Mais Lições Gregas

Greece shows the dangers of big government

Thirty years after Margaret Thatcher came to power in the UK and 20 years after the fall of the Berlin Wall, economic freedom has decreased in half the world’s major economies last year. Governments are intensely chasing banks, tax havens, hedge funds and corporations.

New regulations, increased public spending and protectionist measures are rife in the policy agendas of the Western world. Is ever increasing government the new trend, a reverse of the past decades of economic freedom?

Where would that lead us? Probably to Greece. Setting the statistics cheating aside, what they have done is to expand public systems far beyond what they could pay for. And as more people become dependent on the system, it becomes more difficult to change.”

O resto está aqui.
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26 thoughts on “Mais Lições Gregas

  1. Luís Vicente

    É curioso, quando se tratou de levar milhares de milhões de euros dos contribuintes para salvar os grandes defensores da “liberdade económica”, não se preocuparam com o tal “big government”…agora já têm medo de ficar como a Grécia…a propósito, quem foi que ajudou os gregos a aldrabar as contas? Ah , sim, foi uma daquelas grandes instituições financeiras defensoras da liberdade económica que recebeu uma boa parte desses milhares de milhões…

    A sério, podiam pelo menos duvidar, mas não, a ideologia continua a ser tudo…chamam-lhe “ciência económica”…

  2. É curioso, quando se tratou de levar milhares de milhões de euros dos contribuintes para salvar os grandes defensores da “liberdade económica”, não se preocuparam com o tal “big government”…

    Luís, você não costuma ler o Insurgente senão sabia que acaba de escrever um disparate

  3. Espera lá Hélder. De certeza que o Luís Vicente consegue arranjar pelo menos um exemplo em que tenhamos aplaudido os “bailouts”. De certeza absoluta. Caso contrário estará a fazer figura de urso.

  4. «quando se tratou de levar milhares de milhões de euros dos contribuintes para salvar os grandes defensores da “liberdade económica”»

    Na qualidade de grande defensor da liberdade económica, gostaria de saber quem foi o filho da puta que abalou com a minha quota parte desses milhões.

  5. DC

    Esta é uma fase verdadeiramente irónica. Tudo bem, não queriam bailouts, eu também não: Vocês porque acham que o Mercado trataria das suas próprias feridas, eu porque acho que Ele não mais recuperaria. Parece que realmente todos ficámos a perder, Esquerda e Direita, com a manutenção tal e qual do status quo.

    PS: A crise afinal não começou nas bolhas, nas especulações, nos produtos financeiros tóxicos e indecifráveis, nas offshores e nas bolsas. É impressionante a desfaçatez do artigo que apresentam/ilustração do que pensam

  6. «A crise afinal não começou nas bolhas, nas especulações, nos produtos financeiros tóxicos e indecifráveis, nas offshores e nas bolsas. É impressionante a desfaçatez do artigo que apresentam/ilustração do que pensam»

    O que me impressiona é alguém presumir opiniões a terceiros, e fazer julgamentos sem sequer entender o que esses terceiros realmente pensam.

  7. Fernando S

    “A crise afinal não começou nas bolhas, nas especulações, nos produtos financeiros tóxicos e indecifráveis, nas offshores e nas bolsas.”

    Não. Começou nas intervenções das instituições governamentais e de regulação nos mercados (politicas favoraveis ao crédito barato e sem garantias, etc) enviando sinais errados aos agentes economicos e favorecendo assim comportamentos racionais mas desajustados relativamente aos fundamentos da economia.

    Alguns daqueles agentes foram burros, ingénuos e gananciosos… Por isso sofrem (ou sofreriam !…) as consequencias. As respectivas responsabilidades individuais começam e acabam aqui.
    Mas a responsabilidade politica pela situação é de quem promoveu e aplicou politicas publicas intervencionistas, quem procurou condicionar e limitar a liberdade dos agentes economicos nos mercados.
    Crises sempre existiram e sempre existirão. São sinais de alerta e processos de correcção e reajustamento dos comportamentos à realidade.
    Mas os “intervencionistas” foram os verdadeiros responsaveis pela amplificação do fenomeno, pela imprevisibilidade e gravidade dos desequilibrios. Tanto na subida como na descida.

  8. DC

    6 – Desculpe lá por presumir que uma referência a um texto indica vagamente a opinião de quem o referencia. E, neste caso, é o seguinte:

    Adverte-se para a “new trend” de perseguição à Liberdade Económica;
    Atribui-se uma relação de causa-efeito entre o “big government” da Grécia e o seu momento actual de fronteira com o abismo;

    Daqui se retiram duas coisas:

    1 – Não há qualquer preço a pagar pelo salvamento do Capitalismo tal como o conhecemos. Ou seja, esta grande Crise (que foi ultrapassada pela injecção de quantidades nunca sonhadas de capital)não deve mexer no sistema que funcionou tão bem durante “decades”, não deve influenciar mudanças ou reflexões de melhoria, nem os bailouts devem significar quaisquer contra-partidas (ou cedências de liberdade) por parte das organizações ajudadas;
    2 – Se os governos quiserem cercear esta liberdade económica através de “novas regulações”, perseguição a “hedge funds, banks e tax havens” irão acabar na bancarrota.

    Se isto não é 1 – desfaçatez e 2 – demagogia, então não sei que vos diga.

  9. Miguel

    “Ou seja, esta grande Crise (que foi ultrapassada pela injecção de quantidades nunca sonhadas de capital)”
    Quem lhe disse que as injecções de capital salvaram o capitalismo? Quando muito matêm alguns zombies ligados à máquina, Em vez de racionalizarem as operações ou sairem do mercado estão a consumir recursos de terceiros.

    ” Se os governos quiserem cercear esta liberdade económica através de “novas regulações”, perseguição a “hedge funds, banks e tax havens” irão acabar na bancarrota”
    Porque é que isto é demagogia?

  10. DC

    A decisão com que os governos mundiais se confrontaram acho que foi clara para todos, menos para si: Ou se injectavam somas astronómicas no sistema financeiro no sentido de o estabilizar, ou este ruiria como um baralho de cartas. O que equivale a dizer que sem sistema financeiro não existe capitalismo, logo, há que salvar os dois, começando a montante.

    É demagogia porque implicitamente se diz: “se não forem por este caminho, evitam a bancarrota”, ou se preferir “se tomarem este caminho, vem aí o papão/desgraça/apocalipse”

  11. Se o DC se desse ao trabalho de ler o que foi escrito neste blogue relativamente à crise e às suas causas, bem como o que deveria ser o caminho de saída, perceberia o disparate do seu argumento.

    A preguiça dificulta a compreensão. Mas, lá está, colocar opiniões na boca dos outros e falaciosamente criticá-los com base nessas opiniões é fácil.

  12. DC

    7 – Pode-se sempre dizer que as políticas “intervencionistas” que refere como a causa para esta Crise, foram a resposta política de “correcção e reajustamento dos comportamentos à realidade” em face de crises passadas.

    E não se trata de “alguns agentes económicos” que são burros, ingénuos ou gananciosos. Os burros e os ingénuos nunca chegam, ao que tudo indica, a posições influentes. E o sistema promove e incita a ganância de todos, não só de alguns. O poder e a riqueza que se acumula, na maioria dos casos, é devido a esta ganância pelo lucro (não é preciso citar quem disse que a única obrigação de uma empresa é a maximização dos lucros). Ainda por cima, falar de responsabilidades individuais num sistema globalizado de sistemas complexos. Equivale a dizer que desde que se apanhem meia dúzia de bodes expiatórios, nada de mal realmente aconteceu.

    O que choca é ver a fé com que defendem que os agentes económicos têm preferências racionais e os mercados tendem para o equilíbrio. Nada é mais falso, a julgar por todos os sentidos que possuímos, e pelo sentido que lhes damos.

  13. DC

    11 – Vou já ler o vosso arquivo todo…

    Então está-me a dizer que as ideias do Tomás Belchior não têm nada a ver com o texto cuja leitura propôs?

    Apenas desconstrui criticamente o texto que me apresentaram.

    Apenas o assinalado como post scriptum foi um aparte, e no comentário 12 extendi-me por outros caminhos, aos quais não pretendo dar seguimento.

    Quanto à leitura que faço do texto, exposta nos comentários 8 e 10, era bom que me dissesse por que é que são um disparate. Até para eu poder aprender e vocês poderem educar.

  14. “A decisão com que os governos mundiais se confrontaram acho que foi clara para todos, menos para si”
    Ok. A acreditar na sua versão e pelos resultados afinal nós eramos os únicos certos.

    “É demagogia porque implicitamente se diz: “se não forem por este caminho, evitam a bancarrota”, ou se preferir “se tomarem este caminho, vem aí o papão/desgraça/apocalipse””
    Não explicou porque se trata de demagogia. Convém explicar como é que não seguindo por esse caminho evitam a bancarrota

  15. “O que choca é ver a fé com que defendem que os agentes económicos têm preferências racionais e os mercados tendem para o equilíbrio”
    Não sei onde é que leu isso. O que se diz é que a intervenção governmental só piora a situação.

  16. DC

    Miguel:

    14.1 ??? O que digo é que os governos mundiais tiveram um dilema pela frente: salvar o capitalismo ou deixá-lo cair (isto a crer nos cenários catastróficos que os maiores especialistas pintavam, e também na magnitude do capital injectado). Na minha opinião não deveria ter sido gasto um cêntimo, na vossa também não. Qual é o resultado final que vos dá razão, e a mim não?

    14.2 Demagogia “Conduzir o povo a uma falsa situação; promessas que depois na prática não se concretizam” (cit in wikipedia) O texto assegura (utilizando para isso uma relação de causa-efeito que não pode ser provada) que a salvação de uma nação depende da não-aceitação da nova “trend” de regulação, etc. Na prática, promete que se aceitarmos esta trend, o destino será a bancarrota (algo com o qual eu não concordo, e me parece ser uma falsa situação). Se a palavra não é a mais exacta, fica a ideia.

    15 – Resposta ao Fernando S. que dizia: “Mas os “intervencionistas” foram os verdadeiros responsaveis pela amplificação do fenomeno, pela imprevisibilidade e gravidade dos desequilibrios”. Ou seja, se o problema são os “desequilibrios”, é porque vieram contaminar um sistema outrora (tendencialmente) equilibrado;

    16 – O vosso arquivo é excelente! Parabéns!

  17. O que choca é ver a fé com que defendem que os agentes económicos têm preferências racionais e os mercados tendem para o equilíbrio

    Ui 😀 Nas caves iluminadas com velas já há insurgentes arrepiados. DC, mais uma vez, enganou-se. Não acerta uma.

    Quanto ao comentário 12 experimente meter aí estes comportamentos gananciosos:

    Comunity Reinvestment Act – Jimmy Carter e Bill Clinton;

    Fannie Mae e Freddie Mac – detinham (se não estou em erro) mais de 50% dos CDS’s do crédito imobiliário;

    Taxas de juros reais negativas nos EUA;

    A massa monetária nos EUA duplicou entre 2000 e 2008;

    Se conseguir encaixar isto na sua teoria da crise, enviamos-lhe uma t-shirt Insurgente 🙂

    No caso de Portugal:

    Problema do BCP e relação com a compra da Império Seguros;

    Crédito imobiliário com taxa de juro bonificada;

    Lei das Rendas;

    Aumentos de capital da CGD desde Setembro de 2007;

    Aumento da despesa pública acima do crescimento da economia;

    Relação entre défice e dívida pública;

    Guterres, Sousa Franco, Vitor Constâncio e Teixeira do Santos

    Se conseguir relacionar isto tudo com a actual crise, mandamos-lhe mais uma t-shirt Insurgente 🙂

  18. “Na prática, promete que se aceitarmos esta trend, o destino será a bancarrota (algo com o qual eu não concordo, e me parece ser uma falsa situação). Se a palavra não é a mais exacta, fica a ideia.”
    Acaba por não provar que se trata de uma premissa falsa. Pode ou não concordar. Vai dar no mesmo.

  19. Fernando S

    DC-12 – “Pode-se sempre dizer que as políticas “intervencionistas” que refere como a causa para esta Crise, foram a resposta política de “correcção e reajustamento dos comportamentos à realidade” em face de crises passadas.”

    A ““correcção e reajustamento dos comportamentos à realidade” a que me referi é feita pelos mecanismos de mercado em situação de crise. Trata-se simplesmente do saudavel equilibrio entre as procuras e as ofertas. O contrario das politicas “intervencionistas”. Estas é que impedem os ajustamentos espontaneos em tempo devido e de modo continuado. Com o pretexto de combaterem os desequilibrios de mercado criam um monstro “regulado” que depois não são capazes de gerir e controlar.

    DC-12 – “E não se trata de “alguns agentes económicos” que são burros, ingénuos ou gananciosos. Os burros e os ingénuos nunca chegam, ao que tudo indica, a posições influentes…. Ainda por cima, falar de responsabilidades individuais num sistema globalizado de sistemas complexos. Equivale a dizer que desde que se apanhem meia dúzia de bodes expiatórios, nada de mal realmente aconteceu.”

    Não me referia sequer às “posições influentes” (banqueiros, etc). Mas sim a muitos que fizeram opções erradas e que pagaram por isso. Incluindo, por exemplo, pequenos aforradores e modestos compradores de casas a crédito. Na verdade deveria ter colocado aspas nestes adjectivos. Foram vitimas da crise. Mas claro que são individualmente responsaveis pelas opções que fizeram (eu não acredito na “responsabilidade colectiva”). Foi neste sentido que me referi a “responsabilidades individuais”.
    De qualquer modo, não acho que os profissionais da finança e os operadores de mercado tiveram qualquer culpa pela crise. Precisamente, não devem ser “bodes expiatorios”. Fizeram, as mais das vezes bem e com eficiencia, o trabalho deles. Não devem ser confundidos com desonestos e vendedores de ilusões que “saltaram” por causa da crise.
    Como disse, os verdadeiros responsaveis foram os governantes que manipularam e desorganizaram os mercados.

    DC-12 – “E o sistema promove e incita a ganância de todos, não só de alguns. O poder e a riqueza que se acumula, na maioria dos casos, é devido a esta ganância pelo lucro (não é preciso citar quem disse que a única obrigação de uma empresa é a maximização dos lucros).”

    O mercado livre não promove nem incita ganância nenhuma. Permite é que cada interveniente decida livremente o que fazer com os seus próprios recursos. Os fins não teem a ver com o mercado. Até podem ser os mais altruistas.
    A riqueza pode ter várias origens. Pode ser até a corrupção passiva de funcionários utilizando posições dominantes no aparelho de Estado. Ou o tráfico de influências de empresários que benificiam de vantagens e apoios públicos.
    Os empresários “ricos” que não precisam dos favores do Estado não roubam ninguém. Criam riqueza e empregos. Muitas vezes utilizam uma parte da respectiva riqueza par promover causas que julgam nobres e para ajudar os mais necessitados.
    É natural que uma empresa procure maximizar o lucro. É um sinal da sua eficiência. Significa que satisfaz uma procura, que responde a necessidades e aspirações de muitos clientes. Permite remunerar os accionistas que investiram o seu dinheiro e, eventualmente, atrair novos investidores com mais capital. Permite libertar recursos para investir no crescimento da actividade, empregar mais pessoas, criar ainda mais valor, mais riqueza.
    As empresas que não têm (e não procuram ter) lucros são ineficientes, não respondem a necessidades reais, não crescem, não são viáveis. Representam recursos mal empregues. Por isso, normalmente, pelo menos numa economia de mercado livre, teriam de fechar.

    DC-12 – “…os agentes económicos têm preferências racionais e os mercados tendem para o equilíbrio. Nada é mais falso,…”

    Não falei de “preferências racionais”. As preferências são subjectivas, são valores, são fins, não têm de ser racionais ou irracionais. Os comportamentos é que podem ser racionais ou irracionais.
    É um velho debate … Muito foi dito e revisto na teoria…
    Mas, no fim de contas, tudo depende do que se entende por “racional”.
    Se “racional” é o facto de uma pessoa agir procurando alcançar um determinado objectivo utilizando o melhor possível os recursos e as informações que tem à sua disposição … então pode-se dizer que os agentes económicos são essencialmente racionais. Podem existir algumas decisões irreflectidas ou incoerentes no comportamento de uma pessoa e o seu comportamento final ser globalmente racional. Há sempre pessoas completamente imprevisíveis e incoerentes mas não são representativas da maioria.
    É pelo facto de as pessoas agirem de um modo geral de modo racional quando tratam do que lhes interessa que um mecanismo completamente descentralizado como é o mercado livre produz resultados que são os melhores possíveis relativamente às expectativas e aos recursos disponiveis.
    Claro que se o Estado intervém a racionalidade dos agentes pode conduzir a resultados indesejáveis. Foi o que aconteceu e levou à crise actual.
    “Os mercados tendem para o equilíbrio” ?
    Tendem quando são livres de interferências externas, em particular dos governos. São estas interferências que impedem os equilibrios naturais, os que traduzem as preferências e as capacidades dos intervenientes.
    Tender para o equilibrio não significa que este se realiza empíricamente num ponto e num momento únicos. Na verdade, um mercado concreto a funcionar num período determinado produz uma multitude de transacções a preços diferentes. A evolução no tempo, mesmo curto, das condições dos intervenientes, altera o próprio ponto de equilíbrio. Num processo dinâmico a tendência é feita de múltiplos desequilíbrios em torno de sucessivos pontos de equilíbrio que raramente se concretizam.

  20. lucklucky

    DC os Estados precisam de crédito barato para os seus grandes projectos> logo taxas de juros baixas> logo uma bolha do crédito> nos EUA a bolha foi para a Habitação por causa das distorções provocadas pelas taxas de imposto, Fannie Mae, Freddie Mac comprarem todas as hipotecas por determinação politica devido à aliança Republicanos-Democratas em cada americano ter uma casa própria, e o consenso: as casas não descem de valor.

    Leia este artigo de 2005 a explicar a distorção provocada pelo regulador : http://www.businessweek.com/bwdaily/dnflash/jul2005/nf20050726_4208_db013.htm
    A Housing Boom Built on Folly
    Disproportionate tax incentives are keeping the market’s rise in overdrive. We need to correct the balance

  21. Fernando S

    DC-12 : “… os mercados tendem para o equilíbrio. Nada é mais falso …”

    Um exemplo : o mercado de trabalho.

    Se for livre de interferencias, salarios minimos, limitações aos despedimentos, etc… os salarios fixam-se a niveis que permitem absorver a totalidade da mão de obra à procura de emprego.
    Existe sempre um desemprego “natural” : pessoas a mudar de emprego, pessoas que não desejam trabalhar pelos salarios que lhes são propostos, etc, etc. Admite-se que esta taxa seja normalmente inferior a 4% da população activa.
    Pode-se dizer que o mercado estabelece um equilibrio “natural” entre a oferta e a procura de empregos. Quem oferece emprego a um determinado salário encontra sempre quem queira trabalhar. Quem procura emprego acaba sempre por encontrar uma colocação a um determinado salário.

    Uma legislação laboral que dificulta despedimentos, uma acção sindical desrespeitadora dos direitos dos accionistas e da gestão, salarios minimos, etc … os empregadores não estarão na disposição de empregar uma parte da mão de obra disponivel a salarios iguais ou superiores aos minimos legais, não quererão recrutar mais pessoas por recearem não as poderem dispensar se o mercado mudar, etc, etc … A taxa de desemprego sobe acima do nivel “natural”.
    Neste caso, estabelece-se efectivamente um “equilibrio” entre a oferta efectiva de emprego e o numero de pessoas empregues. Mas é uma simples igualdade aritmética. Na verdade ha mais pessoas a procurar um emprego do que as que estão efectivamente empregadas. Provavelmente, muitas das pessoas que não encontram emprego estariam dispostas a trabalhar por salarios inferiores aos minimos e sem outras “garantias” laborais e sindicais. Mas a legislação, controlada pelos sindicatos e fiscalizada e aplicada pelos poderes publicos, não o permite. Eventualmente, algumas acabarão por ser empregadas naquelas condições, mas num mercado “negro”. Não todas porque nem todos os empregadores aceitarão os riscos e os custos da ilegalidade.
    Neste caso existe um verdadeiro desiquilíbrio entre a oferta real de emprego e a procura potencial de emprego. A primeira é inferior à segunda. Ha como que um racionamento da oferta provocado artificialmente pela interferencia externa dos poderes publicos.

    Uma tendencia para um equilibrio entre a oferta e a procura existe num mercado livre.
    Um desequilibrio é a consequencia de uma restrição da liberdade do mercado.

  22. DC

    Ainda bem que os meus comentários suscitaram este debate todo. E folgo em saber que com esta Crise agarraram-se ainda mais ao que já acreditavam, fazendo autênticas profissões de fé, como as questões do equilíbrio nos mercados livres.

    Para mais, face aos triliões investidos para tapar buracos e devolver os bónus e lucros aos níveis normais, os Estados não têm nada que ser ressarcidos e devem, inclusivé, retirar-se completamente de várias áreas de actuação, deixando os mercados funcionarem equilibradamente.

    Se a ideia é esta, obrigado. Fazem um retrato perfeito de um momento histórico: A partir de agora, já não poderão acusar os comunistas de dogmatismo e idealismo sem se verem ao espelho, e suscitarem o mesmo tipo de gozo. É que o discurso é o mesmo:

    “Todas as experiências dos últimos 20/30 anos têm sido aquém do esperado, e o sistema não tem cumprido as suas promessas. Mas isso é porque nunca foi tentado na sua forma mais pura…”

    E este simbolismo é para mim o mais importante, não entrar em argumentos técnicos (que posso recolher, a qualquer momento, 10 pareceres a favor e 10 contra) como se a especialização económica fosse a garantia de vitória em debates sobre o estado e o futuro de Portugal e do Mundo.

  23. as questões do equilíbrio nos mercados livres

    Já lhe explicaram duas vezes que ninguém aqui fala em equilíbrio nenhum. Insiste porquê? Se não acredita, releia e procure um post que seja em que se diga que os mercados livres equilibram.

    Parágrafo 2

    Neste blogue ninguém nunca foi a favor de que o estado tapasse buraco nenhum, pelo contrário, é deixar falir. O que não falta são posts contra os bailouts tanto lá fora como cá no caso do BPN. E dizer que se os estados não desatassem a imprimir notas o sistema financeiro colapsaria fica por provar. Pode ir à procura nos arquivos até Fevereiro de 2005.

    DC, você imputa a quem escreve neste blogue preconceitos seus. Ainda não acertou uma, mas recusa-se a admitir que aquilo que você acha que se pensa por aqui não seja o que realmente se pensa. Leia e deixe-se de disparates e de fazer acusações gratuitas e infundadas.

  24. #24,

    Há limites para a paciência. Aquilo que você escreve mostra que não percebe nem quer perceber o que é defendido pelos membros deste blog. Em vez de pavonear a sua ignorância e/ou má-fé, devia dedicar-se a tentar aprender alguns dos “argumentos técnicos” que despreza; ou, se o seu intelecto ou falta dele não lhe permitir tal coisa, leia antes a TV 7 Dias.

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