Maxed out

O orçamento do estado para 2010 é o equivalente macro de uma família que começa a usar o cartão de crédito para pagar as prestações da casa e do carro. Todos conhecemos o roteiro para este filme.

14 pensamentos sobre “Maxed out

  1. Mas afinal o que é propõe?
    Mas este OE não foi “negociado” com a direita?
    Queriam um OE de esquerda?
    Com cortes nos salários e rendimentos, como na Irlanda?
    Que me lembre nunca vos vi a apoiar o governo em nenhuma medida com carácter restritivo do despesismo ou da irresponsaboilidade.
    Professores, lembram-se?
    Juizes, esqueceram? ( agora, coitados, vão reformar-se sempre acima dos 5.000€ e abaixo dos 61 anos…)
    Madeira e Açores?
    Farmácias, médicos, militares e tuti quanti?
    Qual foi o papel da direita e da esuqerda irresponsável?
    Venha de lá uma ideia para melhorar o OE!
    Gostava de ver isso!
    Cumps.

  2. “Venha de lá uma ideia para melhorar o OE!”
    Simples. Cortem nas funções do Estado. Mas a sério. Deixem de subsidiar empresas e particulares. Privatizem as empresas do estado. Etc.

  3. “Com cortes nos salários e rendimentos, como na Irlanda?”

    Era um começo.

    “Mas este OE não foi “negociado” com a direita?”

    Querem ver que isto é um orçamento “neo-liberal” ?

  4. primeiravezquevenhodesdequecaestive

    Acho que a conclusão simples é:
    Portugal não produz riqueza suficiente para sustentar o estado português.

    Agora olha, é tentar arranjar emprego lá fora.

  5. brutus

    “Queriam um OE de esquerda?”
    É verdade que qualquer coisa mais liberal que o modelo Soviético só pode ser entendido como de “direita” e “ultra-liberal”
    “Com cortes nos salários e rendimentos, como na Irlanda?”
    É extraordinário como neste país faz-de-conta ainda há quem acredite no Pai Natal e pense que o corte da despesa pública (incluindo, sim, cortes salariais) fosse ainda uma opção.
    É apenas uma questão de tempo até que essa inevitabilidade se concretize, apenas com a agravante de que quanto mais tarde, mais doloroso vai ser o ajustamento. E acreditem que por essa altura, a Irlanda já terá dado a volta por cima e retomado o ritmo do crescimento económico (e salarial)

  6. Manolo Heredia

    Os pobres não pagam porque não têm dinheiro, os ricos não pagam porque são padrinhos dos governantes, restam os remediados (a classe média) que é quem se lixa sempre nestas situações.
    Portanto é de esperar que os carrinhos-de-utilização-total pagos pelas empresas aos senhores gerentes e directores passem a deixar de ser custo fiscal, assim como as contas de telemóvel do sogro e da mulher do patrão. Etc.. Etc.. Etc.. e não me venham dizer isso é um aumento de impostos! porque não é! Ou há moralidade ou comem todos.

  7. Rui F

    “Venha de lá uma ideia para melhorar o OE!”

    Apenas 2 ideias da Esquerda com Ética que a direita Neo Liberal nao quer:

    1- “…O governo decidiu retirar a sua promessa eleitoral de aplicar um imposto sobre as mais-valias bolsistas, seguindo a regra europeia. Ora, as dez pessoas cujos patrimónios imobiliários se valorizaram em 5 mil milhões de euros, em 2009, teriam que pagar mil milhões de imposto se tivessem comprado e vendido as acções nesse ano e se houvesse um imposto mínimo…”
    OU SEJA através de uma modesta tributação das mais-valias bolsistas em 20%, na linha do que se passa na generalidade dos países da OCDE

    2- A situação de excepção fiscal da banca em sede de IRC deveria ser corrigida. Seguindo os cálculos de Eugénio Rosa, se a banca pagasse uma taxa de IRC semelhante à da generalidade dos outros sectores económicos (25% em vez de uns efectivos 15%), entre 2005 e 2008, o Estado teria arrecadado 1,3 mil milhões de euros de impostos a mais

  8. Só para os que não perceberam o meu português:
    “Queriam um OE de esquerda, negociado com a direita?” Está mais perceptível agora?
    Mas, por partes:
    Miguel,
    É que não me recordo de quando é que se subsidiaram “particulares”.
    Quanto às funções do estado mínimo também continuo à espera das sugestões: Educação? Segurança Social? Saúde? Forças de Segurança? Guarda Fiscal? Talvez abandonar as Regiões ditas autónomas?
    Sabe Miguel, atirar assim umas boutades ao ar sem concretizar umazinha, é fácil :TYem um porém. Não acrescenta nada à solução…e não sei se ao problema…
    Nuno Branco,
    Espero que tenha agora percebido o que eu escrevi. Mas sempre lhe acrescento que este OE é o mais parecido possível com um OE liberal, com afirmações de carácter geral sobre o social. Fica-se pelas intenções de manter o estado de coisas com o elevado risco de o défice lhes pregar umas partidas…
    Ao Brutus, fico-me pela risada. Então um OE soviético seria a minha proposta? Foi sol que apanhou, ou perdeu as gotas?
    Tenha muita saúde que eu nesse peditório nem comecei a dar. Desconfiava da fartura. Como hoje desconfio da descida do défice à custa do que não custa nada descer.
    Aliás como escrevi no meu sítio estou já sentado à espera do 2º OE e seguintes. Este ano vai haver de vários tipos e paladares!
    E como não sou funcionário público, estou apenas a dar um palpite: Cortem nas mordomias, nas aposentações de luxo. Nas reintegrações dos deputados. Façam um orçamento democrático, porra!

  9. “através de uma modesta tributação das mais-valias bolsistas em 20%”

    “se a banca pagasse uma taxa de IRC semelhante à da generalidade dos outros sectores económicos”

    Rui F., isso é lógica ceteris paribus. Acredita que os investidores/banca não iriam reagir a tais medidas?

  10. “É que não me recordo de quando é que se subsidiaram “particulares”.”
    É só pensar em todos os subsidios que recebe. Desde casamento, funeral, etc

    “Quanto às funções do estado mínimo também continuo à espera das sugestões”
    Defesa, segurança interna, representação externa e administração da justiça

  11. “2- A situação de excepção fiscal da banca em sede de IRC deveria ser corrigida. Seguindo os cálculos de Eugénio Rosa, se a banca pagasse uma taxa de IRC semelhante à da generalidade dos outros sectores económicos (25% em vez de uns efectivos 15%), entre 2005 e 2008, o Estado teria arrecadado 1,3 mil milhões de euros de impostos a mais”

    E que tal acabar também com todas as isenções fiscais em sede de IRS (saúde, habitação, educação, seguros, etc) para quem não existem particulares a pagar mais que outros? E que tal acabar com os escalões de IRS para que não se esteja a penalizar o trabalho?

  12. Rui F

    Miguel

    Não seja Mau Miguel!

    Os negócios dos banqueiros são priviligiados neste país se compararmos com os países da OCDE.
    Mas os Portugueses são uns tapadinhos…coitados.

  13. Em nenhum sector económico, a taxa efectiva de IRC é 25%, até porque essa é a taxa nominal seja para q sector for incluindo a banca. Se não estivéssemos sujeitos à divulgação destas questões por gente que não merece a palha que come (com raras excepções), que se convencionou chamar jornalistas, mas por alguém que soubesse rudimentos de aritmética, “os lucros escandalosos” seriam o que na realidade são: nada de especial. 2% ou 3% de do volume de negócios não é lucro que se veja. Mais, no caso da banca (também aplicável às construtoras), quando o lucro ultrapassa essa %, é certo e sabido que o melhor cliente é o coiso defensor do bem comum, último reduto da decência, o deus ex-machina dos infelizes, mais conhecido por Estado (com maiúscula por caridade pelos tristes)

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