Como falir o SNS em dois anos: ouvir as “esquerdas socialistas”

É para isto que servem as esquerdas socialistas

«O Governo vai acabar com as taxas moderadoras no internamento e na cirurgia de ambulatório no Orçamento de Estado para 2010.»

 Susete Francisco no DN. Agora só falta acabar com as outras taxas no SNS. Eliminar os mecanismos que tomam os cidadãos por predadores. Romper com a herança liberal de Correia de Campos.

João Rodrigues, nos Ladrões de Bicicletas, dá-nos mais um bom motivo para que nos afastemos, como país, das esquerdas socialistas. Em dois anos, voltaríamos ao caos nas urgências, à busca indiscriminada de serviços de saúde desnecessários. O SNS já tem dificuldades de sustentabilidade, com os Ladrões de Bicicletas e companhia, davamos o passo que falta rumo à falência.

11 pensamentos sobre “Como falir o SNS em dois anos: ouvir as “esquerdas socialistas”

  1. Rodrigo,

    não, não li o João Rodrigues, porque as teses dele, pura e simplesmente, não me interessam.

    Mas interessam-me as suas, Rodrigo, por isso lhe perguntei se é favorável àquelas taxas moderadoras que o governo acaba de abolir. É que o seu partido exultou…

  2. Caro avoura,
    Não sou contra a abolição de taxas moderadoras, em intervenções onde a decisão não compete ao doente, mas ao médico (aí o efeito de moderação não existe, funcionando, na prática, como co-pagamento). Sou a favor das taxas moderadoras, quando elas se situam na esfera de intervenções onde o doente deve ser o primeiro a avaliar da sua necessidade. O caso das urgências, e de algumas consultas, são bons exemplos de situações onde devem prevalecer as taxas moderadoras.

  3. RAF,

    agradeço a sua resposta.

    A decisão nunca compete ao médico. O médico pode fazer uma recomendação, mas o doente é sempre livre de ficar com a sua doença.

    Por exemplo, quando recebem a recomendação de ser operados, muitos doentes o que fazem é… procurar outro médico.

    Pessoalmente penso que se deveria caminhar no sentido da medicina paga pelo utente (a partir de poupanças obrigatórias por lei). Portanto, quase tudo deveria estar sujeito a taxas moderadoras que, de facto, deveriam subir, não descer. O Estado só deveria pagar os tratamentos médicos a crianças e a doentes crónicos, tratamentos urgentes de salvamento de vida, e análises de caráter preventivo.

  4. Nuno Branco,

    sim, poupança obrigatória por lei, tal como os seguros de saúde são obrigatórios por lei por exemplo na Alemanha.

    Haveria descontos obrigatórios nos salários. No entanto, esses descontos seriam propriedade exclusiva de quem os fez, isto e só poderiam ser utilizados por ele, e apenas para pagamento de cuidados de saúde (ou de um seguro de saúde). A pessoa seria responsável por aplicar esses descontos em produtos bancários intitulados “Contas-Poupança Saúde”, ou então diretamente em seguros de saúde.

    É este o sistema utilizado em Singapura.

  5. Uma coisa é um seguro, outra coisa é uma poupança. Posso ter poupança sem ter seguro? Posso ter seguro e abdicar da poupança? E se quiser comprar uma casa aos 60 anos e nunca tiver estado doente a vida inteira posso usar a “poupança obrigatória” para a casa ou tenho que me endividar porque só posso usar o dinheiro quando estiver a morrer?

    E se tiver uma deficiência genética tenho que poupar mais que os outros? E se tiver desempregado como é que cumpro a “obrigação”? E porque é que as coisas têm de ser sempre “obrigadas”? Porque é que os outros acham sempre que sabem o que é melhor para mim?

  6. GriP

    Save or die!!

    O Lavoura vai colocar uma pistola a cabeça de quem não poupar!
    Quem não poupou, pimba, levou!

  7. Caro Lavoura,
    Não discordo do que diz. A minha posição é a de taxas moderadoras cobradas no quadro do actual modelo, isto é, do SNS. Agora, o SNS não é propriamente o modelo teórico que defendo, nem de longe, nem de perto. Só que não posso abstrair que ele está aí, e portanto, funciona como ponto de partida para o que se defende em termos de políticas públicas.

  8. Eu confesso preferir a solução Suíça onde existe seguro (mínimo) obrigatório e não poupança. Mesmo assim não vejo razão para impedir as pessoas de correr um risco que querem correr.

    Acresce o facto de que a solução Suíça não pode ser importada para Portugal devido às diferenças de politicas de imigração. É que se o seguro (ou a poupança) é obrigatória é claro, mais cedo ou mais tarde, que nem todos podem fazer frente à obrigação. Ou seja, alguém vai ter de pagar pelo seguros dos outros. Num país como Portugal de fronteiras amplamente abertas é impossível protegermo-nos do “free riding” algo que a Suíça faz muito eficazmente (há casos mas são uma minoria).

    Obviamente a solução é deixar cair a parte da obrigatoriedade e não fechar as fronteiras.

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