Aristides de Sousa Mendes

A 19 de Julho comemoram-se os 125 anos do nascimento de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que contrariou as ordens do governo de Salazar e que concedeu alguns milhares de vistos a fugitivos do terror nazi.

Numa época em que escasseiam homens justos, parece-me importante divulgar o comunicado da Reabilitação do Legado e da Casa de Aristides Sousa Mendes.

Esta é mais uma ocasião para lembrarmos o homem que mais vidas humanas salvou, em toda a História de Portugal.
Talvez pelo facto dos nossos “igrejos avós” terem sido quase todos eles valentes guerreiros (pessoas que mataram outros seres humanos), ainda custa aceitar a ideia de que Aristides foi um verdadeiro herói.
Cada época tem valores próprios… e a Carta dos Direitos Humanos só foi proclamada depois a 2ª Guerra Mundial.
Na base desta nova matriz de valores estão homens como Aristides de Sousa Mendes, cuja heroicidade está longe de ser amplamente reconhecida pelos portugueses.
Que este aniversário seja mais uma ocasião para divulgarmos a sua obra perene, e para interrogarmos a nossa consciência de cidadãos livres sobre o grau de degradação em que se encontra a Casa do Passal.

10 pensamentos sobre “Aristides de Sousa Mendes

  1. terrivel

    Uma dúvida sempre me assaltou:
    Se Aristides Sousa Mendes salvou tantas vidas – e, para mais, de forma abnegada – como é possivel que não existam descendentes e familiares desses refugiados que contribuam para dar a dignidade exigida à sua casa e legado?

  2. terrivel

    Uma maneira porreira de chutar para canto, mas a verdade é que se ASM salvou as vidas que se dizem – e não estou a por isso em causa – muitos ainda estarão vivos e existirão umas centenas de descendentes. O que me parece é que, das duas uma, ou se trataram de “deligências” que ASM prestou de uma forma não tão abnegada e graciosa e, por isso, faessas pessoas não se sintem na obrigação de reconnhecer qualquer valor moral à sua conduta ou , então, esses refugiados são, de facto, mal agradecidos ao não serem capazes dehomenager e dar a devida importância a quem lhes salvou as vida e a familia.

  3. Tretas

    Uma Fundação presidida pela esposa de Mário Soares….e que tem Diana Andringa na direcção. Por aí começa-se logo a perceber o grau de politiquice associado a esta fundação.

  4. O fantasma

    Em que planeta se escondem os descendentes(milhares aquem ele salvou a vida?
    Mas em Portugal infelizmente é assim.Mais recentemente,milhares deram a vida,sacrificaram-se,ajudaram ouros a salvar a vida.Milhões ao longo da historia deram a vida para salvar o nome de Portugal,quando este estava ameaçado,e agora nem uma palavra de agradecimento.Também esses não precisam dos agradecimentos doa vivos.A história os recorda em paginas imortais,assim como a Aristides de Sousa Mendes. Tem na galeria dos heróis o seu lugar cativo.

  5. tric

    A unica forma de comemorar Aristides de Sousa Mendes, porque as outras formas só revelarão hipocrisia e apenas colocarão apenas os Judeus no Centro do Mundo, é recordar os aproximadamente 18 000 seres humanos chacinados em Portugal, com cobertura legal, com o objectivo de mandar para o “caixote do lixo” as ideologias que permitem tal aberração…

    ideologia Nazi=ideologia Abortista

    Recordar Aristides de Sousa Mendes é recordar 18 000 seres humanos chacinados

  6. floribundus

    esta estória sempre me cheirou mal e cada vez fede mais.
    os judeus deixaram-no morrer à fome?

  7. MCB

    Houve judeus que lhe enviaram $, mas mesmo assim insuficiente para pagar as dívidas de um homem que, com 15 filhos, ganhou durante 13 anos menos de metade do que ganharia um funcionário consular em Portugal. Não se esqueçam que, mesmo tentando ser advogado, não conseguiu ter mais que 1 cliente, em virtude da “censura” de salazar. Se não morreu mais à fome, foi precisamente por ir à Sopa dos Pobres dos Judeus residentes em Portugal, ao Martim Moniz.
    Não se esqueçam também que, a globalização de hoje não se compara a 1943, motivo pelo qual os seus feitos não foram divulgados como hoje o seriam. Mesmo o Schindler, apesar de ser enterrado como um herói em jerusálem, morreu pobre num hospital alemão, pelo que o argumento de os judeus não o terem ajudado não tem qualquer sentido.

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