É impossível pagar a dívida externa dos PIGS

Expresso

"O nível de endividamento externo líquido dos designados por PIGS […] é muito mais elevado do que o observado na generalidade dos precedentes históricos. Em quase todos esses precedentes, a dívida externa foi reestruturada e reescalonada", afirma Ricardo Cabral, professor do Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Madeira.

Ricardo Cabral considera, por isso, que as autoridades centrais da União Europeia e do Banco Central Europeu andam a empatar um desfecho. "De um ponto de vista realista, com base nos dados e na experiência conhecida, dever-se-ia saber que o resultado final será o reescalonamento ou a reestruturação da dívida desses países. Iludem-se os que pensam que seremos capazes de pagar essa dívida". E acrescenta sobre o caso português: "Ao tentar-se pagar essa dívida, causam-se danos irremediáveis à economia portuguesa. Condena-se, pelo menos, a uma década com crescimento económico ainda pior do que a década que termina".

6 pensamentos sobre “É impossível pagar a dívida externa dos PIGS

  1. DC

    Não se preocupe que o dinheiro pode sempre render mais do que o previsto.

    Se o pacote de estabilização (leia-se “tapa-buracos”) do sistema financeiro europeu foi de 200 mil milhões de euros mobilizados em tempo record (e há cerca de um ano… como o tempo passa!), deve haver de certeza umas bolsas laterais com uns trocos para o resto do pessoal se manter à tona…

  2. Miguel

    Para Portugal, provavelmente, ainda se arranjam uns trocos. Somos pequenitos. Para há Espanha é que já não há bolsos que cheguem.

  3. ricardo saramago

    Parece que esta ideia vai fazendo o seu caminho.
    A bancarrota (inevitável) pode ser, se gerida com inteligência, a melhor forma de libertar o futuro do país de parte do peso dos erros das gerações actuais.
    Mas atenção. Se for usada pelos demagogos como mais mais uma forma de prolongar um modelo de sociedade insustentável, então pode ser uma condenação à pobreza por várias gerações.

  4. lucklucky

    Impossível a bancarrota. São os Bancos que têm uma boa parte da dívida. O crescimento zero ou é inevitável.

  5. D.caires

    Não podemos puxar pelos dois extremos da mesma corda sem que não acabe por se separar… Ou a União Europeia, os Estados-Membros e as suas empresas querem encher os bolsos à custa dos países em desenvolvimento, ou queremos ajudá-los e procurar aquilo que a União refere como cooperação económica, financeira e técnica com países terceiros.

    E tal não é compatível porque? Muitos não perceberão a questão e até podem dizer que no meio está a virtude…

    O problema é que nesta União existem também países em desenvolvimento, como é a Grécia, como é Portugal, como é a Espenha, que estão apenas disfarçados por serem as reais colónias e vítimas das Economias Mundiais. Os pobres sabem que não podem pagar e limitam-se a ver…
    Portugal, entre outros, ilude-se e agarra o crédito, aumenta a dívida e continua sem apostar na rentabilidade e produção como devia!

    “Iludem-se os que pensam que seremos capazes de pagar essa dívida”

  6. D.caires

    Num crédito, quem fica a ganhar?
    -Os bancos.
    (Não virão dizer que ganha quem conseguiu comprar a casa graças a este, ou montar um negócio que virá a falir pouco tempo depois)…salvo raras excepções…

    Onde estão sediados os bancos?
    -No estrangeiro.
    (Temos meia duzia deles por cá, a pedirem empréstimos aos anteriormente referidos, é claro)

    Será que é preciso dizer algo mais?
    -Talvez seja, devido à fraca educação que o nosso país oferece…

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