Uma redundância chamada Pedro

Excerto da Crónica de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias.

Pedro Passos Coelho é candidato à liderança do PSD, não é? A dúvida justifica-se pela frequência e simpatia com que destacados socialistas invocam o seu nome. Desculpem a metáfora futebolística, mas se Pinto da Costa recomenda um jogador ao Benfica ninguém acredita que o sujeito não manque de uma perna. Curiosamente, muitos benfiquistas, perdão, muitos filiados no PSD mostram-se dispostos a aceitar a recomendação e a eleger o coxo, perdão, o dr. Passos Coelho presidente do partido.

Entre os filiados, o argumento, pelos vistos, é o de que o PSD precisa de um líder relativamente jovem, “fresco” embora nascido e crescido na escola partidária, dono de retórica fácil e inconsequente, populista, ambicioso e sem grandes convicções a perturbar-lhe a cabeça. Logo, o PSD precisa do eng. Sócrates. Dado que este saiu para o PS há uns anos, o dr. Passos Coelho é a alternativa perfeita. Tão perfeita, aliás, que não se distingue de que modo o dr. Passos Coelho é alternativa ao actual primeiro-ministro.

51 pensamentos sobre “Uma redundância chamada Pedro

  1. Ricardo G. Francisco

    Eu acabo por não entender.

    Desde quando é que um discurso que passa pela redução do peso do estado, pela saída do Estado da economia e por aí adiante é um discurso populista?

    Eu entendo que não se goste do PPC por várias razões. Não o ataquem por ter “um discurso populista”…fica mal por pecar na lógica. Um dia o discurso liberal “não dá votos” no dia seguinte…é populista. Eu não digo que PPc seja ou não seja de forma coerente um liberal, apenas digo que consistentemente tem o discurso mais liberal no campo económico dos responsáveis políticos com tempo de antena.

  2. “Parece-me que a única coisa “liberal” no PPC é a liberalidade com que aplica o termo às suas propostas.”

    Nesse sentido só é mesmo ultrapassado pelos “liberais” aqui d’O Insurgente…

  3. Pingback: Agora vende-se de tudo «

  4. Nop, apenas acho engraçado que vocês não tenham a “coragem” de se definirem como conservadores que são.

    Mais estranho que um Liberal-conservador, só mesmo um liberal-comunista…

  5. “Agora a sério: consegue dizer liberal-conservador com uma cara séria?”
    Você preocupa-se mesmo com estas coisas. Estes socialistas estão sempre a meter-se na vida dos outros.

  6. Simples curiosidade. Mas se pensar um pouco são os conservadores que se metem na vida dos liberais ao se apelidarem de “Liberais-conservadores”.

    É que sou um eterno curioso da motivação humana. Neste caso deixa-me curioso o que leva um conservador a se apelidar de liberal em Portugal. Será vergonha?

  7. Ou seja, a sua linha de raciocinio é que um conservador em Portugal apelida-se de liberal por ignorância da minha parte. Dito de outra forma a minha ignorância transmite-se via digital e contamina o Miguel e leva-o a afirmar que é um liberal-conservador.

    Interessante no minimo…

  8. Tiago,

    Lamento mas neste caso não sou eu que confundo os conceitos. Em Portugal ser-se conservador implica por definição não se ser liberal (dado os vários valores conservadores que defendem). Aliás é sintomático que a forma que utilizam para se definirem é “somos liberais na economia e conservadores nos costumes”. Ora o “liberal” aqui apenas significa que defendem a teoria neoclassica da economia. Ou seja ideologicamente nunca se enquandram dentro do movimento/ideologia liberal.

    Aliás é sintomático que apelidem os liberais-sociais de socialistas quando os mesmos em todo o mundo fazem parte do espectro liberal. O mesmo já não se pode dizer do conservadorismo que raramente se enquadra no espectro liberal.

    Mas em Portugal, à boa maneira avestruziana tuga, não vos interessa o mundo para além das vossas teclas. O que defendem é conservadorismo. Afirmarem que são liberais-conservadores é de uma ignorância atroz, que apenas consigo justificar por vergonha em se afirmarem conservadores.

    Basicamente um “liberal-conservador” em Portugal é um conservador “lapa” que faz free-riding dos liberais…

    Miguel,

    Confesso que sou ignorante, mas eu ao menos tenho consciência da minha ignorância, atributo que claramente não tem.

  9. Maria João Marques

    “Parece-me que a única coisa “liberal” no PPC é a liberalidade com que aplica o termo às suas propostas.”

    Nem mais.A Alemanha comunista também se chamava ‘democrática’.

  10. João,

    É precisamente lá por fora que podes encontrar alguns exemplos – actuais e da história recente – que mostram a enorme confusão de conceitos que vai na tua cabeça.

    Obviamente que ser conservador não implica não ser liberal. Nem em Portugal nem em nenhuma parte do mundo. Conceptualmente, ambos os termos chegam mesmo a confundir-se com bastante facilidade noutras paragens.

    E se é de aberração conceptual de que falamos, o que dizer do termo “liberal-social”?

  11. Tiago,

    Começando pelo fim: “E se é de aberração conceptual de que falamos, o que dizer do termo “liberal-social”?”

    É uma corrente ideologica e politica que teve o seu inicio nos países escandinavos e Holanda, salvo erro e que sempre se enquadra dentro da corrente ideologica do liberalismo. Se quiseres vai à página do MLS e das demais organizações e perde um pouco do tempo para estudar o liberalismo-social.

    Em Portugal implica pois os costumes são anti-liberais. Se é verdade que um conservador pode ter uma componente liberal e em alguns pontos se cruzarem a verdade é que raramente se confundem os dois por esse mundo fora (aliás o unico exemplo de um partido que se intitula conservador e liberal é o do Geert Wilders).

    Eu não vejo o problema do conservadorismo em Portugal se modernizar, e de a corrente que defende menos Estado ganhe visibilidade, mas saltar para um campo ideológico diferente é algo de anormal.

    Mais, não vejo qual o problema de o conservador defender a sua ideologia enquanto conservador (mesmo que defendendo posições liberais em alguns – poucos – campos) sem criar uma figura mitológica.

    Como disse não é o facto de uma pessoa defender uma teoria neoclássica na economia que faz dele um liberal. Dentro do liberalismo à quem defenda e à quem se oponha, mas não é esse o fato que distingue o liberal. É a visão da sociedade e de toda a estruturação da mesma que distingue e distingue claramente o conservador do liberal, estando em Portugal em campos opostos.

  12. João,

    Entendendo eu que o liberal tem por oposição o socialista, ser liberal-social representa para mim um caso de bipolaridade que dificilmente entenderei.

    “o facto de uma pessoa defender uma teoria neoclássica na economia que faz dele um liberal.” Talvez não. Mas não é certamente o facto de defender a legalização do consumo de drogas, o casamento homossexual ou a eutanásia, que o torna tal coisa.

    Já agora, também és daqueles que acha que pessoas como eu, ou as que escrevem aqui n’O Insurgente ou, por exemplo, partidos como o CDS, só defendem medidas liberais na economia?

  13. “Como disse não é o facto de uma pessoa defender uma teoria neoclássica na economia que faz dele um liberal.”

    Fantástico. Quer explicar-me o que entende o por teoria economica neoclassicia e como enquandra nela a Austrian Business Cycle Theory?

  14. Tiago,

    Julgo que não. Aliás gosto de ver como 3 correntes diferentes: o conservadorismo, o liberalismo e a social-democracia (que presumo é o que te referes quando mencionas socialismo). E julgo que dependendo da temática podem ou não ser oponentes (embora em ultima análise os 3 vectores são sempre oponentes).

    Quando afirmo que em Portugal são tendencialmente oponentes (liberalismo e conservadorismo) tem a ver com a nossa história, o nosso passado.

    Os nossos costumes são tudo menos liberais.

    “Já agora, também és daqueles que acha que pessoas como eu, ou as que escrevem aqui n’O Insurgente ou, por exemplo, partidos como o CDS, só defendem medidas liberais na economia?”

    Se me conhecesses saberias que responderia que não. No entanto o vosso foco dominante é a economia, e na maioria das situações, que não me importaria de debatermos, presumo que adoptam posições conservadores e não liberais.

    Podemos começar já por três: o casamento entre
    pessoas do mesmo sexo, a IVG e igualdade de oportunidades? qual a tua posição?

    “Mas não é certamente o facto de defender a legalização do consumo de drogas, o casamento homossexual ou a eutanásia, que o torna tal coisa.”

    Claro que não. Depende muito das motivações com que o defendem. E são essas motivações/justificações que acabam a meu ver por determinar a posição ideológica da pessoa. Mas, por exemplo, para mim é impossível ser-se contra o testamento vital e suicidio assistido (não numa lei em particular mas no conceito em geral) e ser-se liberal.

  15. “Bem, vou fingir que a tua pergunta faz algum sentido e responder em conformidade. A visão de que o mercado como melhor solução”

    Bem, vamos parar a conversa por aqui. Já provou que não faz a mínima ideia do que está a falar.
    Como já tive oportunidade de lhe dizer a sua ignorância assume níveis patéticos.O pior é que, como neste caso, você nem se apercebe disso.

  16. João, estás claramente desatento. Não há em Portugal quem defenda medidas mais liberais em matérias como, por exemplo, educação, saúde, segurança social (questões sociais da maior relevância) do que pessoas como eu ou partidos como o CDS. Sobre essas questões que me colocas, se me conhecesses, saberias que não as acho particularmente relevantes, sequer ao ponto de definir ideologicamente alguém – se é verdade que a aceitação, por exemplo, do casamento gay pode ser feita por motivação liberal, não é menos verdade que pode ser feita por questões de progressismo ou modernismo tão em voga, aparentemente, para os teus lados.

    Percebe-se que uma boa parte da tua atenção é dada a matérias de costumes, e a tua definição ideológica de alguém está intimamente ligada a eles. Mas sendo o seu peso tão insignificante e relativo, acho que vês as coisas de uma forma muito redutora que te leva a formar preconceitos que te levam para bem longe da realidade.

  17. …e neste caso fui eu que me enganei, pois não li correctamente a sua pergunta.

    Terei que ser muito breve pois continuo a achar a sua pergunta sem sentido para o que estamos a discutir. Mas a minha resposta dado a sua pergunta:

    “Quer explicar-me o que entende o por teoria economica neoclassicia e como enquandra nela a Austrian Business Cycle Theory?”

    é que por si só não faz sentido.

    Basicamente, e como existem outras pessoas melhores do que eu a descrever entendo por teoria neoclássica:

    “Neoclassical economics is a term variously used for approaches to economics focusing on the determination of prices, outputs, and income distributions in markets through supply and demand, often as mediated through a hypothesized maximization of income-constrained utility by individuals and of cost-constrained profits of firms employing available information and factors of production, in accordance with rational choice theory.”

    Basicamente a base de toda a economia que como comumente conhecemos, ou dito de outra forma mainstream economics (a minha enfase vai neste ponto na modelização de mercado e do actor do mercado, as relações de oferta e procura e a teoria de escolha racional e a maximização de mercado).

    Como não sou economista e nunca tinha dado Austrian Business Cycle Theory tive de ir ver o que era.

    Uma vez mais aqui fica uma brevissima descrição:

    “The Austrian business cycle theory is an explanation of the phenomenon of business cycles held by the Austrian School of economics.”

    Ora como o que eu tinha entendido da sua questão era o de saber o que ambos têm em comum, pareceu que a unica coisa que consegui encontrar era mesmo esse que afirmei.

    Ora continuo sem entender, se era para demonstrar que eu não tirei um curso em economia, bastava perguntar. Se era para enquadrar no debate ideologico (e relembro que economia é uma ciência não uma ideologia) parece-me completamente despropositado. Se era para me dar uma lição de economia, não se preocupe que quando eu quero saber eu pergunto a quem sabe.

    Agora, você só para uma conversa de duas formas: ou cala-se ou censura-me, a escolha é sua.

    P.S. Agora gostaria mesmo era que você respondesse à sua própria questão, mas isso desconfio que não o vai fazer.

  18. “Entendendo eu que o liberal tem por oposição o socialista, ser liberal-social representa para mim um caso de bipolaridade que dificilmente entenderei.”

    Não me parece que os “liberales” espanhóis adeptos da constituição da Cádis (os inventores do “liberalismo” enquanto movimento politico) tivessem como opositores os socialistas.

    Imagino até que um conservador anti-liberal possa argumentar que o socialismo e o liberalismo são irmão gémeos, ou que é o filho do outro, ou coisa assim (um fascista dirá a mesma coisa, substituindo “socialismo” por “marxismo”)

  19. “Agora, você só para uma conversa de duas formas: ou cala-se ou censura-me, a escolha é sua.”
    Bem os pedidos de censura costumam ser aceites e não se esqueça que não está na sua casa.

    Quanto à minha pergunta a explicação é simples. A ABCT (várias vezes aqui referida a propósito da crise financeira) não se enquandra na sintese neoclassica mas sim na Escocla Economica Austrica. É o um erro tremendo dizer que somos “neoclassicos”. E se tivesse entendido alguma coisa da definição que copiou percebia quanto o paradigma da escola austriaca dela se afasta

    Aliás, tal como você, há muitos não economistas por aqui. Alguns tem pouco ou nenhum interesse no assunto pelo que não costumam abordar o tema. Ao contrário de si não gostam de falar do que não sabem.

  20. Tiago,

    Vês como estamos realmente em campos opostos?

    A nossa percepção do que é importante é completamente distinta. E é mesmo por isso que eu acho que se confirma que um conservador (tu) e um liberal (eu) não estão no mesmo campo.

    E já agora, tal como nos costumes, por se defender determinadas posições liberais na economia não faz da pessoa liberal.

    Aliás parece-me que não existe questões mais importantes do que questões de direitos fundamentais, não achas? Acho que talvez seja esta questão que acaba por distinguir os conservadores dos liberais, a preocupação por direitos fundamentais (por favor não interpretes com uma carga negativa, pois não é minha intenção).

    “Mas sendo o seu peso tão insignificante e relativo, acho que vês as coisas de uma forma muito redutora que te leva a formar preconceitos que te levam para bem longe da realidade.”

    Aqui acho que estás enganado, são nestes pequenos, grandes pormenores que se consegue realmente distinguir e separar as aguas.

    A economia é uma pequena parte do todo que é a sociedade e principalmente o individuo…

  21. “Não me parece que os “liberales” espanhóis adeptos da constituição da Cádis (os inventores do “liberalismo” enquanto movimento politico) tivessem como opositores os socialistas.

    Imagino até que um conservador anti-liberal possa argumentar que o socialismo e o liberalismo são irmão gémeos, ou que é o filho do outro, ou coisa assim (um fascista dirá a mesma coisa, substituindo “socialismo” por “marxismo”)”

    O Professor Moreira propõe um triÂngulo em que em cada vértice estão “socialismo”, “liberalismo” e “conservadorismo”.

  22. “Não há em Portugal quem defenda medidas mais liberais em matérias como, por exemplo, educação (…) do que pessoas como eu ou partidos como o CDS”

    Só uma questão (vinda deste socialista que não tem qualquer pretensão a ser liberal) – o que acha o Tiago Loureiro do conceito de “chumbo por faltas”?

  23. Miguel,

    Se tivesses pensado um pouco, e enquadrado a minha frase com a discussão perceberias perfeitamente que o modelo neoclássico da economia, das teoria que falei, estão na génese da temática ideológica.

    Mesmo o ABCT não se afasta do modelo (escolha racional, dinamicas, etc..) que está por base na teoria neoclássica.

    Obviamente não iria me estar a referir numa discussão ideológica a outros coisas que não a base e a modelização conceptual da sociedade que a teoria neoclassica faz.

    O keynes era neoclássico e não te passou pela cabeça que te estava a apelidar de Keynesiano quando mencionei a teoria neoclássica, pois não?

  24. «O Professor Moreira propõe um triÂngulo em que em cada vértice estão “socialismo”, “liberalismo” e “conservadorismo”.»

    Essa já está muito vista – eu prefiro talvez uma pirâmide triangular (senão ainda acabamos com Proudhon e o Olof Palme mais ou menos no mesmo sitio…)

    Já agora, o que é que aconteceu ao Passos Coelho no meio disto tudo?

  25. “Mesmo o ABCT não se afasta do modelo (escolha racional, dinamicas, etc..) que está por base na teoria neoclássica.”
    Se percebesse do assunto sabia que o que acabou de dizer está errado e continuo sem perceber onde é que entra a sintese neoclassica nesta história.

  26. Ricardo G. Francisco

    Miguel,

    Continuo com a mesma pergunta. É ou não é verdade que PPC tem o discurso mais liberal no campo económico dos políticos com tempo de antena? É ou não é verdade que este tipo de discurso tem sido rotulado como impróprio para consumo das massas socialistas tugas? Como é que isto é compatível com dar-se o apelido de populista a PPC?

    E repito. Com isto não estou a dizer que PPC é coerente se o objectivo dele é aproximar-se do liberalismo clássico. Por mim já me basta que se afaste do socialimo reinante tanto no PSD como no CDS, independentemente de existirem em ambos os partidos indivíduos muito longe disso. Simplesmente não têm voz. Espero que quando tenham tambem usem esses discursos “populistas” com propostas para acabar com o Estado “empresário”.

    PS: Já estava com saudades de ver mls’s a serem doutrinados…

  27. “É ou não é verdade que PPC tem o discurso mais liberal no campo económico dos políticos com tempo de antena?”
    Até agora não vi nada. E o que me afasta dele não qualquer afastamento do discurso com uma suposta realidade.

  28. “Primeiro uma questão: porque é que está errado?”
    Porque uma das críticas da escola austriaca é precisamente a modelização matemaática e o mecanicismo da sintese neoclassica.

  29. A respeito do Keynes, do ABCT e dos neo-clássicos, eu (que percebo mais do 1º e do 3º do que do 2º) até acho o keynesianismo e o austrianismo muito mais parecidos entre si do dos neo-clássicos: um neo-classico puro nunca aceitaria a ideia que uma expansão monetária podesse ter efeitos (bons ou maus) sobre a economia real além de fazer subir os preços nominais.

  30. Ricardo G. Francisco

    Miguel,

    Pode dizer que não vê resultados, mas para dizer que não vê o homem com esse discurso nas entrevistas é sinal de que não viu as entrevistas de todo. Assim entendo a concordância com o post linkado. Sugiro que da próxima entrevista de fundo perca tempo para a ouvir porque verá que é um discurso bastante diferente do claramente de matriz “social-democrata” da actual lider do PSD.

    Reforço que o que me faz confusão não é a defesa ou ataque ao PPC. O que me faz confusão é a argumentação falaciosa. Quando se vai por esse caminho todos os outros argumentos, os bons, perdem valor e credibilidade por osmose.

  31. Pelo que li e ouvi até agora, nada me leva a acreditar que o liberalismo seja mais que um rótulo. Não é caso único na classe política.
    Há também outras questões que não me apetece discutir aqui.

  32. Miguel,

    Peço desculpa pelo atraso na resposta. Irei ler o link que me deu e depois comentarei.

    Tiago,

    Neste caso não é a arrogância de colocar rotulos. Só acho que é clarificador que os nomes traduzam o mais claro possivel a posição ideológica que uma pessoa defende, nada mais que isso, e servem apenas como ponto de partida e não, a meu ver de chegada. Uma errada denomição induz em erro o interlocutor e para mim “liberal-conservador” induz nesse erro. Julgo que se tornaria mais claro apelidarem-se apenas de conservadores, seria mais verdadeiro (próximo da realidade) que o que utilizam.

  33. Ricardo G. Francisco

    Miguel,

    PPC defende declaradamente e reiteradamente que o Estado aliene as suas participações em empresas, incluindo CGD. O fim do Estado empresário. Esta posição clara está “a milhas” de qualquer outra posição de ilustres quer do PSD quer do CDS que nunca o são capaz de dizer mesmo que acreditem que este passo é fundamental. Porque é que não o dizem? Porque acham que perderiam votos. PPC tem um discurso contrário ao que os dirigentes do PSD ou do CDS entendem como o mais “popular”. Repito, dar o nome de populista ao discurso do PPC não é honesto. E a haver uma discussão sobre qual o próximo líder do PSD que esta parta não de ataques com soundbytes mas sim com conteúdo. Ataquem-no por causa das ligações, por causa do progressismo nos costumes….mas ataquem-no de forma séria, sem a utilização de argumentos falaciosos.

  34. É verdade. As ligações de PPC não são mesmo nada recomendaveis. Mas isso é apenas mais um ponto negativo. Tal como o seu percurso político-profissional, por exemplo.

  35. Ricardo G. Francisco

    Miguel,

    Então façam o ataque por aí. Não chamem o chamem é de populista só porque é popular com as senhoras…

    Se não há um confronto de ideias honesto dentro do partido nunca poderá haver uma passagem clara de ideias para fora do partido. Se o PSD quiser ter alguma coisa com o eleitorado jovem 20-35 anos tem de assumir que tem de discutir ideias mesmo que estas sejam tão pouco populares como a privatização generalizada do sector empresarial do Estado. Alas liberais do PSD não têm nada a ganhar em atacar essas ideias com o epíteto de “populistas”. Eu imagino as gargalhadas que dão os socialistas quando vêm estas pegas.

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