Tiros para o ar

Não se consegue perceber muito bem o que pretende PPC com esta medida de pagar o subsidio de férias em títulos de dívida pública. Como lembrou o actual ministro, “Essa ideia de pagar em títulos de dívida ou em certificados de aforro não reduz despesa, porque a despesa é feita e apenas se altera a forma como é paga.”

Para esta medida de PPC fazer algum sentido seria necessário que Portugal tivesse moeda própria e vontade (essa não vai ser difícil de encontrar) para desvalorizar a moeda, fazendo com que realmente “chutar” o pagamento para o futuro fosse muito mais simples (apesar de potencialmente ruinoso, mas ele depois emigra). Existe claro também a hipótese de forçar os funcionários a aceitar títulos de dívida que paguem 1 ou 2 por cento ao ano, o que realmente daria para poupar nos custos de financiamento actuais mas enfim, se é para afrontar o funcionalismo público e poupar nessas despesas haveria formas mais directas.

Fica-se na dúvida portanto se PPC anda apenas a dar tiros para o ar a ver o que acontece ou se está já a preparar a nação para uma saída da moeda única. Eu aposto nos tiros para o ar.

3 pensamentos sobre “Tiros para o ar

  1. Basico

    PPC está a revelar-se o burro mediocre, talking head mediatico, que todos nos sabemos que ele é.

    Levar baile do Teixeira dos Santos em economia.. please

  2. Não reduz a despesa pública, como é evidente. Mas reduz a procura agregada e, por arrastamento, reduz o déficit externo (pedindo emprestada a imagem, real, da autoria de Medina Carreira, menos bacalhau, menos batatas). Por outro lado, reduz as necessidades de financiamento externo da economia. Admito que esta possa ser uma medida com algum impacto, financeiro e psicológico) se o período de imobilização dos títulos for, por exemplo, de 5 ou 8 anos.

  3. ricardo saramago

    Se é para pagar em dívida proponho uma medida com muito maior eficácia:
    Pagar as SCUTS e quejandos em Certificados de aforro a 10 ou 15 anos.
    Assim faria um governo inteligente.
    Poupava nos juros e obrigava os beneficiários do descalabro financeiro a suportar parte dos custos.

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