde.

    Esse benefício não é benefício, é ser devolvido algum do IRS pago a quem de facto pagou IRS, por não ter utilizado serviço publico. Chamar benefício é inverter a lógica das coisas, que é o paradigma do estatismo.

  19. JS

    #19.”Chamar benefício é inverter a lógica das coisas, que é o paradigma do estatismo.” Bem observado.

  20. João Cardiga

    Gosto bastante do complexo de deus que tanto o autor do artigo como o filipeabrantes demonstram ao falar no regime democrático.

    Se as pessoas não apoiam ou defendem as vossas convicções não é porque ainda não viram a “verdade”. É porque pura e simplesmente os vossos argumentos são fracos. Se calhar em vez de culpar o sistema (que com todos os seus defeitos é de longe o melhor) deveriam reflectir sobreas vossas convicções, porque em principio devem (e têm) falhas gigantescas.

    Já agora sobre a progressividade caso queiram ler outras visões basta ir ao speakerscorner que já lá escrevi sobre esse tema…

  21. “Se as pessoas não apoiam ou defendem as vossas convicções não é porque ainda não viram a “verdade”. É porque pura e simplesmente os vossos argumentos são fracos.”

    A capacidade para a auto-crítica é de louvar, mas acho que o João Cardiga está a ser demasiado severo com o MLS.

  22. ricardo saramago

    Eu quero é o sistema liberal e estatizado ao mesmo tempo (ADSE).Assim escolho conforme me convém em cada situação.
    O socialismo é bom para os que trabalham no sector privado.
    Os funcionários do Estado há muito que resolveram este dilema.

  23. AA

    “Não estou a propor liberalismo nenhum.”

    JLP, então como é que o Estado vai fazer alcançar a plena igualdade de oportunidades liberais? >)

  24. João Cardiga

    Caro André,

    Antes demais obrigado ter descido à Terra para me responder. Sinto-me muito honrado.

    E vejo que com a sua resposta partilha do meu sentido de auto-critica. Embora deva confessar que o mls, para a sua dimensão, até tem tido bastante “audiência” positiva, ao contrário deste vosso pouso…

  25. Miguel

    Não está mal. Comparar um blog com um fracassado aspirante a partidp político. Ainda assim. Devemos ter mais leitores diários que o MLS tem militantes. Um caso de sucesso sem margem para dúvidas.

  26. filipeabrantes

    “Já agora sobre a progressividade caso queiram ler outras visões basta ir ao speakerscorner que já lá escrevi sobre esse tema…”

    À falta de links…

  27. “Sinto-me muito honrado.”

    Ainda bem.

    “E vejo que com a sua resposta partilha do meu sentido de auto-critica. Embora deva confessar que o mls, para a sua dimensão, até tem tido bastante “audiência” positiva, ao contrário deste vosso pouso…”

    É muito gentil da sua parte. Eu nem me atrevo a comparar a audiência ou o impacto deste nosso modesto pouso com todas as espantosas realizações já conseguidas pelo MLS.

  28. Caríssimos,

    Obrigado pelos comentários. Efectivamente comparei a qualidade da “audiência” (ou review’s) e não O Insurgente e o MLS. Longe de mim querer comparar treinadores de bancada com treinadores efectivos. Afinal, e seguindo o exemplo futebolístico, é impossível comparar o “feito” de um treinador efectivo, mesmo da distrital e com nenhuma vitória, com os “feitos” treinadores de bancada, por mais mediáticos que estes sejam. É que trabalhar é profundamente diferente de mandar “bitaites” (por mais interessantes que eles sejam)…

    Por outro lado, lá no MLS, temos o estúpido hábito de quando queremos criar uma alternativa efectiva, não querer fazer “free-riding” do trabalho de outras pessoas, tentando mudar a ideologia natural de determinado partido, mas sim criar algo de raiz.

    Agora por partes:

    Miguel,

    “…um fracassado aspirante a partidp político.”

    Efectivamente a criação de um partido politico liberal foi, até agora, um insucesso. No entanto reduzir o MLS apenas a isso demonstra um total desconhecimento do Movimento e do diverso trabalho já feito.

    Entre a criação de eventos internacionais, a criação de um Forum Liberal Ibérico, a introdução de novas pessoas na politica, a (boa) visibilidade do MLS nas organizações internacionais liberais, as nossas (muito, mas mesmo muito) modestas tertúlias, a participação num projecto de lei debatido no parlamento, ou mesmo (o mais modesto de todos os achievements) a criação de um movimento politico onde a pluralidade de opiniões é um facto, faz-se o que se pode com recursos tão escassos como o MLS tem.

    Se é pouco? Eu julgo que sim, que é muito pouco, julgo que podemos fazer muito mais, mas daí a ser um fracasso vai um passo de gigante só comparável ao ego do orgulho com a criação de um mero blogue, que por mais mediático que seja (e este é sem dúvida), não deixa de ser um mero blogue.

    Caro André,

    “Eu nem me atrevo a comparar a audiência ou o impacto deste nosso modesto pouso com todas as espantosas realizações já conseguidas pelo MLS.”

    Nem eu, nem eu…

    Caro Filipeabrantes,

    “À falta de links…”

    Aqui vai:

    http://www.speakerscorner.org.pt/por-uma-taxa-de-impostos-progressiva-com-v%C3%A1rios-escal%C3%B5es-i

    http://www.speakerscorner.org.pt/por-uma-taxa-de-impostos-progressiva-com-v%C3%A1rios-escal%C3%B5es-ii

    http://www.speakerscorner.org.pt/por-uma-taxa-de-impostos-progressiva-com-v%C3%A1rios-escal%C3%B5es-iii

    http://www.speakerscorner.org.pt/por-uma-taxa-de-impostos-progressiva-com-v%C3%A1rios-escal%C3%B5es-iv

  29. Miguel

    “Se é pouco? Eu julgo que sim, que é muito pouco, julgo que podemos fazer muito mais, mas daí a ser um fracasso vai um passo de gigante só comparável ao ego do orgulho com a criação de um mero blogue, que por mais mediático que seja (e este é sem dúvida), não deixa de ser um mero blogue.”

    😆
    Quando o MLS tiver um centesimo dos leitores do Insurgente voltamos a falar. O blogger da terceira divisão a puxar dos galoões tem sempre piada. Lembra-me uma formiguinha aos pulos.

  30. “O askimet achou que ele era spam.”

    Obrigado pela informação.

    “O blogger da terceira divisão a puxar dos galoões tem sempre piada.”

    Eu da 3ª divisão? Meu caro Miguel eu nem na 2ª distrital dos blogues estou (e já estou a ser generoso para comigo). E os “galões” são dos membros do MLS (eu ainda entrei à pouco tempo no MLS) cujo o trabalho é de muito mérito.

    “Quando o MLS tiver um centesimo dos leitores do Insurgente voltamos a falar.”

    Já percebeu que o MLS não é um blogue? E já agora compreendeu que nessa frase não comparei o MLS ao Insurgente, ou precisa que eu explique?

    E quanto aos blogues, são o que são, meros blogues (o vosso e todos os outros). Bem sei que quem escreve gosta de se achar mais importante do que realmente é. É que existe um mundo inteiro lá fora da blogosfera…

    Mas estou curioso, que impacto é que o Insurgente teve até agora? Ou dito de outra forma que utilidade tem o Insurgente que não seja o de entreter as pessoas?

  31. CN

    Mas toda a gente sabe que só os ancaps é que contam… o resto (99.9999% da população) é tudo comuna!

  32. Ana Dias

    A hubris nesta caixa de comentários é suficiente para afunda a frota americana no golfo pérsico… 😀

  33. Meu caro Cardiga. Comece você por dar menos importância ao Insurgente e abstenha-se de vir para aqui descarregar as suas frustrações. Vai descobrir que ninguém vai sentir a sua falta.

  34. “Ou dito de outra forma que utilidade tem o Insurgente que não seja o de entreter as pessoas?”

    Nenhuma, mas é excelente em termos de entretenimento. Especialmente quando se trata de entreter “militantes” (?) frustrados do MLS.

  35. “A hubris nesta caixa de comentários é suficiente para afunda a frota americana no golfo pérsico…”

    A frota americana inteira não teria a mínima hipótese contra O Insurgente… 😉

  36. LOL

    “Nenhuma, mas é excelente em termos de entretenimento.”
    Aqui concordo a 100% 🙂

    “Especialmente quando se trata de entreter “militantes” (?) frustrados do MLS.”

    “Comece você por dar menos importância ao Insurgente e abstenha-se de vir para aqui descarregar as suas frustrações.”

    Lol. E perder uns minutos de gargalhada?

    Mas admito, efectivamente quando estou “frustrado” é aqui que descarrego a minhas “frustações”. Aliás nem consigo imaginar em melhores maneiras de descarregar as minhas “frustações”… Mas a título de curiosidade, como descobriram tão rapidamente isso? É assim que descarregam as vossas?

    “Vai descobrir que ninguém vai sentir a sua falta.”

    Estou sentido… Tantos comentários e depois isto… 😦 Nem por um milésimo de milésimo de segundo sentem a minha falta?

  37. “Nem por um milésimo de milésimo de segundo sentem a minha falta?”

    Se os militantes do MLS dedicassem metade da atenção ao “Movimento” que dedicam a’O Insurgente, por esta altura já podiam ter um partido ao nível do POUS.

    Mas eu compreendo: Também acho O Insurgente muito mais divertido e interessante do que o MLS.

  38. “É.” Obrigado pelo esclarecimento.

    Tanto fascinio pelo Movimento? Alguma relação “amorosa” mal resolvida com o mesmo?

    “Se os militantes do MLS dedicassem metade da atenção ao “Movimento” que dedicam a’O Insurgente…”

    Que eu saiba apenas dois vão passando por aqui, ou seja, ou desconhece a realidade do MLS, e está a falar do que não sabe, ou pensa que o MLS só tem dois militantes, e continua a falar do que não sabe…

    “Também acho O Insurgente muito mais divertido e interessante do que o MLS.”

    Divertido ainda poderia admitir, agora interessante… Bem, lá está o enorme ego a falar outra vez…

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