São eles. Obrigados por decreto a produzirem algo no valor de 475€ por mês estes jovens com pouca (ou nenhuma) experiência e com o ensino deficiente que conhecemos não têm grandes alternativas numa altura em que a caridade patronal está, compreensivelmente, em baixa.
Esperemos que o recente aumento de impostos incentive o suficiente a economia paralela para que eles possam sentir-se uteis e aprendam uma profissão.
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NB,
Infelizmente quem recebe o salário mínimo tem de produzir mais que 475 euros/mês.
Recebem 14 prestações de 475 euros, acrescido de Segurança Social (23,75%), para trabalharem 11 meses!
Ou seja, têm de produzir, no mínimo, 748,13 euros por cada mês de trabalho 😦
BZ, mesmo na mouche. Mas além disso, há que acrescentar outros custos dificilmente quantificáveis com precisão – mas existentes – que pesam sobre o custo médio dum trabalhador para o seu patrão. Por exemplo, custos de despedimento, progressões automáticas, faltas extra (com a disrupção da produção que provocam, e com a necessidade de contratações temporárias mais caras a que levam frequentemente), custos burocráticos – tempo e contabilista – de empregar alguém, e riscos de processos em tribunal por variadíssimos assuntos.
748,13 Euros + custos administrativos + custos do emprego ex: computador, software, secretária, espaço, luz, água etc. + lucros para os sócios ou patrão. Pode ir bem parar a mais de 1000 Euros.