Portugal visto a partir do planeta Kleptócyclos

Se pudesse, o Ladrão de Bicicletas João Rodrigues, subtrairia muito mais que simples velocípedes. Em artigo no i, ao qual cheguei via João Galamba (o que mostra o quanto as ideias mirambolantes da extrema-esquerda fazem inroads dentro da bancada do PS), escreve:

«As reformas deverão diminuir a desigualdade económica excessiva, que está cada vez mais associada a problemas sociais, incluindo a prevalência de doenças mentais (consulte-se http://www.equalitytrust.org.uk). Aumente-se a progressividade do sistema fiscal; taxe-se o consumo ostentatório, que só promove as importações e a degradação ambiental; taxem-se as mais-valias fundiárias, que só promovem a corrupção no urbanismo; reintroduza-se um imposto sucessório bem desenhado para promover a ideia de que o futuro está aberto para todos.

As reformas necessárias requerem imaginação institucional e alianças políticas, orientadas por princípios socialistas.»

Aumente-se. Taxe-se. É tão fácil ignorar como o actual sistema fiscal já é enormemente progressivo; esquecer os efeitos depressivos que impostos altíssimos tiveram nas economias que os adoptaram no final dos anos 60 e durante os anos 70. É preciso muita “imaginação institucional”, de facto, para pensar, primeiro, que tais medidas são justas e, segundo, que terão resultados diferentes do que tiveram no passado. Cada vez mais o socialismo se define como a teimosia de repetir experiências desastrosas na expectativa de resultados diferentes.

ClimateGate (19): Oops

Times Online

SCIENTISTS at the University of East Anglia (UEA) have admitted throwing away much of the raw temperature data on which their predictions of global warming are based.

It means that other academics are not able to check basic calculations said to show a long-term rise in temperature over the past 150 years.

The UEA’s Climatic Research Unit (CRU) was forced to reveal the loss following requests for the data under Freedom of Information legislation.

The data were gathered from weather stations around the world and then adjusted to take account of variables in the way they were collected. The revised figures were kept, but the originals — stored on paper and magnetic tape — were dumped to save space when the CRU moved to a new building

Democracia não é sinónimo de liberalismo

…e o problema não se restringe aos referendos. Como já pudemos comprovar por diversas vezes nem sempre o voto maioritário garante o respeito pela liberdade dos individuos. Aliás, com o selo aprovador da maioria, temos assistido à intromissão do Estado nos comportamentos privados, à inversão do ônus da prova e ào derespeito pelo propriedade e rendimentos dos individuos.

This is not America (not too big to fail)

Público

O Governo de Dubai não garantirá a dívida do conglomerado público Dubai World, fortemente endividado, afirmou hoje o director do departamento financeiro do emirado, Abdel Rahman Al Saleh.

“É verdade que o Governo é o proprietário” de Dubai World, declarou o responsável numa entrevista divulgada pela televisão do Dubai. “Mas como a firma tem várias actividades expostas a todo o tipo de risco, foi tomada desde a criação da companhia a decisão de que não seria garantida pelo Governo”, acrescentou.

Lógico

Uma das alterações à regulação dos bancos em preparação nos fóruns internacionais é o aumento das exigências de capital, logo que a economia o permita. Os responsáveis do sector alertam que a medida vai implicar um aumento no custo do crédito para as famílias e empresas.

Uma das fundações das crises que regularmente afectam as economias é a criação monetária operada a partir da concessão de crédito pelos bancos comerciais (a outra estará na manipulação que é feita pelos bancos centrais). Por regra, a taxa de juro de mercado estará mais baixa do que seria suposto sem estas distorções. Ainda que não venha resolver por completo o problema (que passaria pela obrigatoriedade de reservas de 100% nas aplicações de disponibilidade imediata – que não deveriam ser mais que “guarda de valores”) esta é uma medida que vai na direcção correcta.

Não vivemos num Estado de Direito

Quantas decisões judiciais são necessárias para que a administração fiscal adopte nas suas circulares internas o entendimento dos tribunais? O Ministério das Finanças não tem “um critério quantitativo”, refere uma nota oficial.

Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério das Finanças esclarece que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais “altera a interpretação” do fisco a partir das decisões dos tribunais “sempre que tal se afigura justo e correcto e sempre numa lógica abstracta”.

Num verdadeiro Estado de Direito declarações declarações deste tipo dariam, no mínimo, direito à demissão imediata dos responsáveis políticos. Em Portugal o mais provável é ninguém ligar grande importância.