Em buscas das “novas centralidades”

Na sequência da sugestão de Augusto Mateus de demolir os estádios do Euro 2004, o Tiago Mota Saraiva lembra esta entrevista de José Sócrates em 1999.

Oiçam como novo estádio de Aveiro e Coimbra (dois notórios “elefantes brancos”) iriam permitir “novas centralidades e novas oportunidades de qualificação urbana”. Só se esqueceu de dizer que iriam também gerar custos insustentáveis para as autarquias e que teriam pouquissima utilização. E que dizer da fantástica promessa que tudo iria ser pago por privados (3’25”)?. Hum… Isto recorda-me outros “projectos mobilizadores” que (juram) irão ser completamente financiados pela iniciativa privada.

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6 pensamentos sobre “Em buscas das “novas centralidades”

  1. ana margarida craveiro

    Miguel, não me parece que o estádio de Coimbra seja um elefante branco. Não estou a falar do espaço do campo, mas de tudo o resto. As piscinas são usadas, o pavilhão recebe eventos desportivos com imensa frequência, o Dolce Vita, bom, é um shopping em Portugal, e todo – ou praticamente todo – o espaço para lojas na cintura do estádio está preenchido. Não consta que tenham problemas de gente.

  2. Miguel

    O estádio (propriamente dito) é que nem por isso. Cito de memória uma notícia que dava conta da insustentabilidade deste dados os custos de manutenção. A construção do Dolce Vita (assim como das piscinas ou do pavilhão) podiam ter sido feitas independentemente da construcção do estádio.

  3. Miguel

    Posso ter confundido o de Coimbra com outro (como o de Leiria) que são exemplos melhores.
    Mesmo assim, segundo este notícia a CMC paga 1.8 milhões de euros em juros e amortizãções (se a taxa estiver indexada agora pagará algo mais). A isto temos de juntar os custos de manutenção de uma infraestrutura (fala do estádio propriamente dito) subutilizada e com reduzido número de espectadores.

  4. Luís

    Consta que o Estádio do Algarve consome 3 milhões por ano às câmaras de Loulé e de Faro. E a actual opção em cima da mesa, a entrega a privados, não sei se será financeiramente proveitosa, pois as câmaras terão de continuar a abater dívida relativa ao estádio e infra-estruturas adjacentes. E parece-me que o discurso do autarca de Loulé, ao exigir que o privado que arrende o Estádio tenha em atenção os actuais funcionários e dê destaque a iniciativas «regionais», é de desconfiar. Se fosse um empresário que optasse por explorar o espaço, queria lá saber dos empregados da anterior gestão, ou que me impusessem regras sobre o que deveria ou não fazer no espaço. Estes autarcas…

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