As mil vidas de Sócrates

Caso a notícia do Expresso seja verdadeira e confirmada pela justiça, extinguir-se-iam num sopro.

O Tribunal de Loures vai enviar para a Procuradoria Geral da República uma certidão com declarações de um dos arguidos no julgamento de Mário Machado, dirigente da Frente Nacional, sobre alegados documentos de fluxos financeiros que envolvem familiares de José Sócrates.

O arguido Rui Dias, um dos oito que estão a ser julgados em Loures pelos crimes de associação criminosa, extorsão, sequestro e outros, disse hoje em tribunal que “tem na sua posse documentos que referem o desvio de 383 milhões de euros”, envolvendo “o tio, o primo e a mãe” do primeiro ministro, José Sócrates.

Gestor financeiro na área de mercados de capitais, Rui Dias salientou que “por causa desses documentos” é que está detido preventivamente e a ser julgado juntamente com Mário Machado, líder dos Hammerskins Portugal, movimento conotado com a extrema direita.

Sócrates, socialistas de toda a espécie e a defesa do interesse nacional

No Finantial Times:

Colonial folly is not dead.(…)
Either the government really thinks it would be bad for PT or it simply wants to keep a Portuguese champion in Brazil. Both are terrible reasons to throw the deal into disarray and its own credibility to the wind.

Na SIC-N, Telmo Correia defendeu a intromissão estatal na PT merecendo a total concordância de Bernardino Soares.
Assim vai este país de esquerdistas.

Brothers, you asked for it.

Anda por aí um ultraje com o facto de o governo português ter impedido uma empresa espanhola de deter uma posição numa empresa brasileira através de uma posição minoritária de 5% que se sobrepôs à vontade de 76% dos accionistas que se expressaram hoje em assembleia geral.

É verdade que, ao contrário do que seria normal, uma acção não equivale a um voto quando se trata da PT. Existe uma entidade obscura que com uma acção consegue controlar 50% + 1 dos votos. Mas esta entidade, que é ditadora das regras pelas quais se regem os negócios em Portugal, não fez isto de surpresa. Estas regras são conhecidas há muito tempo, o Governo ou o Estado nunca enganou ninguém e nunca fez intenções de abdicar deste poder mesmo a pedido do tribunal europeu (o federalismo só dá jeito para pagar a nossa dívida).

Quando os senhores que hoje votaram no sentido oposto do governo compraram as acções que compraram sabiam que essas acções não valiam nada em termos de decisão sobre a empresa da qual eram accionistas. Mesmo assim compraram-nas, por sua conta e risco. O próprio acto de comprar acções de uma empresa que é gerida desta forma dá um aval moral à actuação cobarde e controladora do governo. Quem dá avales morais deste género, para poder mamar uns quantos dividendos de uma empresa que só existe pela protecção que goza do Estado escusa de vir chorar para o meu ombro, venderam-se por tuta e meia agora lidem com a escumalha a quem se venderam.  Como diria um certo Francisco: “Brothers, you asked for it”.

Com certeza não entrou bicho

Se bem percebo, a proposta do ministro quinquenal Vieira da Silva que o Miguel refere é de que as empresas, além de andarem a desempenhar o papel de cobrador de impostos para o estado de borla, cobrando o IVA e depois entregando-o ao este (já para não falar nas situações em que ainda o financiam tendo que entregar IVA que ainda não cobraram), ainda façam a simpatia de acrescentar mais algum do seu próprio bolso, com certeza para poupar a face do dito ministro e restante governo.

É gente com muita lata, esta.