Cortes radicais, na California

The small southern California city of Maywood has hit on a unique solution to its budget crisis. Crushed by the recession and falling tax revenues, the city is disbanding its police force and firing all public sector employees.

Maywood has opted for an extreme solution, by contracting out all public services, including the most basic, to save cash. But it is not alone.

Como minarquista não concordo com um que o determinados serviços públicos, como a polícia, sejam privatizados o que não significa que seja contra os serviços privados de segurança) mas o despesismo na California foi de tal ordem que em muitos casos não sobram recursos para manter sequer o estado mínimo.

14 pensamentos sobre “Cortes radicais, na California

  1. Pena é que as fortes restrições constitucionais existentes ao nível dos estados americanos e das suas cidades não se apliquem às despesas federais. O mundo seria mais livre se tal acontecesse. E mais seguro. Politica e economicamente.

  2. Carlos Duarte

    Caro Miguel,

    Está ciente do facto que a situação económica da Califórnia deriva, em grande parte, da “tradição” de democracia directa no Estado? Em que os habitantes votaram para mais despesa (e subsídios) mas contra qualquer aumento da carga fiscal. Ou, como se costuma dizer, não há milagres!

  3. lucklucky

    Não é o que se passa também por cá Carlos Duarte? O grande problema no Ocidente é o crescimento da Democracia às custas da Liberdade.

    ———-

    California welfare recipients using state-issued debit cards withdrew more than $1.8 million in taxpayer cash on casino floors between October 2009 and last month, state officials said Thursday.

    Gov. Arnold Schwarzenegger issued an executive order requiring welfare recipients to promise they will use cash benefits only to “meet the basic subsistence needs” of their families. The order also gave the state Department of Social Services seven days to produce a plan to reduce other types of “waste, fraud and abuse” in the welfare program….

    http://articles.latimes.com/2010/jun/25/local/la-me-welfare-casinos-20100625

  4. Miguel

    “Está ciente do facto…”
    Estou. E também que foram implementadas medidas despesistas tipo “europeu”.
    ” Ou, como se costuma dizer, não há milagres!”
    Na Europa com o mesmo tipo de despesismo mas com impostos bem mais altos também parece que não.

  5. Carlos Duarte

    Caro lucklucky,

    Apesar de tudo, ainda não caímos na mania dos referendos à americana! Imagine um referendo em Portugal sobre (digamos…) a taxa do IVA e sobre a indexação da reforma…

    Caro Miguel,

    Os casos não são propriamente comparáveis. Na Califórnia existe um bloqueio legislativo (ou constitucional) que não permite ao Governo Estadual equilibrar as contas.

  6. Miguel

    “Os casos não são propriamente comparáveis. Na Califórnia existe um bloqueio legislativo (ou constitucional) que não permite ao Governo Estadual equilibrar as contas.”
    Mas, nesse caso, continuo sem perceber porque razão na Europa existem défices orçamentais sistemáticos. Aliás, o que se verifica é a subida de impostos e a diminuição de benefícios por forma a equilibrar défices e a diminuir o peso da dívida pública. Sou levado a suspeitar que o problema está no crescimento desmesurado da despesa. Aliás, mesmo existindo a possibilidade de aumentar, existe um limite à subida dos impostos.

  7. Carlos Duarte

    Caro Miguel,

    A diferença é que na Europa pode-se efectivamente alterar a política (se os políticos o querem fazer por motivos eleitorais são outros 500), enquanto na Califórnia (salvo um referendo, como foi o caso) não podem.

    Suponho que o Miguel conhece a noção de anaciclose e é exactamente isso que está a acontecer.

  8. Miguel

    “A diferença é que na Europa…”
    Mas eu nunca disse que era favorável à “democracia directa” californiana. Os californianos fizeram a sua escolha e estão agora a pagar pelos seus erros. Note-se que invertendo uma longa tendência tem havido um decréscimo populacional no estado o que (dada a mobilidade populacional nos EUA) indica que muitos estão a “votar com o pés”.

    Faço também notar que mesmo sem democracia directa (e com muito menores limites e resistências ao aumento da carga fiscal) na Europa chegamos praticamente ao mesmo resultado. Há mais que um “caminho para a servidão”.

  9. Carlos Duarte

    Caro Miguel,

    Nunca disse que Vc. era favorável, apenas estava a realçar as diferenças e acho sinceramente que os habitantes de Maywood se vão rapidamente arrepender da decisão minarquista que tomaram. Numa democracia indirecta, um resultado desse tipo seria muito mais difícil, devido à existência de grupos de pressão (lobbies, se quiser) que balanceiam o populismo. Igualmente, não estou a ver ninguém na Europa a propor a privatização da polícia…

    Ou existem impostos (mais) elevados para compensar a despesa pública, ou baixos impostos requerem forçosamente uma menor (ou baixo) nível de serviços públicos. O que não se pode ter é ambos, mas são exactamente ambos que o eleitor mediano pretende.

  10. Miguel

    “sinceramente que os habitantes de Maywood se vão rapidamente arrepender da decisão minarquista que tomaram”
    Pensava que a minha nota e os artigos da wikipedia que linkei deixavam isso claro. Aquilo já cabe mais na anarquia que no minarquismo. As seguraça pública é das (poucas) funções que os minarquistas acham que cabe inteiramente ao estado.

    “Ou existem impostos (mais) elevados para compensar a despesa pública, ou baixos impostos requerem forçosamente uma menor (ou baixo) nível de serviços públicos. ”
    O problema não está nos serviços básicos (segurança pública, defesa externa, justiça) que o estado deve desempenhar mas em toda os outros que o socialismo em versões mais ou menos light pretendem que também sejam desempenhadas. Chegamos a estados que pretendem suprir toda e qualquer necessidade (que implciam impostos elevados) mas que concorrendo de forma desleal com o privados não cumprem nenhum deles de forma conveniente e que descuram as suas funções essênciais. Há que “emagrecer” o estado e refocá-lo nas funções básicas.

  11. lucklucky

    “…acho sinceramente que os habitantes de Maywood se vão rapidamente arrepender da decisão minarquista que tomaram…”

    Não sei porquê. É um serviço e é pago para ser feito.

    “Ou existem impostos (mais) elevados para compensar a despesa pública, ou baixos impostos requerem forçosamente uma menor (ou baixo) nível de serviços públicos. O que não se pode ter é ambos, mas são exactamente ambos que o eleitor mediano pretende.”

    O problema é Y poder votar para tirar a X. E depois X emigrar ou ficar igual a Y e votarem os dois para tirar a Z. Ou seja não há limites Constitucionais ao poder do Estado tirar algo às pessoas.

  12. Carlos Duarte

    Caro Miguel,

    Concordo, em parte, consigo, apesar de achar que o Estado deve ser responsável por um nível mínimo de bem estar dos cidadãos e que que isso pertence aos serviços básicos (sim, inclui um SNS ou uma pensão mínima, mas exclui, por exemplo, intervenções cirúrgicas superfluas – ou charlatanices com medicinas alternativas – ou pensões acima do mínimo). O problema está, e aí concordo a 100%, no Estado intrometer-se em coisas que não lhe dizem respeito (família, moral, religião).

    Caro lucklucky,

    E se não for feito o que acontece? E quem assume o risco?

    Quanto à segunda parte, concordo plenamente. Daí terem de existir limites à chamada democracia directa. Por mais que custe às pessoas, os eleitos devem-no ser para governarem / legislarem para o que o País (ou os votantes) precisam e NÃO para o que os votantes querem.

  13. lucklucky

    “E se não for feito o que acontece? E quem assume o risco?”

    Não entendo, está por a hipótese de a Câmara de Maywood não contratar os serviços que disse que faria para as taxas pagas? se assim for os cidadãos votaram em consequência desse facto.

    “Por mais que custe às pessoas, os eleitos devem-no ser para governarem / legislarem para o que o País (ou os votantes) precisam e NÃO para o que os votantes querem.”

    Uma ditadura portanto em que o voto só serve para dar legitimidade, já está a acontecer na Europa. Mais tarde ou mais cedo os votantes vão se aperceber da farsa e depois teremos guerra.

  14. ricardo saramago

    Aqueles que andam sempre com a democracia na boca, normalmente só gostam dela quando a maioria decide como eles gostam.
    Quando o povo não quer a tutela que lhes querem impôr, passam logo a ser adeptos de formas mais musculadas de governo.

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