Muito me separa ideologicamente do Henrique Raposo, mas diverte-me ver as reacções histéricas e indignadas face a alguns dos seus posts contra a função pública e os seus privilégios. Há tempos foram os enfermeiros (ficaram chateados porque o Henrique Raposo lhes disse que não mereciam ganhar mais), agora parece que saiu da toca uma espécie de ‘grupo de amigos dos funcionários públicos’ a respeito de um – aparentemente – infame ataque à ADSE e a quem dela usufrui. Aqui, aqui, aqui, aqui, e ainda aqui, podem ler-se algumas das mais divertidas reacções à nova diatribe anti-funcionários públicos do HR. Aqueles que passam o tempo a condenar posts/textos ad hominem são os mesmos que não hesitam em atacar pessoalmente quem ouse apontar o dedo ao corpo parasita dos funcionários públicos. Independentemente da razão da crítica A ou B, é sintomático que tanta gente se sinta tocada pessoalmente com este tipo de reparos (em geral ajustados). Será isto um fenómeno associado às castas de intocáveis, típicos das sociedades mais atrasadas?
Se quer levar com um ataque pessoal ou ser insultado, já sabe, critique a função pública (os seus privilégios, o seu peso no orçamento e a sua imoral parasitagem da sociedade), é só esperar.
Outra lição a reter: numa sociedade socialista e decadente como a portuguesa, é de certeza bom sinal ser insultado à esquerda e à direita, é sinal de que talvez se esteja a dizer algo acertado.
Leitura complementar: A falácia do pagamento de impostos na função pública, por BZ