Hoje às 13h30 em frente à AR

O movimento “Todos pela Liberdade” no i

“O que nos move nesta questão, independentemente das afinidades partidárias que temos, é a questão de liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, que estão a ser afectadas”, explica Ana Margarida, que escreve no 31 de Armada e no Delito de Opinião.

À sua esquerda, não só posicional mas ideológica, senta-se o publicitário Luís M. Jorge, 41 anos, autor do blogue Vida Breve. O bloguista, eleitor habitual do PS, diz ser “muito importante acabar com um efeito que está a ser produzido pelo governo Sócrates que é a indiferença”. Explica melhor: “Os portugueses, perante a acumulação de escândalos que vão surgindo à volta do primeiro-ministro e do governo, estão a encolher os ombros e a ficar indiferentes, é um risco que nós corremos, esse é legado de José Sócrates”. É contra isto que se quer mover: “Acabar com a indiferença é a minha grande prioridade”, acrescenta.

Se ainda não o fizeram, assinem a petição aqui.

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34 pensamentos sobre “Hoje às 13h30 em frente à AR

  1. A. Machado

    Sexta-feira o Sol nascerá para todos!
    Hoje é preciso provarmos que o merecemos. É imperioso demonstrá-lo à frente da Assembleia da República. Vamos todos.

  2. Joana.martins

    TODOS Á 13H30 NA AR.

    Já agora , sabiam que `Socrates não está hoje em Portugal? Um PM que faltou a conselhos europeus por causa de reuniões do seu partido, encontrou agora nesta reunião de lideres europeus uma oportuna forma de não estar em Portugal.

    E já agora, porque é que o Dr. Jaime Gama não recebe os autores da Petiºção. Afinal tem sempre tempo para receber todos e mais alguns que vão a S: BEnto para apresentar petições. Mais uma!

  3. A. Machado

    Sócrates não está? Não faz mal! Estaremos lá hoje e também no dia da sua sentença. Para que nunca lhe falte público e mediatismo.

  4. Não percebo a sua dúvida. O HR pretendia separa aquilo que é um processo político de um processo judicial.
    Já agora, outros exemplos serão os de Clinton e Collor de Melo. O primeiro foi condenado no processo judicial (mais precisamente fez um acordo para evitar uma condenação formal por perjúrio mas foi obrigado a pagar uma elevada multa e impedido de voltar a exercer advocacia) e absolvido no político. Collor de Melo foi demitido como resultado do processo político mas no judicial não conseguiram provar a culpa.

  5. ad 7 – “Não percebo a sua dúvida. O HR pretendia separa aquilo que é um processo político de um processo judicial.”
    Para este caso, citar Nixon é errado. Nixon cometeu um crime. O perdão presidencial, que lhe foi concedido pelo presidente que foi presidente graças à demissão dele, é um acto do executivo sobre o judicial. O que é que isto tem a ver? O seguinte. Vários intervenientes neste “debate” das escutas têm misturado sistematicamente duas teses opostas: uma, que isto é político, não judicial; duas, que o topo da hierarquia judicial protegeu suspeitos. A segunda tese implica o pressuposto de que Sócrates ou alguém por ele cometeu um crime. Deste modo, citar Nixon faz parte da operação de misturar aquelas duas teses.

  6. “Para este caso, citar Nixon é errado. Nixon cometeu um crime”
    Como é que pode dizer isso? Nixon não chegou a ser julgado judicialmente nem confessou. Suspeito que estará a ser leviano na acusação.

  7. “Deste modo, citar Nixon faz parte da operação de misturar aquelas duas teses.”
    Você é que está a tentar baralhar os opositores mas não consegue. O caso watergate é um excelente exemplo. As fontes de Woodward e Bernstein não eram propriamente legais e só agora se sabe que vinham do FBI que espiava Nixon. Segundo a lógica distorcida que parece perfilhar, não haveria qualquer caso político contra Nixon por vício de forma.

  8. Paulo Pinto Mascarenhas

    O Porfírio devia saber também que dizer que alguém foi destituído das suas funções não quer dizer que tenha sido por outrém. Ou seja, Nixon ao demitir-se foi destituído das suas funções. Compreende ou tenho de fazer um desenho?

  9. ad 11. A minha lógica parece-lhe distorcida por não a entender. Justiça e política são diferentes. Nixon deixou um cargo político para poder obter um perdão judicial. Se Nixon não se tivesse demitido teria sido destituído e teria sido levado a julgamento. Ah, já agora: apesar de ter evitado ser levado a tribunal, Nixon não conseguiu que se fizesse prova dos seus actos, incluindo pelas próprias palavras de Nixon.
    Mas é interessante ver estes paladinos da liberdade de expressão em Portugal transformados em advogados de defesa de Nixon…

  10. Corrigo o meu comentário em 15:

    ad 11. A minha lógica parece-lhe distorcida por não a entender. Justiça e política são diferentes. Nixon deixou um cargo político para poder obter um perdão judicial. Se Nixon não se tivesse demitido teria sido destituído e teria sido levado a julgamento. Ah, já agora: apesar de ter evitado ser levado a tribunal, Nixon não conseguiu IMPEDIR que se fizesse prova dos seus actos, incluindo pelas próprias palavras de Nixon.
    Mas é interessante ver estes paladinos da liberdade de expressão em Portugal transformados em advogados de defesa de Nixon…

  11. “Mas é interessante ver estes paladinos da liberdade de expressão em Portugal transformados em advogados de defesa de Nixon…”

    Quando tiver oportunidade explica-me onde é que defendi Nixon. Eu até o estou a comparar a José Sócrates.
    Mas nada como um argumento “ad hominem” para tentar desacreditar o opontente…

  12. ad 17. Ao seu pedido “Quando tiver oportunidade explica-me onde é que defendi Nixon”, respondo assim:
    No nº 10 acima, onde, sobre a minha frase “Para este caso, citar Nixon é errado. Nixon cometeu um crime” um tal Miguel escreveu: «Como é que pode dizer isso? Nixon não chegou a ser julgado judicialmente nem confessou. Suspeito que estará a ser leviano na acusação.» Não é o mesmo Miguel? Se não é, peço desculpa…

  13. ad 17 again: Quanto ao ataques “ad hominem”, deve estar concerteza a referir-se ao que PPM escreveu no nº 14 acima: «O Porfírio faz o quê na vida para eu poder dizer que é bom em qualquer coisa?» Até estou a pensar mandar o meu CV ao PPM, mas entretanto estamos conversados sobre estilo de argumento, certo?

  14. Não. Estava a pensar em si mesmo.
    Mesmo que eu estivesse a defender a inocência de Nixon (que não estava) qual era a relevância para este debate?

  15. ad 19. Eu escrevi “Não é o mesmo Miguel? Se não é, peço desculpa…” e Miguel responde “Desculpas aceites”.
    Então, são mesmo dois Miguéis diferentes?!?!
    Não cometi falácia nenhuma. Nixon não foi condenado judicialmente, provavelmente, dado o que se sabe, APENAS porque um perdão político com efeitos judiciais o libertou do processo crime. Pelo menos o presidente Ford sujeitou-se à vergonha de conceder esse perdão por alguma razão. Se calhar por considerar que, indo Nixon a julgamento, iria parar à cadeia. E porque, sendo o herdeiro de Nixon, queria evitar isso. Não há falácia nenhuma da minha parte: não é essa a situação de Sócrates. Os próprios peticionários, pelo menos alguns, concedem isso, quando dizem “isto é política, não é tribunal”. Comparar este caso com Nixon é que é falacioso, porque Nixon serviu-se da política (perdão presidencial, antecedido de demissão para evitar a destituição) para evitar o julgamento. Julgamento por um crime. Não por um erro político.

  16. ” APENAS porque um perdão político com efeitos judiciais o libertou do processo crime”
    Como sabe? Se não chegou a existir processo judicial nem sentença?

    “Se calhar por considerar que, indo Nixon a julgamento, iria parar à cadeia.”
    Está a especular. Podemos fazê-lo noutros casos?

    “Os próprios peticionários, pelo menos alguns, concedem isso, quando dizem “isto é política, não é tribunal”. ”
    Mais uma fálácia. Nós pretendemos que existam consequências políticas. Sem prejuízo de um eventual processo judicial.

  17. “Se ainda não percebeu a relevância do caso Nixon para este debate, então, é melhor irmos almoçar.”
    Eu percebi mas pelos vistos a si está-lhe a custar perceber. Se seguissemos a sua lógica, os reporteres do Post estariam a denegrir o Presidente com base em “mexericos”.

  18. Carlos M. Fernandes

    ”Se seguissemos a sua lógica, os reporteres do Post estariam a denegrir o Presidente com base em “mexericos”.”
    E teriam uns tipos com uma providência cautelar a bater-lhes à porta.

  19. Não fui eu que trouxe o Nixon para esta conversa. Vim a esta conversa por, em meu entender, o caso do Nixon ter sido trazido coxo, quer dizer, com falta de elementos acerca daquilo que realmente se passou. A conversa acima mostra isso. E vim introduzir neste post) alguns elementos concretos, nomeadamente o perdão presidencial de Ford para libertar Nixon de qualquer putativa acusação.
    Há aqui (acima) quem ache que Ford perdoou Nixon só por ter lido histórias da carochina – mas não foi. Terá sido porquê? Quem adivinha, quem é? O perdão presidencial mostra que a existência dos crimes de Nixon não é pura especulação. Isso faz toda a diferença relativamente ao caso em apreço, por muito que custe a alguns.
    Acresce um ponto muito importante: a verdade nunca é a priori, é sempre a posteriori. A verdade a priori é uma crença metafísica. A verdade a posteriori, construída pelo processo de averiguar os factos e pelo processo de os interpretar, é uma conquista, não é um ponto de partida. Daí os cuidados que envolve. Ora, neste caso (Portugal e os sucessivos “casos” de Sócrates) o que se tem visto é a sucessão de casos que aparecem para encher a cena e depois desaparecem. Por não terem deixado os media funcionar? Não. Apenas por sucessivos casos serem só fumaça. Contudo, alguns, depois de verem tantos casos que eram só fumaça, recomeçam de novo, sempre e sempre, com a mesma ingenuidade (?) do princípio. “É desta que é verdade”, parecem pensar (talvez esfregando as mãos ao mesmo tempo, numa esperança de contentamento).

    Uma nota especial para o Carlos Fernandes, que não encontrava há muito tempo: também está contra as providências cautelares? Para si a liberdade de imprensa não tem limites, não tem regras, não deve ser compatibilizada com outros direitos? Se o direito à privacidade, por exemplo, não entra na sua equação, está como o PR, que também falou de uma liberdade mas se esqueceu de outros direitos. Ou o Carlos, na sua cruzada contra o “estatismo”, também acha que imprensa livre é imprensa dispensada da lei? Ou, por outro lado, as decisões judiciais são boas ou más consoante o alvo?

    Vou voltar ao trabalho. Mas gostei muito deste bocadinho. Pelo menos ninguém prometeu bater-me, como alguns já fizeram (ou tentaram) lá para a minha caixa de comentários.

  20. “Vim a esta conversa por, em meu entender, o caso do Nixon ter sido trazido coxo, quer dizer, com falta de elementos acerca daquilo que realmente se passou. (..) E vim introduzir neste post) alguns elementos concretos, nomeadamente o perdão presidencial de Ford para libertar Nixon de qualquer putativa acusação.”
    O perdão de Ford é irrelevante para este caso. O paralelo está a ser feito com as revelações do WaPo feitas a partir de denuncias anónimas.

    ” O perdão presidencial mostra que a existência dos crimes de Nixon não é pura especulação. Isso faz toda a diferença relativamente ao caso em apreço, por muito que custe a alguns.”
    Não percebo porque me há de custar. Mais uma vez faz afirmações misteriosas.

    Continuo sem discenir porque razão para si os casos de Nixon e Sócrates são diferentes. Porventura teremos de esperar que um seu sucessor lhe conceda um perdão. Talvez assim…

  21. Carlos M. Fernandes

    Sou vou dizer isto. Esta frase ”Pelo menos ninguém prometeu bater-me, como alguns já fizeram (ou tentaram) lá para a minha caixa de comentários.” revela, hmmm…, uma maneira de ”pensar” e de estar na vida!?
    Bom trabalho.

  22. ad 30. «Continuo sem discenir porque razão para si os casos de Nixon e Sócrates são diferentes.» Estudar a história que está feita daria jeito – para perceber metade. Sei que não é coisa difícil para si. A outra metade será ditada pela história futura e eu não ponho as mãos no fogo por ninguém – nem por mim. Apenas tenho estado a discutir o método. E, em democracia, o método é muito importante.

    ad 31. O Carlos acha que vir a um debate (este, nesta caixa de comentários) onde as falas foram, quase na totalidade, civilizadas – não faz diferença relativamente a outros debates (na caixa de comentários do meu blogue) que tiveram como “acompanhamento” ameaças de agressão à minha pessoa. Foi o caso na polémica da avaliação dos professores. O Carlos acha que não faz diferença ser de uma maneira ou de outra. Acha que isso revela que eu tenho uma certa forma de pensar. Aliás, eu “penso” entre aspas, na sua maneira de escrever. Carlos, desculpe que lhe diga, mas isso é pura arruaça. E para arruaça não estou virado. Escuso de me chatear a aturar piropos quando até gostei do bate-papo anterior. Seja feliz, é o que lhe desejo.

  23. Carlos M. Fernandes

    «onde as falas foram, quase na totalidade, civilizadas«
    Por terem sido civilizadas, não percebo a referência a ameaças que (lhe) são feitas noutras situações. Até me pareceu uma espécie de providencia cautelar. Mas, como, é óbvio, posso estar enganado.

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