O (discreto) vencedor do congresso

Para além de Aguiar Branco, estão de parabéns o Rodrigo Adão da Fonseca e toda a equipa por ele coordenada: Passos Coelho assume moção eleitoral de Aguiar-Branco. Sinal que o valor da equipa e ideias da candidatura de Aguiar Branco eram bem superiores à escassa expressão eleitoral.

[C]om apenas 3% dos votos nas últimas directas José Pedro Aguiar-Branco é um dos grandes vencedores do congresso de Carcavelos: parte substancial do seu programa eleitoral na campanha para as directas foi aproveitado por Pedro Passos Coelho no discurso de encerramento. A começar pela proposta de revisão constitucional, uma das principais bandeiras de Aguiar-Branco. A diferença é apenas de timing.(…)

Não admira que Aguiar-Branco tenha sido o escolhido para dirigir a comissão de revisão do programa laranja, depois de ter recusado manter-se na liderança parlamentar ou assumir a presidência do Instituto Sá Carneiro.(…)

A moção de estratégia do ainda líder parlamentar foi coordenada pelo jurista Rodrigo Adão da Fonseca, contando com o envolvimento de mais de uma dezena de contribuintes, desde o presidente demissionário do Instituto Francisco Sá Carneiro, Alexandre Relvas, ao economista e antigo ministro de Cavaco Silva Miguel Cadilhe, passando por personalidades como Diogo Vasconcelos, José António Salcedo, Miguel Frasquilho, Rosário Águas, Santana Castilho, Jorge Bleck e Luís Miguel Novais, entre muitos outros.

5 pensamentos sobre “O (discreto) vencedor do congresso

  1. Laura

    Nem mais. Foi vitória e foi discreta. Merecidíssima. A grande maioria nem se terá apercebido, mas não me espanta, porque era feita da mesma gente que votou e foi votada.

  2. JB

    Parabéns ao RAF que, sem dúvida, fez um bom trabalho.

    Mas não percebo sinceramente que Passos Coelho (e, antes dele, Aguiar Branco se a notícia está correcta) dê prioridade à revisão constitucional.

    Concordo com tudo o que o Pedro Lomba escreve hoje no Público, ou seja, acho que quem passa a vida a bater-se por revisões constitucionais vive na fantasia de que Portugal muda com novas leis. Para além de que também considero tratar-se de um tiro no pé em termos de estratégia do partido, que será aproveitado e ridicularizado pelos restantes partidos.

    Dito isto, e porque gosto de ser honesto, devo dizer que gostei da entrevista do Passos Coelho ontem ao MST. Esteve muito sólido nas respostas e, para um liberal, foi agradável ouvi-lo. Mas não creio que aquele discurso convença os portugueses. Pelo contrário, temo que não tenha sucesso nenhum.

  3. MCB

    Parabéns ao RAF por (mais) esta grande vitória. Pena que em Portugal (e em alguns outros países ditos industrializados) a imagem valha mesmo mais que mil palavras (carregadas de conteúdos e de bom senso). Pelo menos fica o sentido do dever cumprido de quem realmente quer fazer política com ideias: Se o futuro primeiro ministro (de qualquer partido que seja) tirar partido das reflexões de JPAB e de RAF o tempo profissional entregue a Portugal foi muito bem empregue.
    Certo é que, mais cedo que mais tarde, a vitória moral converte-se em definitiva.
    MCB

  4. Pingback: O (discreto) vencedor do Congresso II « O Insurgente

  5. José Manuel Moreira

    Muitos Parabéns ao RAF e a todos quantos contribuiram para o resultado, esperemos agora que este trabalho, possa ser bem “plantado” e adequadamente “regado” para que possa dar bons frutos.
    JMM

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