Manifesto contra a politica energética do governo socialista

No i (meus destaques)

É mais um manifesto da sociedade civil que junta personalidades políticas, economistas, engenheiros e empresários contra opções do governo PS. Depois das Obras Públicas, é a política energética e a aposta nas energias renováveis, uma das principais bandeiras de José Sócrates, que vai ser posta em causa.(…)

Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças de Sócrates mas muito crítico das políticas do governo PS, afasta igualmente a leitura política e diz que está preocupado com a “forma disfarçada” como os custos da produção de electricidade estão a subir, devido aos subsídios para estimular a energia renovável. O economista, que foi um dos pivots do manifesto contra os grandes investimentos públicos, diz que agora é apenas subscritor.

Outro ex-ministro das Finanças, mas do PSD, Miguel Cadilhe, diz que “é preciso reavaliar a política energética do país. Os preços estão a ser altamente subsidiados e esse facto terá graves implicações nas contas públicas. Alguém vai ter de pagar este investimento“. Em causa está o sobrecusto do regime especial de produção, um subsídio pago nas tarifas eléctricas à energia eólica, fotovoltaica e cogeração industrial (que não é renovável), e que é um prémio face ao preço do mercado. Esse sobrecusto, que em 2010 é de 611 milhões de euros, contribuiu para o défice tarifário e está a crescer com a expansão da energia verde.

3 pensamentos sobre “Manifesto contra a politica energética do governo socialista

  1. AA

    É certo e sabido que a unidade de energia, se obtida através de tecnologia de captação de recursos renováveis, é muito mais cara. Os custos iniciais de um parque eólico são enormes, a manutenção do mesmo barata, e o “combustível” é gratuito; por outro lado, a utilização de recursos fósseis como o carvão ou o petróleo implica menores custos iniciais mas o combustível paga-se: sem subsidiar as energias renováveis como se pode dar uma mudança de paradigma?
    Para quem sabe do que fala, é certamente um absurdo gastar o petróleo e derivados para fins energéticos (electricidade ou transportes). A economia de mercado tem destas irracionalidades, admitam-no.

    (Já agora, é 15% da vossa factura de electricidade que vai directamente para financiar energias renováveis.)

  2. C

    As renováveis actuais só atrasam a mudança de paradigma. Ou acha que daqui a 40 anos vamos depender de eólicas e fotovoltaicas? Mal de nós se fosse o caso…

    Investir em energia fotovoltaica (ainda para mais numa altura destas) e ultrapassar os 20/25% que quota eólica é suicida.

  3. Edmundo

    Há uns 10 anos atrás, considerava-se que 40 dólares por barril era a barreira a partir da qual a energia eléctrica a partir dos renováveis tornar-se-ia economicamente mais viável do que a tradicional. Não sei quanto serão hoje os tais 40 dólares, mas o petróleo já está acima dos 80 e parece que as renováveis, nomeadamente a eólica, continuam a depender fortemente de subsídios. Há qualquer coisa que parece não bater certo…

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