Mulheres deixam de poder fumar em espaços públicos

Trata-se apenas da defesa da saúde, uma medida que visa preservar a saúde pública do sexo mais fraco do que é belo e uma benéfica lei que procura recuperar as legítimas tradições naturais. No big deal.

14 pensamentos sobre “Mulheres deixam de poder fumar em espaços públicos

  1. A. R

    Bem feito. Na Arábia Saudita agora também é permitida a Poligamia. Havia muita mulher solteirona e todas devem ter um marido: mesmo que partilhado. A distância entre a esquerda tonta e a ideologia islâmica já precisa de paquímetro.

  2. bob

    Só estão a zelar pela saúde das mulheres. Não tendo estas capacidades para ajuizar o que é melhor para elas, os iluminados decidem.

    E essa é a razão de qualquer Nanny State.

  3. CN

    É diferente a evocação de uma tradição (assim seja o caso) do iluminismo que procura ignorar por completo qualquer tradição. Pelo menos o que é tradicional, tem fronteiras e limites. O iluminismo não tem nenhumas.

  4. bob

    O que torna um qualquer ritual numa tradição é o cariz “intemporal”, contudo na sua criação os propósitos não eram diferentes dos que têm os iluminados de hoje.

    Não sei é se é uma questão de controlo ou de arrogância dos iluminados para com os restantes. Talvez ambas, o limite é a imaginação…

  5. lucklucky

    “Pelo menos o que é tradicional, tem fronteiras e limites. O iluminismo não tem nenhumas.”

    Quê!? A Pena de Morte é tradicional ou iluminista? O apedrejamento de mulheres até à morte é iluminista? no Hinduísmo a viúva ter de morrer queimada na pira do marido já morto é o tradição ou iluminismo?

    Quer me parecer que a “tradição” com que CN contacta está muito limitado à Europa da segunda metade do Século XX.

  6. ricardo saramago

    Podem acrescentar a proibição de guiar a todas as mulheres com menos de 30 anos.
    Guiar é uma actividade perigosa e não queremos que, na eventualidade de uma gravidez, ponham em risco a saúde das crias.
    É assim que se faz em países avançados como a Arábia Saudita e o Afganistão.

  7. CN

    “Quê!? A Pena de Morte é tradicional ou iluminista? O apedrejamento de mulheres até à morte é iluminista? no Hinduísmo a viúva ter de morrer queimada na pira do marido já morto é o tradição ou iluminismo?”

    Primeiro estamos de práticas não violentas (à partida)

    Segundo, usou-se o termo iluminista para falar da Burqa

    Misturar alhos com bugalhos não leva a grande coisa.

  8. bob

    Usei o termo “iluminados” duma maneira lata, referindo comportamentos semelhantes, mas não especificamente ao movimento do séc. XIX.

    Qualquer oligarquia com pretensões de superioridade moral que impõe através da lei mudanças de comportamento, com a desculpa da defesa do “interesse plural” quando na realidade é apenas a visão duns poucos e para os seus interesses próprios, para mim são uns “iluminados”…

  9. bob

    Comecei por me referir ao tópico (Hamas proíbe as mulheres de fumarem em espaços públicos) mas podemos pegar no exemplo que ricardo saramago dá em 8. ou encontrar até exemplos no nosso País.

    Sobre a burqa existe outro tópico no blog, mas não tenho ainda opinião formada.

  10. CN

    “Hamas proíbe as mulheres de fumarem em espaços públicos”

    Eles evocaram a tradição para isso, o que deve ser (eu não sei) verdade. O problema é se começamos a usar as palavras e conceitos de formas muito abertas fica uma confusão.

    Se quiser chamar genericamente “iluminados” toda tentativa de condicionar os direitos naturais das pessoas (e isso dá-se quer via autoritarismo quer pela sobreposição da vontade geral/democracia) até pode ser.

    Eu costumo dizer que toda a ideologia (de esquerda, direita, verde, ou o que seja) conspira contra o direito natural (ou direitos negativos).

    É isso que faz qualquer ideologia. O conservadorismo poderá (desta forma muito lata) também ser incluído mas pelo menos evoca uma força para além da razão-iluminada para ir contra direitos naturais.

  11. bob

    Não queria causar confusão, poderia ter dito “mad men in ivory towers”, pensei que se percebesse o contexto. Concordo com o que diz (excepto a parte de direitos negativos porque não tenho a certeza de ter percebido).

    De qualquer maneira o facto de ser tradição ou não é irrelevante. Dizermos que é uma tradição as mulheres não poderem fumar em espaços públicos significa que durante um tempo indefinido mas geralmente longo existiu essa proibição. Não avalia as consequências ou implicações, é amoral.

    Dizerem que é uma questão de saúde pública, apesar de na minha opinião ser uma fachada (os homens não correm risco ao fumarem em espaços publicos?), já é um argumento, mas não superior ao direito de escolha (e é claro que deve-se apostar na educação e não na proibição).

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