Má notícia

Caso se confirme esta notícia, parece que o PSD irá votar favorávelmente o PEC. Como ficou demonstrado em diversas ocasiões (por exemplo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) o PSD irá cometer erro ao compromete-se com um mau plano. Pelo menos o Ministro das Finanças já não poderá inventar responsabilidades à oposição por futuras descidas no rating da dívida pública. Isto se ainda lhe sobre alguma decência, o que é duvidoso.

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10 pensamentos sobre “Má notícia

  1. Luís Serpa

    Ao contrário de si, caro Miguel, penso que é uma boa notícia. Talvez seja tempo de aprendermos a fazer concessões, a compreender que o óptimo é inimigo do bom, que mais vale a solução possível juntos a uma impossível cada um para seu lado.

  2. JP

    Numa situação de afundamento a última coisa que um gestor quer para a sua organização é desta estabilidade com que o PS vai enterrar vivo o PSD. É exactamente a mesma do Presidente da República, com os resultados que estão à vista: incompetência, mentira e respectivos resultados. Prefiro votar PP.

  3. José Barros

    A meu ver, o PSD deve abster-se.

    Neste momento, por muito politicamente incorrecto que seja essa a posição, a pior coisa que pode acontecer ao PSD são eleições antecipadas, sendo, pelo contrário, esse o cenário preferível do PS, o que explica esta ânsia de provocar crises políticas por parte dos socialistas.

    Além do mais parece razoável admitir-se que, sendo o PEC mau, não existem neste momento grandes alternativas ao aumento dos impostos. E sabe-se que qualquer votação contra do PSD e qualquer crise que o PS resolvesse abrir em consequência disso se traduziria de imediato num agravamento dos juros da dívida e numa pressão internacional fortíssima que seria aproveitada internamente pelo PS para responsabilizar o PSD pela situação.

    Donde, o aumento de impostos, a redução das prestações sociais, a quebra de promessas eleitorais, tudo isso serão um ónus que o PS carregará até final do mandato e que o PSD deve aproveitar nos anos que tem pela frente de oposição. São precisos pelo menos dois anos para que os portugueses sintam no bolso os males do socialismo e para que o PSD apresente e saiba comunicar um projecto não socialista.

    Qualquer outro cenário não é realista e resultará apenas numa reeleição de Sócrates.

  4. Luís Serpa

    Politiquice. Faço arte do grupo de pessoas que odeia Sócrates, e pensa que ele é nefasto para o país. mas mudar de 1º-Ministro constantemente é mau.

  5. Miguel

    Só posso ver essa decisão por pressão do Presidente da República.
    Quanto à decência que sobra ao ministro, nenhuma. Este vai ser um balão de oxigénio para o governo. Agora já conseguiu agarrar um para partilhar a responsabilidade das “propostas avulsas e inconsequentes” ao país.

    Esta oposição subserviente do PSD confirma-se, pois. Subserviente e refém do Presidente da República, não vejo qualquer outra explicação plausível para esta decisão.
    Que nem sequer respeita a vontade dos dois candidatos (com mais probabilidades) a presidente do PSD, que são contra. E aqui se compreende como deu jeito ao governo votar este PEC antes das eleições do PSD.

    O próximo líder do PSD vai ter de neutralizar os estragos que esta decisão vai implicar, pois o partido vai ser co-responsabilizado (ainda que apenas politicamente) das medidas avusas e inconsequentes do PEC.
    E este é o perigo dessa ideia a emergir, de vozes supostamente independentes, de um “consenso” etc e tal. Esse consenso apenas quer preparar um “bloco central”, é isso que está em causa.

    Haverá lugar a consensos e a compromissos, mas caiam na real!, não há consensos possíveis com o PS. Paulo Portas já viu isso. A haver compromissos políticos, o PS está fora de qualquer um.
    E se o PSD tiver algum instinto de sobrevivência ou sentido de preservação reflectirá no seguinte:
    Quer afundar-se colado ao PS?
    Quer partilhar a responsabilidade da gestão danosa do bem público em que se resumiu a governação socialista?
    Quer ajudá-los a minimizar os danos políticos da sua governação?
    Quer prejudicar-se ainda mais só para reeleger o actual Presidente?

  6. Luís Serpa

    Qual PP? O que se prepara para viabilizar esse projecto grotesco que é a ampliação do Terminal de Contentores de Alcântara, depois de ter sido o primeiro a denunciá-lo? Por amor de Deus!

  7. “Talvez seja tempo de aprendermos a fazer concessões, a compreender que o óptimo é inimigo do bom, que mais vale a solução possível juntos a uma impossível cada um para seu lado.”

    Que concessões? Como fica explicado nos links este plano não resolve nada de fundamental. Por outro lado é o governo que term que executar o plano. Não a oposição.

  8. Pingback: Afinal… « O Insurgente

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