São todos iguais

“São todos iguais”

Quantos vezes já ouvi isto? Esta frase e a ideia que está por detrás da frase é determinante na política portuguesa actual.

Porque é que um PM como o que temos se aguenta no poder? Porque são todos iguais. Para “eles”, os políticos, Sócrates tem comportamentos normais, os acontecimentos só chocam o o Zé povinho.

Se os líderes da oposição não fossem iguais, fariam alguma coisa. A moção de censura existe. A única coisa que fazem é brincarem com palavras como “estabilidade” e “responsabilidade”. As mesmas palavras do governo. E a conclusão é reforçada. “São todos iguais”.

Acredito que é contra esta ideia que o PSD tem que lutar nas próximas eleições. Foi no caso “Preto” que Manuela Ferreira Leite perdeu as eleições. Mostrou objectivamente que não era assim tão diferente de Sócrates, pelo menos não o suficiente para ganhar apenas com a palavra “seriedade”. O PSD, para ganhar, não pode ter casos “Preto” nas próximas eleições. É fundamental que durante as directas ganhe quem tem condições para ir para a luta com cara limpa e sem esqueletos. Porque os “Abrantes” lá estarão para fazer qualquer manchinha saír para a comunicação social no momento certo. E se existirem esqueletos lá estaremos de novo em uníssono: “São todos iguais”. E quem perde é o Zé povinho que continuará a ser governado por um qualquer Zé ladrão.

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4 pensamentos sobre “São todos iguais

  1. Carlos

    Correcto, a derrota acontece quando não conseguiu ter a mesma atitude de Marques Mendes, como diz o povo pela boca morre o peixe. Para além do que já indicaram das fragilidades de Rangel, notar que ele não teve coragem de se opor ao caso Preto, foi o primeiro de muitos maus sinais que tem dado. O futuro 1º ministro vai ter que aplicar medidas duras, tem como diz de ser impoluto e não ter nenhuns esqueletos no armário.

  2. balde-de-cal

    isto não é uma democracia
    esta trampa é pior que o zimbabué

    a corja aprecia os mafiosos
    e vota neles

  3. nuno granja

    Realmente, um futuro lider do PSD com esqueletos tipo “caso Preto”, “Alberto João /Jaime Ramos” ou mesmo “Angelo Correia” no armário terá todas as condições de alimentar o pântano com mais agua choca.

    Duvido é que seja capaz de ter tantos esqueletos como o actual PM, embora a natureza humana esteja sempre a surpreender-nos.

  4. Fernando S

    Se estão à espera de liders politicos com hipoteses de ganhar eleições e ser poder … sem “esqueletos no armário” … acho que podem esperar sentados !!…

    Isto é mais moral (e de direito) do que politica.
    Nos ultimos tempos, na discussão politica, tem-se dado mais importancia à moral do que à … politica ! Isto é, tem-se resumido a politica à moral !

    Claro que a moral é importantissima. Mais do que a politica.
    E claro que a politica deve ser moral. A moral pode e deve ser sempre um dos critérios da politica.
    Mas, até por definição, não é o determinante.

    A não ser para aqueles que acham que o principal problema dos governos é saber se são honestos ou desonestos. Uma concepção legitima, mas … apolitica. Populista e demagogica, diriam alguns. A historia esta cheia de campeões da honestidade que chegam ao poder e se tornam profissionais da desonestidade.

    Pessoalmente, não sei se é cinismo, não acredito muito em pessoas, politicos, governantes, perfeitamente e eternamente impolutos. Uns mais do que outros, mas todos quase sem excepção, pelo simples exercício do poder, acabam por cometer “erros” e por ter “esqueletos no armário”. Por isso é que não me preocupo assim tanto com a questão da moral na política.

    O critério determinante da politica é o modelo de organização e funcionamento sociedade.
    Independentemente das intenções, da maior ou menor honestidade/deshonestidade dos principais protagonistas, há condições que objectivamente favorecem mais ou menos o tráfico de influências, a corrupção, a roubalheira pura e simples.

    Em pouquíssimas palavras, mas sem querer simplificar em demasia e cair numa espécie de maniqueismo, direi que, para uma realidade local e histórica determinada, quanto mais um Estado é pesado e intervencionista maior é a probabilidade de haver uma utilização abusiva e desonesta dos poderes e dos recursos públicos.

    Mas não há ainda mais desonestidade no privado, na economia de mercado ?
    Até pode ser, porque a natureza humana é a mesma e os números são maiores.
    Mas aqui é que é uma questão de moral. Pode ser eventualmente um caso de direito e de polícia. E aqui o Estado (de Direito) tem uma função e um papel incontornável.
    Não é uma questão política por excelência.

    Por isto é que não me interessa tanto saber se um político é ou não honesto, tem ou não tem “esqueletos no armário”. No limite, há-os que podem até ser os cidadãos mais honestos do mundo … nunca votaria neles. Não é que me seja indiferente e que não pese em nada nas minhas eventuais opções políticas. Pesa certamente muito na margem. Mas não é o critério determinante.

    O que é para mim determinante é saber quais são as ideias políticas que têm e propoem, é saber em que medida podem contribuir para uma sociedade onde haja mais liberdade e responsabilidade individuais.

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