A perspectiva de um observador afastado

Muitas críticas, algumas violentas, surgem entre os meus estimados amigos, colegas e vizinhos do PSD, apontadas aos candidatos à presidência do partido, que não os apoiados por cada um deles. Estas críticas são na sua esmagadora parte válidas, apontando o estatismo congénito, o mais-do-mesmismo deprimente, a incapacidade de liderar uma alternativa viável ao governo socialista – e ao seu discurso; bem como falhas pessoais como a incoerência, inconsistência e falta de preparação genérica que, em maior ou menor grau, com maior ou menor peso, parecem minar cada um dos candidatos.

Perante este desanimador cenário, assumindo uma óptica quase de ordem espontânea e informação disseminada por todos, não seria de concluir que nenhum deles serve? Que um partido em permanente desunião, incapaz de produzir um líder que dê corpo a uma alternativa programática às políticas que consistentemente têm afundado o país, também não serve?

14 pensamentos sobre “A perspectiva de um observador afastado

  1. O psiquiatra de serviço

    De facto, qualquer um dos 3 é suficientemente capaz para enterrar definitivamente o PSD, mostrar que não há alternativa ao PS e que o regime está podre, mas não cairá por si. Se assim for, quanto maior for o idiota, maior serviço prestará ao país.

  2. José Barros

    Acho que nenhum partido do espectro político serve. Mas para que raio é que serve essa conclusão? Para nada.

    Por outras palavras: “put your money where the mouth is”, leia-se criem um partido liberal que sirva de alternativa aos partidos existentes. Se não estão dispostos a isso – e parece-me que não estão – então esse discurso é – perdoe-se-me a expressão – “de taxista”.

  3. brutus

    Totalmente de acordo. Este PSD e os lideres que agora se perfilam nunca poderão a aspirar a ser mais do que uma versão light (e eventualmente menos nefasta)do péssimo modelo de governação que nos é oferecido pelo PS. E o mais grave é que o relógio não para:
    – Dentro de 2 anos acaba-se o grosso das transferências comunitárias (já imaginaram o que teria sido deste país nos últimos anos sem a muleta dos fundos de coesão)
    – ao longo da próxima década teremos a chegada da geração de baby-boomers a chegar á reforma com respectiva explosão dos custos com pensões
    – e muito provavelmente ainda antes teremos os mesmos investidores (especuladores na versão escandalizada dos socialistas deste mundo), os tais que foram ao longo dos anos financiando o nosso endividamento e assim contribuindo para manter o regabofe estrutural, perdem de vez a a paciência e fecham a torneira

    E o que é que o PSD tem para oferecer perante este estado de quase emergência nacional? Disputas intestinas centradas no acessório e em questões de alguidar e um total deserto de ideias no que toca a inverter este rumo que só nos pode levar ao colapso. De resto, mais do mesmo apenas com algumas subtis diferenças de discurso aqui e ali. Francamente muito pobre

  4. essagora

    Esta leitura parece-me um bocadinho… não queria ser mauzinho… mas parece-me mesmo um bocadinho idiota.

    Em qualquer partido político haverá sempre disputa pelo posto do líder. Em qualquer luta, há golpes nobres e golpes baixos.

    Aconteceu no partido Republicano e no partido Democrata quando escolheram McCain e Obama.
    “não seria de concluir que nenhum deles serve?”

    DUH

    A única alternativa é entronizar o líder sem qualquer disputa. Não sabia que o Miguel Botelho Moniz gosta assim tanto de comunismo…

  5. Antonio P. Castro

    Não sou do PSD, mas sou português e não me é indiferente o futuro do meu país, semi-destruído pela incompetência socretina.
    Sou, assim, forçado a classificar de criminosa (repito: criminosa) a obstinação de Aguiar-Branco em manter-se na corrida à liderança do PSD.
    Branco sabe perfeitamente que não tem a mínima hipótese de ganhar. No entanto, para mera satisfação do seu orgulho pessoal, insiste em abrir a porta à possiblidade de o Ângelo Correia, por interposto Passos Coelho, passar a presidir ao partido, com todas as nefastas consequências que isso acarreta para Portugal.
    Não preciso de dizer mais nada, pois não?

  6. «Por outras palavras: “put your money where the mouth is”, leia-se criem um partido liberal que sirva de alternativa aos partidos existentes. Se não estão dispostos a isso – e parece-me que não estão – então esse discurso é – perdoe-se-me a expressão – “de taxista”.»

    Caro JB,

    Este comentário sai completamente ao lado se me tem a mim por destinatário.
    Se bem me recordo, há uns bons anos que “put your money where where your mouth is” é o meu lema.

  7. «Aconteceu no partido Republicano e no partido Democrata quando escolheram McCain e Obama.
    “não seria de concluir que nenhum deles serve?”

    DUH»

    Podia dizer o mesmo. Embora no sentido contrário.

  8. «A única alternativa é entronizar o líder sem qualquer disputa. Não sabia que o Miguel Botelho Moniz gosta assim tanto de comunismo…»

    Se a idiotice pagasse imposto, você dava uma grande ajuda ao PEC.

  9. Miguel

    Para comentários superficiais e cínicos, se me permite, já cá temos os comentadores de serviço na RTP 1, na RTPN, e alguns mesmo na Sic, na Sic Notícias e na TVI 24, “thank you very much”…
    Ana

  10. Ana,

    Quanto à superficialidade, lamento mas não tenho tempo para começar cada post com uma revisão completa do que escrevi anteriormente. Se quiser, e tiver tempo, pode sempre ler as minhas entradas anteriores sobre o PSD e o “estado da nação” em geral. Verá que o que escrevi aqui segue uma lógica com que será difícil contra-argumentar.

    Quanto ao cinismo, vai ter de me apontar onde ele está, pois francamente não percebo a acusação.

  11. Migas

    O Migas é o Miguel do post? Então aí vai (mas não entenda o meu comentário como acusação, é apenas uma opinião):
    Cinismo: “… Perante este desanimador cenário, assumindo uma óptica quase de ordem espontânea e informação disseminada por todos, não seria de concluir que nenhum deles serve? Que um partido em permanente desunião, incapaz de produzir um líder que dê corpo a uma alternativa programática às políticas que consistentemente têm afundado o país, também não serve?”

    Em relação aos posts anteriores, tenho acompanhado a generalidade, embora às vezes confunda os Miguéis, há vários, e os Andrés também…
    E já me insurgi aqui diversas vezes com essa tendência, que de vez em quando emerge n’ O Insurgente, para “anunciar o fim do PSD” e que “não há alternativa ao PS”.
    É certo que isso me torna uma grande chata. Por isso, vou-me calar por uns tempos e apenas ouvir.
    Ana

  12. José Barros

    Caro Migas,

    O número de liberais que defende a extinção do PSD é muito superior ao número de liberais que defende um partido liberal. E o ponto do meu comentário é que aqueles que não defendem as duas realidades em simultâneo entram inevitavelmente em contradição e assumem um discurso “de taxista”, no sentido de que se trata de um discurso vazio, inútil e, pior que tudo, cínico e perigoso.

    Não sendo esse o teu caso peço desculpa por me ter dirigido ao teu post, não te tirando, como devia, da crítica.

  13. Ana,

    «O Migas é o Miguel do post?»

    Sim. É o meu Mr Hyde, com ambições de tornar-se o primeiro homem a entrar em São Bento com intenções honestas.

    Compreendo que a minha atitude crítica relativamente ao PSD possa ser entendida como cinismo. Mas não é. O PSD nunca foi mais do que um “mal menor”; e isso já não chega. A situação a que as políticas socialistas e estatistas levaram o país é demasiado grave para ser corrigida por “meias-tintas” (que é o melhor que se pode esperar do PSD).

    No tempo em que o PS estava mais à esquerda e o PSD conseguia apanhar uma grande parte do eleitorado do centro, ele ainda tinha um papel útil, em termos tácticos. Com o PS a ocupar o centro, com a esquerda acantonada nos partidos radicais e com o PSD a não conseguir descolar dos vinte e picos por cento, esse papel táctico desaparece. Torna-se um “peso morto” que apenas impede o surgimento de uma verdadeira alternativa (por verdadeira entenda-se capaz de ganhar eleições) à direita.

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