A Helena não gostou

A Helena Garrido acha que o Banco de Portugal não pode dizer que o intervencionismo estatal ou a rigidez do mercado laboral estão a prejudicar-nos. Diz que “o Banco de Portugal não pode, nem deve, pronunciar-se subjectivamente sobre opções que são políticas e determinadas pela escolha dos eleitores.“. Subjectivamente, é claro. Dado que, para ela, parece ser impossível fazer uma análise objectiva que o prove. (já o inverso, segundo sugere, parece ser extremamente fácil de provar). Sugiro que se despeça já o novo governador e no seu lugar se coloque alguém que defenda de forma intransigente os “valores humanistas”, e claro, as opções políticas do governo.

ADENDA: Será assim tão difícil perceber que a profusão de contratos a prazo (assim como o cada vez maior recurso a empresas de trabalho temporário) são uma consequência (e não uma negação) da rigidez do mecado laboral?

11 pensamentos sobre “A Helena não gostou

  1. “ADENDA: Será assim tão difícil perceber que a profusão de contratos a prazo (assim como o cada vez maior recurso a empresas de trabalho temporário) são uma consequência (e não uma negação) da rigidez do mecado laboral?”

    Parece simples, mas realmente também eu já me cansei de exlicar isso. Ao ponto de já ter desistido.

  2. LAM

    Pois, as pessoas não percebem que os contratos a prazo são uma “consequência”. Talvez porque também tenham ficado sem perceber que as reformas antecipadas, promovidas pelo “visionário” Cavaco Silva, iam servir para renovar os quadros das empresas com trabalhadores mais jovens, cof, cof.

  3. “Será assim tão difícil perceber que a profusão de contratos a prazo (assim como o cada vez maior recurso a empresas de trabalho temporário) são uma consequência (e não uma negação) da rigidez do mecado laboral?”

    É.

    A profusão de contratos a prazo pode ser uma consequência da rigidez do mercado de contratos sem termo; mas, por outro lado, se o mercado rígido (o dos contratos sem termo) abrange relativamente poucas pessoas, isso quer dizer que, no seu conjunto, o mercado laboral até não é assim tão rígido.

  4. Hugo SS

    O recurso a empresas de trabalho temporário e a profusão de contratos a prazos têm a ver com precariedade não com a rigidez do mercado laboral…eu também concordo com a flexibilidade laboral mas num sistema que proteja as pessoas não que as use.

  5. Miguel

    Os contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário (assim como em parte o outsourcing) são formas utilizadas (inclusivé pelo estado) pela tornear a rigidez da legislação laboral. Outros reflexos são o desemprego de longa duração e dos jovens.

  6. Miguel

    “mas, por outro lado, se o mercado rígido (o dos contratos sem termo) abrange relativamente poucas pessoas, isso quer dizer que, no seu conjunto, o mercado laboral até não é assim tão rígido.”

    E acha que é esse o caso português? E diga-se de passagem que os contratos a utilização dos contratos a prazo encontram-se cada vez mais limitada pelo que a solução é cada vez mais a utlização de empresas de trabalho temporário.

  7. Rui Rocha

    Estamos esclarecidos: a Helena prefere um árbitro parcial e com influência no resultado, como foi o caso de Vitor Constãncio, a um treinador de bancada.

  8. lucklucky

    “O recurso a empresas de trabalho temporário e a profusão de contratos a prazos têm a ver com precariedade”

    O que é que isto quer dizer?

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