O culto da barbárie (3)

Comentário de Carlos Vidal neste post (está a responder a outro comentário de Daniel Oliveira)

Com Daniel Oliveira não há palavras para tanta perspicácia, talento táctico, amor à esquerda, à transformação social educada e ordeira no quadro do estado de direito (do voto e da livre escolha). Depois de Foucault-Deleuze-Guattari (uau!!, as coisas que vamos aprendendo), parece que para os adeptos do Estado de Direito (uma expressão estúpida para estúpidos, ou pior do que isso), o louco continua sem ter acesso à expressão política e a participar nas vésperas de qq coisa que até pode ser o caos ou a revolução. Eu, por mim, gostaria de integrar o louco na revolução.

O meu apreço por estes actos de “dementes” (mas dementes lógicos, pá) aproxima-me de uma circulação fluxista e energética proto-fascista (como aqui alguém debitou sobre um dos meus textinhos) que muito me agrada. É pois nessa ligação entre proto-fascismo e comunismo que eu trabalho. Agora vejo que o sr, jornalista do Expresso (uau!), Daniel Oliveira está definitivamente domesticado e bem domesticado – pela legalidade democrática, pela livre iniciativa e pelo (lá voltamos à mesma merda) Estado de Direito (ufa). Que prosa pomposa e que coisa digna. Que elevação humana e respeitadora dos outros!!

Você é um personagem daquele livrinho de Peter Sloterdijk (um proto-fascista genial) que nos fala do humanismo e do Estado de Direito como formas de amansamento da espécie humana. Mas, o pior é que o Daniel Oliveira já está de antemão amansado, anestesiado na não-violência do novo “parque humano” da harmonia “democrática”. Confuso, senhor?? Então, eu explico outra vez: não confio no amansamento da espécie, não o pretendo (abomino o humanismo) – aqui sou proto-fascista (e convicto seguidor das perversões bataillianas); mas gostaria que elas fossem aplicadas, bem aplicadas, servindo a revolução socialista (não democrática, obviamente, e não pacífica – porque isso não faz sentido nenhum, só na cabeça domesticadinha de DO). Percebeu? portanto, proto-fascista e comunista, aspiro à ponte possível entre estes dois campos na produção de uma violência direccionada ao abate da mediocridade. Percebeu?? Do que não gosto mesmo é da “legalidade democrática”. Oh, isso não, nunca.

Passe bem e apareça de vez em quando. É sempre um prazer ver e ler um “cidadão”.

LEITURAS COMPLEMENTARES: O culto da barbárie, O culto da barbárie (2)

5 pensamentos sobre “O culto da barbárie (3)

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