O argumento “os ricos que paguem a crise” revisitado

Alguém me explica qual a utilidade e o critério de justiça que justificaram a criação do novo escalão de 45% no IRS?

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11 pensamentos sobre “O argumento “os ricos que paguem a crise” revisitado

  1. Tomás Belchior

    E, já agora, como é que se garante que esse escalão “temporário” vai desaparecer em 2013. A facilidade em criar um imposto adicional sobre “os ricos” é proporcional à dificuldade em acabar com ele.

  2. HM

    A justiça encontra-se explicita na frase. Ou é necessário a recorrer a outra “Nem todos nascem com o cuzinho virado prá lua” ?

  3. Miguel

    Isso quer dizer o quê? Que a riqueza só é obtida por sorte e/ou herança e que como tal deve ser penalizada?
    E pode também aproveitar para responder à questão: Porque deve a riqueza ser penalizada?

  4. No outro dia enquanto lia num forum Britânico sobre a dívida Grega certo individuo dizia:

    “The bigger and more corrupt the government gets, the more they (os gregos) lean left which sponsors more government intervention. In South America it’s the same thing, I never get that part…”

    Pensei que talvez fosse um dos melhores pequenos comentários à situação porque dá muito a entender a “bebedeira” do povão.

    Mais à frente outro explicava ao primeiro que nestes países a ideia de usar o governo como meio de espoliar os ricos, na expectativa ingénua de que os seus bens revertam para o povão, é um “must” para qualquer vígaro de esterca que queira ganhar eleições.

    Cada um engana-se como quer, cada um tem o que merece…

  5. “Porque deve a riqueza ser penalizada?”

    Compreendo que veja os impostos como uma penalização. Mas não é.
    Como ninguém cria riqueza sozinho numa ilha penso que é justo que parte da riqueza que adquiriu a partir da vivência em sociedade seja devolvida a essa mesma sociedade.

    Há muitos problemas com os impostos. O facto de existirem não é de todo um deles.

    No entanto pode ficar descansado. Não é por aí que vai ficar mais pobre porque se fosse não escrevia este texto.

  6. Miguel

    “Compreendo que veja os impostos como uma penalização. Mas não é.”
    Por acaso neste post não me refiro aos impostos em geral mas particularmente à taxa marginal de 45% que irá ser criada. Mais genericamente ponho em causa a progressividade das taxas de imposto.

    “Como ninguém cria riqueza sozinho numa ilha penso que é justo que parte da riqueza que adquiriu a partir da vivência em sociedade seja devolvida a essa mesma sociedade”
    A menos que se encontrem num estado de escravidão todo o trabalho e«é remunerado. A mim pagam-me o trabalho executado e pago os serviços que me prestam. Não percebo essa teoria da “retribuição à sociedade”

    “No entanto pode ficar descansado. Não é por aí que vai ficar mais pobre porque se fosse não escrevia este texto”
    Esse argumento é deveras misterioso. Sabe algo que eu não sei?

  7. “A mim pagam-me o trabalho executado e pago os serviços que me prestam.”

    Pois, esse raciocínio está, na minha opinião, errado porque uma sociedade é mais do que um conjunto de individuos que vivem sozinhos perto uns dos outros. Diferentes culturas organizam-se de diferentes maneiras e é a partir daí que os individuos têm condições ou não para realizar o seu potencial.

    Nasceu em Portugal, é um economista. Se tivesse nascido no Burkina Faso talvez fosse pastor de cabras. E se tivesse nascido nos Estados Unidos talvez fosse CEO de alguma empresa financeira. O mérito individual pode ser visto como um carro que o leva tão longe quanto a estrada (a sociedade) o permitir.

    Já agora, e continuando nas metáforas, lembro-lhe que uma corrente é tão forte quanto o elo mais fraco o for. Por isso qualquer sociedade em que a maior parte dos que a compõem vivem abaixo dos mínimos exigiveis de dignidade é uma sociedade condenada ao fracasso.

    Até o bastião do liberalismo concede esses mínimos aos seus habitantes. Pagos pelos impostos.

  8. Miguel

    “Nasceu em Portugal, é um economista. Se tivesse nascido no Burkina Faso talvez fosse pastor de cabras. E se tivesse nascido nos Estados Unidos talvez fosse CEO de alguma empresa financeira.”
    Ou não. Podia ser pastor em Portugal ou CEO no Burkina Faso (mais provavelemente Coronel ou General). Não sinto que tenha que pagar qualquer divida à sociedade nem que tenha que partilhar com ela os meus rendimentos.

  9. Luís Serpa

    É uma idiotice sem fim, destinada a dar um osso (oops, desculpe: um símbolo) à esquerda. A qual, como é sabido, vive de símbolos, se emprenha com símbolos, respira símbolos.

    Ora experimente tentar introduzir uma flat rate, para ver a nossa moderníssima a babar raiva; e contudo seria muito mais eficaz em termos de redistribuição de renda.

    Símbolos, eles quere símbolos. E – nisso estou de acordo com o Governo – é preciso darem-lhos. Mesmo que não sirva de nada, para nada.

  10. Miguel

    “Como ninguém cria riqueza sozinho numa ilha penso que é justo que parte da riqueza que adquiriu a partir da vivência em sociedade seja devolvida a essa mesma sociedade”

    A formiga é que é filha da puta

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