Minaretes e Liberdade

“Los minaretes y la libertad unilateral” de Albert Esplugas Boter (Instituto Juan de Mariana)

La exigencia de reciprocidad implica que los Estados islámicos marquen los estándares de lo que debe tolerarse en Occidente. Ya no es la “libertad de culto” o la “libertad de expresión” propia del liberalismo el principio rector, sino el grado de represión que se practica en esos países. Si Arabia Saudita castiga la conversión de un musulmán al cristianismo, recíprocamente Occidente debe castigar la conversión al islam o, mejor, obligar a los musulmanes inmigrantes a convertirse al cristianismo.(…)

En lo que respecta a los inmigrantes, ya sean árabes o cubanos, sus derechos individuales deben ser defendidos unilateralmente. Los Estados occidentales deben predicar con el ejemplo y ser lo menos represivos posible con independencia de cómo se comporten los demás Estados. Eso no debería ser motivo de lamento sino de orgullo. Los inmigrantes, que muchas veces huyen de la opresión en sus países, no deben pagar por los crímenes de su Gobierno

LEITURA COMPLEMENTAR: Democracia não é sinónimo de liberalismo

4 pensamentos sobre “Minaretes e Liberdade

  1. Em princípio, estou de acordo com o texto, embora me parece bastante falacioso alargar o argumento da reciprocidade à homossexualidade e ao adultério, i.a.. Aí o caso é precisamente o oposto: não podemos permitir que os muçulmanos que cá vivem apliquem entre si as punições que lá aplicam, ou seja, que haja dois sistemas legais, consagrando a existência de uma nação islâmica, a umá, definida por uma lei e uma religião, independentemente de fronteiras.
    Cada problema, sua solução.
    A minha objecção à argumentação do artigo e a minha defesa da proibição de construção dos minaretes (e doutras medidas semelhantes a ponderar) é circunstancial: a nossa tradição política e jurídica prevê excepções em situações excepcionais. Eu julgo que, no ponto em que a islamização do Ocidente se encontra, podemos invocar uma espécie de lei marcial para lidar com o islão.

    A aplicação do princípio da reciprocidade só é viável entre estados?
    De acordo. Comece-se hoje mesmo.

    Quanto a condenar os emigrantes a pagar os crimes dos seus governos, é um ponto interessante que se pode virar imediatamente do avesso: alguns dos mais sonoros opositores da sharia no Ocidente, da construção de minaretes, enfim, da necessidade de deter o avanço do islão no Ocidente, não já pelo poder militar, mas pela força demográfica, são justamente pessoas que saíram do islão, não por razões financeiras, mas por motivos político-religiosos (redundância, tratando-se do islão).
    Passe lá pelo meu blogue e veja a etiqueta “Apóstatas”, ou vá directamente ao Faith Freedom International (http://www.faithfreedom.org/), ao Former Muslims United (http://formermuslimsunited.americancommunityexchange.org/), ao Muslims Against Sharia (http://muslimsagainstsharia.blogspot.com/).

    Quanto a não permitirmos que sejam os estados islâmicos a ditar quais os nossos padrões na forma de lidar com os muçulmanos entre nós, é isso, em última análise, que se pretende evitar: a doutrina islâmica, como a história recente o demonstra, postula que, assim que os muçulmanos tiverem poder suficiente num determinado território, devem exortar os infiéis a converter-se; caso neguem, devem fazê-los aceitar a soberania política do islão; caso continuem a não aceitar essas exigências, há dois caminhos: a imposição do islão pela força; ou a secessão dos territórios maioritariamente muçulmanos.
    Leia estas palavras de Alija Izetbegovic, líder muçulmano bósnio, retiradas de um livro escrito em 1970 (uma vintena de anos antes da Guerra dos Balcãs) – The Islamic Declaration:

    ” Islam contains the principle of ummet, i.e. the tendency towards unification of all Muslims into a single community – a spiritual, cultural and political community. Islam is not a nationality, it is above nationalities. …”

    “… the Islamic movement should and must start taking over the power as soon as it is morally and numerically strong enough to not only overthrow the existing non-Islamic, but also to build up a new Islamic authority. …”

    Os resultados nos Balcãs são conhecidos: a constituição de dois estados islâmicos em menos de vinte anos.

    Aos defensores da liberdade individual, eis o que Izetbegovic (que era considerado moderado pelo Ocidente) tem a dizer:
    “… A Muslim generally does not exist as an individual. If he wishes to live and survive as a Muslim, he must create an environment, a community, an order. He must change the world or be changed himself. History knows of no true Islamic movement which was not at the same time a political movement as well. This is because Islam is a faith, but also a philosophy, a set of moral codes, an order of things, a style, an atmosphere – in a nutshell, an integral way of life. …”

    Há dias lembrei-me da nossa conversa neste espaço sobre o adhan, o chamamento para a oração, e a fé, quase religiosa, que o Miguel deposita na aplicação aos templos muçulmanos das leis ocidentais do ruído. Foi enquanto escrevia este postal: http://tambemistoevaidade.blogspot.com/2009/12/os-minaretes-e-o-adhan.html

    Cumprimentos,

  2. Em princípio, estou de acordo com o texto, embora me parece bastante falacioso alargar o argumento da reciprocidade à homossexualidade e ao adultério, i.a.. Aí o caso é precisamente o oposto: não podemos permitir que os muçulmanos que cá vivem apliquem entre si as punições que lá aplicam, ou seja, que haja dois sistemas legais, consagrando a existência de uma nação islâmica, a umá, definida por uma lei e uma religião, independentemente de fronteiras.
    Cada problema, sua solução.
    A minha objecção à argumentação do artigo e a minha defesa da proibição de construção dos minaretes (e doutras medidas semelhantes a ponderar) é circunstancial: a nossa tradição política e jurídica prevê excepções em situações excepcionais. Eu julgo que, no ponto em que a islamização do Ocidente se encontra, podemos invocar uma espécie de lei marcial para lidar com o islão.

    A aplicação do princípio da reciprocidade só é viável entre estados?
    De acordo. Comece-se hoje mesmo.

    Quanto a condenar os emigrantes a pagar os crimes dos seus governos, é um ponto interessante que se pode virar imediatamente do avesso: alguns dos mais sonoros opositores da sharia no Ocidente, da construção de minaretes, enfim, da necessidade de deter o avanço do islão no Ocidente, não já pelo poder militar, mas pela força demográfica, são justamente pessoas que saíram do islão, não por razões financeiras, mas por motivos político-religiosos (redundância, tratando-se do islão).
    Passe lá pelo meu blogue e veja a etiqueta “Apóstatas”, ou vá directamente ao Faith Freedom International (http://www.faithfreedom.org/), ao Former Muslims United (http://formermuslimsunited.americancommunityexchange.org/), ao Muslims Against Sharia (http://muslimsagainstsharia.blogspot.com/).

    Quanto a não permitirmos que sejam os estados islâmicos a ditar quais os nossos padrões na forma de lidar com os muçulmanos entre nós, é isso, em última análise, que se pretende evitar: a doutrina islâmica, como a história recente o demonstra, postula que, assim que os muçulmanos tiverem poder suficiente num determinado território, devem exortar os infiéis a converter-se; caso neguem, devem fazê-los aceitar a soberania política do islão; caso continuem a não aceitar essas exigências, há dois caminhos: a imposição do islão pela força; ou a secessão dos territórios maioritariamente muçulmanos.
    Leia estas palavras de Alija Izetbegovic, líder muçulmano bósnio, retiradas de um livro escrito em 1970 (uma vintena de anos antes da Guerra dos Balcãs) – The Islamic Declaration:

    ” Islam contains the principle of ummet, i.e. the tendency towards unification of all Muslims into a single community – a spiritual, cultural and political community. Islam is not a nationality, it is above nationalities. …”

    “… the Islamic movement should and must start taking over the power as soon as it is morally and numerically strong enough to not only overthrow the existing non-Islamic, but also to build up a new Islamic authority. …”

    Os resultados nos Balcãs são conhecidos: a constituição de dois estados islâmicos em menos de vinte anos.

    Aos defensores da liberdade individual, eis o que Izetbegovic (que era considerado moderado pelo Ocidente) tem a dizer:
    “… A Muslim generally does not exist as an individual. If he wishes to live and survive as a Muslim, he must create an environment, a community, an order. He must change the world or be changed himself. History knows of no true Islamic movement which was not at the same time a political movement as well. This is because Islam is a faith, but also a philosophy, a set of moral codes, an order of things, a style, an atmosphere – in a nutshell, an integral way of life. …”

    Há dias lembrei-me da nossa conversa neste espaço sobre o adhan, o chamamento para a oração, e a fé, quase religiosa, que o Miguel deposita na aplicação aos templos muçulmanos das leis ocidentais do ruído. Foi enquanto escrevia este postal: http://tambemistoevaidade.blogspot.com/2009/12/os-minaretes-e-o-adhan.html

    Cumprimentos,

  3. Miguel

    Continuo perplexa com a ingenuidade dos especialistas. Como a deste texto de “Albert Esplugas Boter (Instituto Juan de Mariana)”.
    A não ser… que estes especialistas partilhem dos objectivos a longo-prazo. E aí as suas opiniões já não se inscreveriam em “ingenuidade ocidental”, mas em “preparação psicossociológica dos europeus” para o que aí vem ou para ou que se lhes prepara.

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