Gramsci rules, bitch

Via José da Porta da Loja, soube que quatro estudantes de comunicação social foram convidados pelo Público para escolher três temas a serem tratados pela edição comemorativa dos 20 anos. Ora estão aqui abaixo os alter-temas escolhidos. Depois admirem-se. Cada vez merecerão menos a palha que comem.

  • o “trabalho das associações” que apoiam os mais pobres e as suas motivações
  • o lado menos convencional de um outro ensino
  • artigo sobre os grafittis e graffiteurs.
  • as dificuldades dos recém-licenciados que estagiam sem receber
  • artigo sobre a Holanda e o regresso da xenofobia em paralelo com o caso português
  • como a música estrangeira chega até nós
  • as associações que combatem a discriminação
  • artigo sobre alguns jornalistas que “arriscaram as próprias vidas”
  • artigo sobre o aquecimento global
  • automóveis que dominam a paisagem urbana

5 pensamentos sobre “Gramsci rules, bitch

  1. «o “trabalho das associações” que apoiam os mais pobres e as suas motivações »

    Pensei que vossês até fossem a favor da caridade privada

    «o lado menos convencional de um outro ensino»

    O “outro ensino” é o ensino profissional; julgava que também eram a favor

    «artigo sobre alguns jornalistas que “arriscaram as próprias vidas” »

    E? (os esmeplos que eles dão – Carlos fino, José Rodrigues dos Santos, etc, – realmente são um bocado risiveis)

  2. quanto à critica fundamental que o “José” faz (de serem todos temas que acabam por implicar análise e interpretação em vez de descrição simples de factos – aconteceu isto, isto e isto) penso que era inevitável à propria ideia de escolher um “tema que gostavam que o jornal abordasse” (das duas uma – ou o futuro jornalista tinha mesmo conhecimentos em 1ª mão de algo que achava que podia dar uma noticia concreta, ou então claro que vai responder um tema “socio-civilizacional”)

  3. Miguel,

    Artigos como os escolhidos são coisa que não falta. O problema para mim é que todas as escolhas correspondem a um padrão de enviesamento ideológico que, para ti, poderá ser o correcto, admito. Pelo menos são muito alter-mundialistas e politicamente correctos. Em nenhum deles a informação(nem na coisa da musica pois parece que o rapaz terá dito que até meados dos anos 70 era muito difícil ter acesso a música estrangeira) se safa. Só causas, causas e mais causas. O jornalista enquanto missionário gramsciano.

    Podia continuar mas não adianta. Gramsci vence, pelo menos durante as próximas gerações. Logo se vê o resultado.

    Nota: o artigo sobre jornalistas que arriscaram a própria vida é menos causa mas nem por isso deixa de corresponder ao um padrão de circularidade dentro da imprensa, que já enjoa.

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