Hermenêutica do assaltante atacado

Quão grande pode, racionalmente, ser a margem de interpretação para isto:

Late last night, Israel attacked a flotilla of ships in international waters carrying food, medicine and other aid to Gaza, killing at least 10 civilians on board and injuring at least 30 more (many reports now put the numbers at 19 dead and 60 injured). The Israeli Defense Forces is claiming that its soldiers were attacked with clubs, knives and “handguns” when they boarded the ship without permission, but none of the Israeli soldiers were killed while two are reported injured.

(…)

The flotilla attacked by Israel last night was carrying materials such as cement, water purifiers, and other building materials, much of which Israel refuses to let pass into Gaza.

Artigo completo aqui.

Uma cambada de provocadores

NOTICE!

TRAVELLERS intending to embark on the Atlantic voyage are reminded that a state of war exists between Germany and her allies and Great Britain and her allies; that the zone of war includes the waters adjacent to the British Isles; that, in accordance with formal notice given by the Imperial German Government, vessels flying the flag of Great Britain, or any of her allies, are liable to destruction in those waters and that travellers sailing in the war zone on the ships of Great Britain or her allies do so at their own risk.

IMPERIAL GERMAN EMBASSY,
Washington, D.C. 22nd April 1915

Ainda bem que os u-boat alemães demonstraram firmeza contra as facas da cozinha do Lusitania. Não é?

Portugal não é a Grécia e o politicamente correcto

“Portugal não é a Grécia e o politicamente correcto” de Tavares Moreira (Quarta República)

Faz hoje parte do discurso económico-político chamado “politicamente correcto” o patriótico refrão “Portugal não é a Grécia”…não há discurso importante que o não inclua, se não incluir pode ser suspeito de colaboração com os especuladores… O discurso “politicamente correcto “ é, na sua essência, o mesmo que no longínquo ano de 2000 insistia que era disparate falar do endividamento externo…essa preocupação não fazia sentido numa zona monetária como a do Euro, era a mesma coisa que falar da dívida externa do Mississipi, lembram-se? Esse discurso foi depois evoluindo, enriquecido com novos temas, por exemplo minimizando a importância dos défices orçamentais ou insistindo no alto virtuosismo do investimento público – para dinamizar a economia, insistiam até à saciedade, lembram-se?(…)

Mas o “politicamente correcto” tinha de sobreviver, a sua missão deletéria sobre a pobre e indefesa economia não podia acabar assim, sem glória. Era preciso encontrar rapidamente um novo “paradigma” para fazer valer os seus enfraquecidos argumentos…Ora aí está pois o “Portugal não é a Grécia”, sem necessidade de qualquer justificação, para ganharem mais algum tempo e prosseguirem a sua patriótica missão de não deixar nada de pé…

Toca a fazer as malas!…

O Diário Económico acaba de noticiar que “o governo grego foi aconselhado por economistas britânicos a deixar a zona euro”.

De acordo com os tais economistas, do Centre for Economics and Business Research, “Espanha será provavelmente forçada a seguir a mesma via, tal como Portugal e a Itália, embora a situação da dívida italiana seja menos grave”.

Estamos, portanto, de forma simpaticamente civilizada, a ser convidados a sair. Eu gosto muito desta expressão: convidados a sair. Era o mesmo convite que os meus colegas de liceu recebiam quando eram expulsos.

E pronto, é esta a realidade. E, como dizem os tais ingleses, é “virtualmente inevitável”. Toca a fazer as malas!