Sobre Paulo Rangel

Duas visões alternativas sobre a candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD:

quanto basta. Por Rui A.

A verdade dos factos é que Rangel assumiu que quer ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal. Decidiu sozinho, sem prestar atenção ao que dizem Pedro Passos Coelho e Aguiar-Branco, e, naturalmente, por cima das legítimas ambições que estes possam ter sobre os mesmos cargos. Está no seu pleno direito e isso é quanto basta. Se quiserem vir a merecer a confiança dos eleitorados – o do partido e o do país – os seus adversários só têm que demonstrar que são as pessoas certas para os lugares que querem ocupar. Mas não é isso que um e outro têm feito. Passos refugiou-se ultimamente num tacticismo institucional e silencioso, tentando evitar ao máximo que surgisse outro candidato que lhe pudesse ameaçar o lugar, e Branco ficou à espera que não aparecesse mais ninguém contra Passos para avançar. Nenhum deles demonstrou o arrojo e o atrevimento necessários para recuperar um partido e um país que estão no limite das suas resistências. Paulo Rangel fez estremecer o charco e, só por isso, deve merecer a melhor atenção.

um jovem de esquerda. Por Pedro Arroja.

O Paulo Rangel pretende, portanto, transformar a Igreja Católica num seita protestante. Ele é a figura acabada do intelectual catante, ao qual dediquei vários posts neste blogue. Este é o intelectual de cultura católica que pretende imitar as instituições do protestantismo. Trata-se da figura mais corrosiva da cultura portuguesa. Não surpreendentemente, é jurista. No seu discurso de candidatura, ele falou em “romper”. Ele propõe-se romper um tecido social já rompido. Ele vai, portanto, co-romper a sociedade portuguesa, não no sentido financeiro ou económico, mas no sentido da sua cultura e das suas tradições. Como se já não bastasse. Desiludam-se os que esperam que possa sair daqui alguma coisa. Vai ser mais do mesmo, na realidade, pode ser bem pior.

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2 thoughts on “Sobre Paulo Rangel

  1. Jota

    Paulo Rangel pode marcar a diferença numa situação actual de mediocridade que tem envolvido toda a política Nacional.
    Finalmente ouço alguém manifestar-se por uma mudança determinada a favor da seriedade e da ruptura com os poderes instalados e que tanto têm contribuído para um esvaziamento e um empobrecimento completos de toda a nossa Sociedade Portuguesa.
    Portugal precisa de mudanças radicais nas suas estruturas.
    Espero que Paulo Rangel tenha a capacidade e a determinação necessárias para nos motivar a todos a exigi-las e a contribuir empenhadamente para elas.
    Força Portugal, força Paulo Rangel!

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