Casamento PS-PP

Discordo do Adolfo, neste post, quando afirma que o PSD não se distinguiu do PS na campanha eleitoral. Admito que essa diferença não tenha ficado clara para o eleitorado, mas que havia linhas claras de demarcação – recusa do investimento público, apoio às PME’s, alteração da tributação sobre o património, equiparação do público e do privado em matéria de saúde, discussão sobre uma reforma na segurança social que altere a forma de  capitalização – lá isso, havia, estavam lá para quem as quisesse ler.

Discordo também quando se procura equiparar as propostas do CDS e o PSD em matéria de negociação do OGE 2010. Há diferenças significativas – basta pensar no que pensa o CDS ou o PSD sobre a abolição do pagamento especial por conta, por exemplo.

O CDS de Portas quer ser o partido do OGE, com um grau – parece – de exigência menor do que o PSD. Veremos se o PS pretende ter um consenso mais alargado, indo mais além, incorporando algumas das propostas do PSD, ou se se basta e acomoda nos limites desenhados pelo CDS. Cá estaremos, para a semana, para fazer o balanço.

6 pensamentos sobre “Casamento PS-PP

  1. Adolfo Mesquita Nunes

    Rodrigo, no programa do PSD:

    a) não encontro qualquer recusa do investimento público, mas tão só uma legítima e mudança de política quanto ao mesmo (“O Governo orientará o investimento público para dinamizar a
    economia do futuro.”, “Daremos igualmente prioridade a investimentos que sejam potenciadores da nossa competitividade”.);
    b) a política de apoios às PME não só não é o melhor cartão de visita para o combate ao défice como está igualmente a ser objecto de ngociações em sede de orçamento;
    c) quanto à tributação, a reforma é adiada para quando as finanças públicas deixares, o que em Portugal tem sido a tradicional desculpa para nunca a empreender;
    d) na segurança social está lá o compromisso de manter tudo como está nos próximos 4 anos, sendo certo que a única coisa que se fará é estudar.

    É evidente que há diferenças entre o PS e o PSD. O que quis dizer é que o PSD não aparece nesta snegociações como uma fonte de alternativa, condicionando assim o CDS (como poderia fazer) mas numa posição de fraqueza.

    Um abraço

  2. Adolfo,

    Tens razão quantro ao investimento público: o PSD pretende um adiamento das grandes obras, e uma canalização do investimento e dos apoios numa lógica de proximidade, mas num quadro de diminuição do peso do Estado (logo, haverá aí, necessariamente, uma redução da despesa, mas também do investimento). As PME’s são um bom exemplo para traçar a diferença entre PS e PSD (não estou com isso a dizer que apoio na íntegra o que o PSD propõe); a questão fiscal do património foi uma das bandeiras de MFL (se se concretiza ou não, veremos, mas que traça diferença, traça). Na Segurança Social, o que dizes é verdade, mas é já um grande avanço face ao que foi sempre o consenso entre PSD e PS nesta matéria (e é isso que estou a afirmar, diferenças entre PSD e PS em matéria de programa eleitoral).

  3. Adolfo Mesquita Nunes

    Eu não disse que não diferiam 🙂
    O que disse foi que as propostas do PSD não podem ser de ruptura tal que justifiquem que o CDS não insista em viabilizar o OE.

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