Change

“Do Estado de Direito na América” de Luciano Amaral (Gato do Chesire)

Era o tempo da arbitrariedade bushista: Guantánamo e os tribunais militares estavam ao nível do Gulag (não invento…). Agora, no luminoso tempo obamista, afinal Guantánamo não fecha. Mas, para compensar, Khalid Sheikh Mohammed (KSM, um dos autores do 11 de Setembro de 2001) vai ser julgado num tribunal civil em Nova Iorque. Há alguém preocupado com isto? Não vale a pena: o Attorney General (Eric Holder) garantiu que se KSM não for condenado também não será libertado, e o próprio Presidente garantiu que KSM será executado. A questão é: para que serve um julgamento com todas a garantias de processo se a condenação está garantida à partida? Deve ser para mostrar respeito pelo Estado de Direito (que isto é tanto lá como cá…).

7 pensamentos sobre “Change

  1. Nando

    Gostava de ouvir a vossa opinião acerca da pena de morte.

    Raras vezes ouvi alguém comentar que Guantánamo estivesse ao nível dos Gulags.

  2. Nando, gosto do seu nome.
    Para além disso, sou contra pena de morte, embora me pareça muito diferente a pena de morte nos EUA, onde não há presos políticos e há garantias de processo, da pena de morte na China ou no Irão.
    Quanto à comparação com o Gulag, a coisa foi iniciada pela Amnistia Internacional em 2005 (veja o link http://www.guardian.co.uk/world/2005/may/26/usa.guantanamo) e a partir daí multiplicou-se. A Amnistia Internacional não é propriamente uma organização low profile e cujas declarações não tenham repercussões.

  3. Carlos Duarte

    Caro Luciano Amaral,

    Peço primeiro desculpa pelo comentário ser aqui e não no seu blog, mas não comento em blogs que exijam registo.

    Que o KSM vai ser condenado à morte é uma evidência, que não deixa de ser uma estupidez por parte de Obama afirmá-lo. Ficaria agradavelmente surpreendido se o dito cujo fosse condenado a pena perpétua, mas tal não vai acontecer. O espírito americano – para bem e para mal – é demasiado “blood and guts” para isso acontecer.

    Quanto à comparação com a China ou o Irão, no caso da pena de morte não me interessa minimamente o “due process”. A resistência que o sistema judicial americano estar a por à reabertura de casos de condenados eventualmente inocentes diz-me tudo o que quero saber sobre a aplicação do mesmo nos EUA.

  4. Joaquim

    Caro Miguel,
    É para queimar o Bush. Enquanto a populaça se diverte com o julgamento, o Senado aprova a reforma da saúde.
    O video do Holder no Senado é impagável.

  5. OLP

    A comparação com os gulags não se pode fazer pela simples razão de que os que agora dizem que Guantanamo é um gulag nunca reconheceram e passaram mais de 70 anos a nega-lo.
    Que me desculpem os outros que sempre lutaram para que fossem reconhecidos os gulags onde milhões foram escravizados,torturados a morrer á fome e de doenças.

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