Acerca da estatização da moeda e as reservas fraccionais

O primeiro discurso do deputado conservador Steve Baker nos Commons a 09 de Junho

The Bank Charter Act 1844 ended the practice of banks over-issuing notes, but it left them virtually unmolested in their ability to issue deposit currency to be drawn by cheque. That loophole haunts us today. Unlike the situation in respect of any other commodity, in the case of money, price controls do not drive the product off the market. Artificially lowered interest rates increase the demand for credit, and decrease the supply of savings, but the legal privilege granted to banks means that they can meet demand by extending credit that is unbacked by real savings. There is a good argument to say that that causes the boom-and-bust cycle, the misdirection of resources in the capital structure of production, and over-consumption by consumers. That is the biggest problem that we face today.

We could talk about the moral hazard of having a state-backed lender of last resort and state deposit guarantees, and of the socialisation of the cost of failure; I only wish that I had time to touch on the accounting rules on derivatives. Perhaps that is for another day. My political hero, Richard Cobden, spoke on the subject. He held

“all idea of regulating the currency to be an absurdity”,

but I see that time is short; I shall have to save the rest of the quote for another day.

Today, money is a product of the state. The Bank of England controls the price, quantity and quality of money. Perhaps if we were talking about any other commodity, there would be far less confusion over and questioning of the cause of the crisis. If money is a product of the state, we should ask ourselves, “Is this a good idea?”

In the coalition, we have a Government ideally suited to be conservative to preserve what is good, but radical to change all that is bad. If we are to have a once-in-a-generation, fundamental review of the role of government, let us also examine government’s role in the system of money and bank credit.

(por indicação do João Paulo Magalhães)

3 pensamentos sobre “Acerca da estatização da moeda e as reservas fraccionais

  1. CN

    Um excelente sinal que a ortodoxia monetária (a única compatível com uma visão quer conservadora quer liberal da moeda) está a voltar.

    PS: o absurdo do conservadorismo mencionado por Hayek é patente neste assunto, hoje em dia os conservadores estão agarrados à ideia do Banco Central porque é aquilo que conhecem, a sua aversão a “mudar” seja o que for dá nestas coisas, “conservar” hoje significa conservar uma instituição progressista e estatista como as reservas fraccionárias protegidas por um Banco Central que sustenta e faz crescer o Welfare State e produz os ciclos económicos e inflação contínua.

    Um ponto crucial:

    “The Bank Charter Act 1844 ended the practice of banks over-issuing notes, but it left them virtually unmolested in their ability to issue deposit currency to be drawn by cheque.”

    Este argumento é há muito apontado por Mises e em especial por Rothbard. È quase irónico e dramático.

    A “Currency School” britânica na altura percebeu o problema de criar notas/recibos “falsos” de ouro inexistente (já que uma nota dizia ser um recibo de ouro depositado), mas passou-lhe ao lado que tal pode ser feito da mesma forma e até muito mais imperceptível através da simples criação de unidades das contas nos depósito à ordem.

    E assim chegamos ao actual paradigma onde os bancos para aumentarem a concessão de crédito simplesmente creditam o valor na conta de DO (ou seja, o crédito é concedido sem que tenha existido poupança monetária prévia).

    E isto é tudo o que é preciso saber sobre bolhas seguidas de crises económicas e falências técnicas de bancos.

  2. ricardo saramago

    “If we are to have a once-in-a-generation, fundamental review of the role of government, let us also examine government’s role in the system of money and bank credit.”
    Finalmente há, a nível governamental, quem comece a pensar sobre os mecanismos que levaram à crise sem se limitar aos chavões demagógicos da “ganância dos banqueiros” e do “neoliberalismo selvagem” que nada explicam e servem apenas para consumo da populaça ignorante.

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