Tenho o maior respeito por tudo o que se está a passar na Madeira, mas é lamentável a obsessão que todos os canais de televisão têm pela desgraça, ao ponto de nos estarem a bombardear, desde as 8 horas, com “não-notícias” sobre a tragédia.
Vinte minutos, em horário nobre, onde não somos informados, mas sim, tentados a crer que o Apocalipse ainda domina a Madeira, numa tentativa de prolongar o pathos mediático.
Nisto também se mede a qualidade da nossa Democracia.
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A Judite de Sousa nesse aspecto foi hoje notável a entrevistar o Presidente da Região e a tentar a todo custo contabilizar mortos, estropiados, desaparecidos e sem abrigo.
O Alberto João deu-lhe um baile como eu não via há muito um (mau) jornalista receber:
“Estado de calamidade? Calamidade seria declarar o estado de calamidade numa região que vive quase exclusivamente do turismo”.
se a qualidade dos noticiarios for um indicador assim tão forte sobre a qualidade da democracia então as dos EUA e do RU já há muito que andam pelas ruas da amargura…