Pessoas com princípios

Infelizmente todos sabemos que o mundo dos negócios hoje em dia não está repleto de gente honesta de forma que é sempre agradável quando encontramos pessoas reconhecidamente deste género à frente de um grande negócio. Agora quando esse grande negócio é um banco não é apenas agradável, é algo completamente inesperado.

He started at BB&T, once known as the Branch Banking and Trust Company, in 1971 and became chief executive in 1989, when the bank had $4.7 billion in assets. By the time he retired as C.E.O. in December, he had overseen 60 bank and savings-institution acquisitions and turned BB&T into the 11th-largest bank in the nation, with $152 billion in assets, according to the bank.

[…]

After the Supreme Court upheld the right of local governments in 2005 to condemn private property and hand it to someone else for commercial development, he says, BB&T refused to make loans to developers who obtained property that way.

He also says BB&T decided not to offer the controversial “pick a payment” mortgages that got so many of its competitors into trouble. Such loans, also known as “option A.R.M.’s” or “negative amortization loans,” allow borrowers to make payments that don’t even cover the interest on the loans, which causes the amount they owe to grow.

17 pensamentos sobre “Pessoas com princípios

  1. O comentário do Luís Lavoura é um exemplo típico das confusões que se fazem acerca do liberalismo. Segundo esta atabolhoada lógica, parece que só os comunistas podem decidir não fazer um determindao negócio por uma questão ética.

  2. CN

    Por outro, os comunistas (e já agora socialistas e sociais-democratas, pensando bem todos menos os libertarians) podiam recusar-se a qualquer transacção voluntária entre partes e eticamente apenas a obedecer (sim eu sei, uma contradição nos termos) àqueles ditados pela vontade geral.

  3. “O comentário do Luís Lavoura é um exemplo típico das confusões que se fazem acerca do liberalismo. Segundo esta atabolhoada lógica, parece que só os comunistas podem decidir não fazer um determindao negócio por uma questão ética.”

    Infelizmente, é uma confusão extremamente comum. Daí (também) que seja muito importante os defensores do mercado interessarem-se por ética, o que muitas vezes – diga-se de passagem – não acontece.

  4. “Eu diria que acontece André, não têm é os mesmos valores que os outros o que é confundido com uma falta de ética.”

    Eu não digo (longe disso) que tenham necessariamente falta de ética por não se interessarem por ética. Digo que frequentemente acham que a defesa do mercado deve ser feita em termos puramente instrumentais, negligenciando aspectos normativos.

  5. Agora foste demasiado técnico para eu te responder, mas senti-me picado porque sou vulgarmente acusado de falta de moralidade quando discuto problemas como o SNS e outros que tais quando é aparente que o que está em causa são códigos de ética opostos e não a falta dela.

    Como diria Rand, o laissez-faire é apenas a forma de colocar em prática os valores morais que ela acha correctos.

    Tirando Rand a grande maioria dos defensores do mercado dirão que este certamente não é perfeito mas que é a forma mais justa de alocar os recursos. O conceito de justiça inerente a esta afirmação já supõe que há preocupações éticas. Voltando a repetir-me o que normalmente acontece é que as pessoas não partilham desta visão e acham mais “justo” quando há alguém no meio a interferir na redistribuição de recursos o que não implica falta de ética do primeiro grupo.

  6. Suspeito que a parte que parece escrita por um comunista é ” o mundo dos negócios hoje em dia não está repleto de gente honesta” e “Agora quando esse grande negócio é um banco não é apenas agradável, é algo completamente inesperado.”

    Soa um bocado anti-capitalistas, embora não anti-capitalismo

  7. Destaco esta parte:

    “São muitas as virtudes e características positivas que as interacções repetidas no livre mercado fomentam, entre as quais: prudência nas decisões, auto-disciplina e pontualidade no trabalho, honestidade e cumprimento de promessas, criatividade na resolução de problemas e alargamento dos laços sociais. Foram aliás essas características do livre mercado que levaram Adam Smith (em The Theory of Moral Sentiments, que deve ser lido sempre como complemento – e não como alternativa – ao seu mais famoso The Wealth of Nations) a assinalar favoravelmente os comportamentos virtuosos que as sociedades comerciais tendiam a incentivar nos seus cidadãos e os efeitos civilizadores do comércio.

    Ainda assim, mesmo compreendendo que é errado afirmar que o livre mercado corrompe moralmente, importa não cair no erro oposto: o de confiar que o livre mercado, por si só, pode gerar uma sociedade moralmente virtuosa. Muitas das escolhas que definem o carácter moral dos indivíduos e o capital moral das sociedades dão-se fora da esfera do mercado e todas – dentro e fora dessa esfera – estão sujeitas aos vícios e paixões humanas. Assim sendo, importa realçar que a prosperidade sem precedentes tornada possível pela economia de mercado não garante uma cultura respeitadora da dignidade da pessoa humana na sua integralidade. A promoção desse objectivo depende necessariamente das escolhas de cada um na sua vida pessoal e profissional e essas escolhas não devem ser vistas como tendo lugar num vazio ético. Por outras palavras, o funcionamento do livre mercado, em si mesmo, não promove a destruição dos valores, mas também não constitui garantia de imunidade contra o relativismo moral numa cultura corrompida.”

    http://www.ordemlivre.org/textos/564#A1

  8. E já agora:

    “Nesta linha, como muito bem salienta José Manuel Moreira (A contas com a ética empresarial), um dos maiores riscos ao abordar este tipo de questões é o de fomentar uma oposição artificial entre ética e economia de mercado. Para evitar esse perigo, é essencial não só compreender o funcionamento do livre mercado mas também compreender que o seu estudo não pode, em última instância, ser separado da filosofia moral.”

    http://www.ordemlivre.org/textos/564#A1

  9. Até concordamos na maior parte, mas já agora queres dar uns exemplos disto:
    “Muitas das escolhas que definem o carácter moral dos indivíduos e o capital moral das sociedades dão-se fora da esfera do mercado e todas – dentro e fora dessa esfera – estão sujeitas aos vícios e paixões humanas.”

  10. Aí tenho em mente uma definição de mercado em sentido mais estrito. Que não englobaria, por exemplo, as escolhas na esfera familiar.

    Se quiseres, é (mais ou menos) uma distinção na linha do que fazem Hayek e Popper.

    Quanto a todas as escolhas estarem potencialmente sujeitas aos vícios e paixões humanas, presumo que não precise de dar exemplos.

  11. Pois, só queria fazer ver que se levassemos a definição de mercado que usas (A característica central do livre mercado são as trocas voluntárias)num sentido mais lato então tudo fica englobado. E afinal de contas, as coisas não são assim tão diferentes 😉

    Mas pronto, tu já disseste que eras mais estrito por isso não tem piada 😛

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