Rankings escolares e liberdade de escolha na educação

Se em Portugal existisse liberdade de escolha na educação, os ranking escolares seriam um valioso instrumento dos pais na escolha do establecimento de ensino. No modelo actual pouco mais são que um atestado incompetência que anualmente é passado ao Minsitério da Educação que almas mais sensíveis e avessas à realidade se apressaram a desvalorizar.

41 pensamentos sobre “Rankings escolares e liberdade de escolha na educação

  1. Vítor

    Miguel, se o ranking fosse feita pela média dos 20 melhores alunos de cada escola, a Aurélia de Sousa ficava à frente. A diferença entre a Aurélia de Sousa e as escolas privadas, é que a Aurélia é obrigada a aceitar alunos problemáticos que nem eles nem os seus pais querem saber dos estudos.
    Eu conheço quer o Externato Ribadouro quer a Escola Aurélia de Sousa e garanto-lhe que esta última é bastante superior.

  2. Todas as formas de seriação terão os seus defeitos e virtudes. E nada impediria os pais os ignorarem ou os usarem em conjunto com outros critérios. Nomeadamente o conhecimento local dos diferentes establecimento de ensino.

  3. Francisco Cavaco

    Eu proponho uma troca, os privados ficam com as minha e eu com as deles, só quero mais uma coisa eles funcionam com os condicionalismos que eu tenho em termos e de estatuto de aluno, depois falamos.
    Já fui professor nos Salesianos e sei do que estou a falar posso garantir que não existe comparação.

  4. Eu proponho que em vez de serem os burocratas do Ministério a dizer onde devo matricular a minha filha me seja dada a liberdade de escolha. Quer quer por os seus filhos em escolas com “condicionalismo” deve a mesma liberdade de que não o quer sem ter de pagar em duplicado

  5. Vítor

    E segundo este ranking devíamos passar a dar uma educação islâmica aos nossos alunos já que uma Escola Islâmica ficou à frente de todas as escolas católicas e laicas do país. Para isso precisamos de mais islâmicos em Portugal que só se consegue com maior abertura à emigração.

  6. Vocês, liberais do cheque-ensino, neste aspecto sabem pouco do que falam. Quem é que paga em duplicado? Talvez os contribuintes que têm os filhos em colégios semi-privados, onde pagam mensalidade para lá terem os miúdos apesar dos ditos terem subsídios estatais. Querem exemplos? Vão á zona da Bairrada, onde a escola Secundária de Anadia, por exemplo, tem vindo a perder alunos devido em parte á concorrência de colégios privados. O problema é que, alguns deles, só o são de nome, pois recebem subvenção estatal. Onde é que está a liberdade de escolha? Onde é que está o mérito quando um colégio onde os alunos pagam boas mensalidades tem excelentes instalações graças, também, aos apoios estatais, quando ao lado a Escola Secundária precisa de obras há anos? Onde é que está a moral quando há externatos onde os alunos são financiados a 100% pelo estado e, depois, a direcção escolhe quem quer lá pôr a dar aulas em vez dos lugares virem a concurso, concursos esses tão contestados pelos liberais mas que, no país autárquico que vocês descrevem, são os únicos que garantem alguma transparência? Meus caros, já dou aulas há uns anos valentes, já tive muitos alunos, alguns deles lixados, mas é mais compensador vê-los no início do ano, sem regras, sem comportamentos, e depois acabarem o ano a trabalhar, sentadinhos nas carteiras, em vez de acontecer como me sucedeu um ano em que estive na GNR e, mal entrava na sala, a turma estava toda em sentido e pedia licença para estar à vontade.
    Ainda este ano, um amigo meu que já deu aulas num privado foi para o Cacém, por opção. Se calhar, a escola dele não vai aparecer muito bem classificada no ranquingue, mas não quer dizer que não se trabalhe por lá como deve ser, mesmo sem cheque-ensino.

  7. “E segundo este ranking devíamos passar a dar uma educação islâmica aos nossos alunos”

    É isso que o ranking diz? Curiso. Diz que há uma escola islâmica bem classoficada mas há outras igualmente bem classificadas que são laicas ou católicas. Não comrpeendo como faz essa extrapolação.

  8. Não quero entrar nas discussões se a escola privada é melhor ou pior do que a pública ou se a liberdade de escolha da escola seria positiva ou não, até porque é um assunto sobre o qual (no meu espaço) já me pronunciei recorrentemente. Apenas pretendo sublinhar que estes rankings têm valor absolutamente nulo para comparar o ensino público ao privado, já que os critérios de admissão dos alunos são completamente diferentes. Adivinhe-se onde iria parar o ranking se os alunos de algum bairro social fossem parar a uma dessas escolas privadas.

  9. E se fosse dada a oportunidade a um aluno de um bairro social de usar o cheque-ensino para ir para uma escola melhor? Neste momento são usados critérios de residência para distribuir os alunos. Acham que os alunos dos bairros sociais vão parar onde?

  10. A opção do ponto sete pode ser válida. Mas, atenção, neste momento o critério de residência não é exclusivo para distribuir os alunos. Tenho alunos de concelhos vizinhos e onde há cursos que eles preferem frequentar na escola onde estou. Mas, de certo modo, nas escolas públicas já começa a imperar uma certa lógica de competitividade, o que acho muito bem (e muito perturba os chupistas dos sindicatos), sobretudo desde o crescimento do ensino profissional. Hà uma competição maior entre escolas para se conseguir atrair alunos e uma abertura maior à comunidade em que a escola está inserida. Tudo isso é bom. O grande problema, continuo a dizer, é que esta progressiva autonomização das escolas (que é boa, se elas tiverem realmente autonomia e orçamentos que lhes permitam trabalhar) pode descambar numa selecção do corpo docente marcado por favoritismos de todo o tipo – como sucede em casos do privado.

  11. “Mas, atenção, neste momento o critério de residência não é exclusivo para distribuir os alunos. Tenho alunos de concelhos vizinhos e onde há cursos que eles preferem frequentar na escola onde estou”

    Isso coloca-se mais tarde quando se tem de escolher uma opção. E mesmo assim continuam a não poder optar por uma escola privada.

  12. «se fosse dada a oportunidade a um aluno de um bairro social de usar o cheque-ensino para ir para uma escola melhor?»

    A questão é, tamb

  13. (ups, foi antes do tempo)

    A questão é, também, se essa escola aceitaria esse aluno. Porque, repare, podendo os alunos (ou os pais) escolherem a escola da sua preferência e sendo a lotação da escola limitada, então a escola terá que seleccionar os alunos a admitir.

    O critério da distribuição geográfica é mau. Mas uma abordagem tipo oferta/procura também não é melhor.

  14. Porquê? Se os rankings forem um critério de selecção (atenção: eu nunca disse que seria o único ou o dominante) as escolas irão previligiar os alunos pelas capacidades e não pela zona de residência. No fundo é isso que garante que este continua a ser preferida no futuro.

    Continuo sem perceber porque é que aceitam de bom grado que os burocratas do Ministério decidam algo que devia ser competência dos pais.

  15. Não defendo que seja o ME a distribuir administrativamente os alunos. O meu ponto é que não basta um critério de oferta/procura, mesmo que baseado nas notas que os alunos apresentem. Porque, como é sabido, existe uma forte correlação entre o meio socio-económico e o desempenho escolar. Algum equilíbrio será preciso se não quisermos escolas para alunos de primeira e escolas para alunos de segunda.

  16. libertas

    Estes socialistas não podem ser pais!

    Como pode caber na cabeça de um pai que deve delegar nos burocratas do ministério todas as decisões importantes da vida dos seus filhos?

  17. JoãoMiranda

    ««Apenas pretendo sublinhar que estes rankings têm valor absolutamente nulo para comparar o ensino público ao privado, já que os critérios de admissão dos alunos são completamente diferentes. »»

    Que raio de argumento. Claro que são diferentes. É por terem critérios diferentes que há escolas melhores que outras. Escolas que seleccionam alunos à entrada são melhores que as que não seleccionam. Por isso é que toda a gente gostaria de ter os filhos nas mais selectivas.

  18. Vítor

    Miguel, o ranking está aqui e veja quem está em primeiro lugar: http://jn.sapo.pt/infos/ranking2009.pdf .

    Eu não me oponho a que os pais escolham a escola para os seus filhos com cheque ou sem cheque educação mas não entendo que se queira acabar com a preferência por alunos da área de residência até porque as grandes deslocações diárias são muitas vezes uma das causas do absentismo escolar porque nem toda a gente tem carro.

  19. “Miguel, o ranking está aqui e veja quem está em primeiro lugar”
    ´
    E então?

    “as grandes deslocações diárias são muitas vezes uma das causas do absentismo escolar porque nem toda a gente tem carro.”

    Ninguém obriga os pais a matricularem os filhos numa escola longe de casa.Mas já que foca esse ponto, neste momento e devido às fronteiras administrativas muitas vezes as crianças são podem ser colocadas nas escolas mais próximas.

  20. “Algum equilíbrio será preciso se não quisermos escolas para alunos de primeira e escolas para alunos de segunda”

    Acho que essa possibilidade funciona como uma forte incentivo à melhoria do ensino. As escolas que não o fizeram arriscam-se a ficar sem alunos e, logo, sem receitas.

  21. Carlos Duarte

    Há uma coisa que eu não percebo no meio desta discussão toda: e qual é o problema de haverem escolas para alunos de primeira e escolas para alunos de segunda?

  22. Sérgio

    Absolutamente nenhum. Até é bom que quem não tem pais com dinheiro para explicadores ou com um ambiente familiar que propicie o estudo perceba desde logo qual o seu lugar.

  23. Carlos Duarte

    Caro Sérgio,

    Pelo que percebo do seu post, acha que o desempenho académico está pura e simplesmente dependente de factores económicos e de ajudas externas. Ou seja, todo o “génio” que para aí anda é-o porque tinha pais ricos que lhe pagaram explicações?

  24. Sérgio

    Caro Carlos Duarte,

    Claro que não. Toda a gente sabe que o que há mais por aí são crianças oriundas de famílias pobres ou com pais alcoólicos ou ainda que morem em ghettos cujo aproveitamento escolar é brilhante. É por isso que se deve legislar e organizar a Educação sem ter em conta a envolvente socio-económica da criança. Porque apenas por acaso é que a maioria das crianças com um baixo aproveitamento escolar são oriundas das famílias mais pobres em Portugal.

  25. Carlos Duarte

    Caro Sérgio,

    E, portanto, a solução é “enfiar” essas crianças todas – independentemente das suas capacidades – na mesma escola, de forma a garantir que as mesmas tenham o mesmo aproveitamento “brilhante”?

    É que não sei se reparou, mas é EXACTAMENTE isso que acontece. Se uma criança oriunda desse meio tiver capacidade para ir mais longe – colocada numa escola que o permita -, nesta altura, não vai. Fica relegada para o “ghetto” escolar resultante de ser colocada tendo por base onde mora em vez do seu potencial de aprendizagem.

  26. Nem mais, Carlos. E acrescento que no sistema actual só os pais que podem incorrer numa duplicação de despesas é que podem tentar colocar os filhos em escolas privadas.

  27. Sérgio

    Caro Carlos,

    De certeza que a segregação e diferenciação não são solução para nada. Aquilo que defende apenas ia aprofundar mais as clivagens sociais e a desigualdade à partida (reforço o “à partida”) e não ia resolver nenhum dos problemas que afligem a educação. Apenas ia erguer torres de marfim para os que podem. É claro que para alguém de direita isto não só é normal como desejável: garantem-se os “berços” e as “boas famílias.” Mas é aberrante para quem defende a igualdade de oportunidades. Ainda por cima é certo e sabido que muitas das nossas “torres de marfim” da educação são generosamente subsidiadas pelo erário público e, que eu saiba, ainda existem benefícios fiscais com despesas de educação.

  28. Carlos Duarte

    Caro Sérgio,

    Acha o sistema alemão como previligiando as “torres de marfim”?

    O que eu quero é um sistema de ensino baseado no mérito, e não no poder económico ou experimentações sociais. Se o aluno “x” é melhor que o aluno “y”, “x” não deve ser prejudicado ao ser obrigado – sim, obrigado – a aprender ao ritmo de “y”.

    Eu não digo que “y” deve ter um mau ensino, deve ter o melhor ensino que ELE consegue acompanhar. Mas o mesmo se aplica a “x”.

    A melhor maneira de permitir isto é dar liberdade aos alunos – via os pais, claro – de se candidatarem a qualquer escola (eventualmente com algumas limitações regionais) e a escola de instituir um sistema de seriação ao estilo dos “numerus clausus” que existe no Ensino Superior.

    Vai-me dizer que “y” se calhar vem de um bairro degradado, tem pais alcoólicos e “x” até tem explicadores. Tudo bem, mas “x” não tem culpa da situação de “y”. Faça-se um esforço para melhorar “y” mas sem que isso implique prejudicar “x”. Se “y”, por via de apoio social, melhorar a sua prestação, é livre de se candidatar no ano seguinte a uma escola melhor.

  29. Tem piada. As pessoas lêm apenas o que lhes interessa. Alguns exemplos.
    Subsídios: Eu já disse aqui que era contra os subsídios e que as escolas deviam ser apenas financiadas pelas propinas.
    Igualdade de oportunidades. Como referi num comentário actualmente apenas as familias de maiores posses e que podem suportar uma duplicação nas despesas podem aceder à maior parte dos colégios privados. Por outro lado o critério de residência usado impede a mobilidade geográfica mesmo dentro do sistema público.
    O cheque-ensino permitiria tornear isso tudo. É milagroso? Não. Mas é muito melhor do que o actual.

    Os escolásticos de Salamanca falavam da “ignorância invencível”. Perante casos destes acho que nem vale a pena continuar a argumentar.

  30. Sérgio

    Miguel,

    Eu comento o que está no post. Não tenho nada que saber o que o Miguel escreveu antes. Se escreveu essas coisas então os meus parabéns. Não é tão perverso como parece.

    Caro Carlos Duarte,

    Acabou de proferir a palavrinha. “Mérito”. O que é o mérito? Quem tem mais mérito? O aluno com média de 20 que nasceu no seio de uma família de classe média -alta ou alta, com pais que investiram no seu bem estar e condições de estudo? Ou o aluno de média de 13 que vem de uma família problemática de um qualquer bairro de lata? O resto do que escreve é apenas paleio de quem não sabe ou já esqueceu o que é ter azar na loteria da vida.

  31. Sérgio

    De todas as maneiras o Miguel continua a papaguear a “duplicação nas despesas” quando todas as despesas em educação são dedutíveis no IRS. Mas é preciso dar uma respostas, qualquer resposta, ao strawman comunista que parecem ser todos aqueles que discordam das ideias que a Ayn Rand e o Hayek tiveram…

  32. Meu caro, admito que possa ser ignorância sua mas a dedução à colecta é apemas de 20% dos montantes dispendidos. Assim, de eu gastar 100 apenas posso recuperar 20. Estamos entendidos?

    No que resta, deixo-o com os seus fantasmas. E é melhor não ler os meus comentários no mesmo post. Estragam-lhe os argumentos. Os doutos de Salamanca sabiam bem do que estavam a falar.

  33. Caro Sérgio, quem tem mais mérito: um cirurgião que nasceu em berço de oiro e lhe transplanta o coração na perfeição, ou um outro que nasceu num bairro de lata e lhe perfura uma artéria durante a cirurgia?

  34. Cam

    Evolução dos rankings:

    ainda sem este ano, mas pela vista de olhos que dei, ainda sem fazer as contas, a degradação da posição da escola publica no ranking continua em marcha acelerada.

    nota – Gráfico feito a partir das 50 escolas melhor classificadas no ranking. Atribuí um valor para cada posição e fiz esse gráfico. 51 pontos para o 1º lugar, 50 para o 2º lugar, 49 para o 3º e por aí adiante até 1 ponto para o 50º lugar.

    Independentemente de discutir os méritos e deméritos das escolas públicas e privadas é evidente a crescente degradação do nível da escola pública (quando comparada com as escolas privadas).

  35. Cam

    já fiz as contitas, é certo, analisando apenas os 50 primeiros lugares do ranking a queda da escola pública continua. O ano passado conseguia 269 pontos, este ano 248.

    correcção, 50 pontos pelo 1º lugar, 49 pelo 2º e por aí adiante até 1 ponto pelo 50º lugar.

  36. Sérgio

    “Caro Sérgio, quem tem mais mérito: um cirurgião que nasceu em berço de oiro e lhe transplanta o coração na perfeição, ou um outro que nasceu num bairro de lata e lhe perfura uma artéria durante a cirurgia?”

    Esse nunca foi o meu argumento. Ambos conseguiram aceder ao ensino superior e ambos conseguiram formar-se. É isto que está em causa. Que todos tenham as mesmas hipóteses, não os mesmos resultados. Mas preferem sempre responder ao espantalho da igualdade de resultados em vez de encarar com a justiça que representa a igualdade de oportunidades. Mas enfim, há que zelar pelo futuro dos filhos minimizando a competição, não é?

    Miguel,

    E consegue afirmar que os 20% que recebe não são superiores á percentagem dos impostos que paga correspondente a despesas de educação? É que ainda assim os seus impostos vão para estradas, infraestruturas, policia, submarinos, auto-estradas, tgv’s, etc… Se reaver 20% da anuidade, por exemplo, do Colégio Planalto talvez chegue e sobre para compensar aquilo que contribuiu para a o sistema de educação público.

  37. Sérgio, uma última explicação antes de dar por encerrada a conversa que começa a ser surreal.
    Se não existir quem pague mais em impostos do aquilo que lhe é devolvido sobre a forma de serviços públicos temos uma grave problemas de finanças públicas e não há lugar a qualquer tipo de redistribuição. Ou então o governo está a operar continuadamente o milager da multiplicação das receitas.

  38. Sérgio

    “Se não existir quem pague mais em impostos do aquilo que lhe é devolvido sobre a forma de serviços públicos temos uma grave problemas de finanças públicas e não há lugar a qualquer tipo de redistribuição.”

    Acha que com os benefícios fiscais existe alguma redistribuição? Mas falávamos das despesas em educação. Dos 42%, ou mais, que paga de impostos já fez as contas todas para poder afirmar que o que recebe de volta pelas despesas de educação privada é mais ou menos do que a percentagem paga para a educação pública? Onde está aqui o surreal? Só se for na “duplicação de despesas de educação”…

  39. Carlos Duarte

    Caro Sérgio,

    Quando me refiro a “mérito”, refiro-me à capacidade de atingir objectivos pré-determinados, não ao “mérito moral”.

    Se quiser um exemplo, comparemos o estudo com uma maratona. O mérito é a posição final na corrida. Se ao início da mesma existiam corredores com mais ou menos treino, é-me indiferente. Como me é indiferente se a constituição física do atletas priveligiam as provas de fundo.

    O que se pode fazer é dar oportunidades não iguais, mas equivalentes, em termos de treino de forma a que cada atleta seja capaz de atingir o máximo do seu potencial. O que não se pode é pegar no fundista da Etiópia, que correu desde que nasceu e o faz 12 horas por dia, para tentar escapar a uma vida de miséria e colocar-lo a treinar 1 hora por dia, 2 km de cada vez porque um “badocha” Americano qualquer, que nasceu a comer Big Macs e a jogar Playstation não o pode acompanhar.

  40. Sérgio

    Caro Carlos,

    Eu nunca defendi a igualdade de resultados. Defendo sim a igualdade de oportunidades mas nunca nivelando por baixo. O que eu aqui contesto é a apresentação do “privado” como panaceia para todos os males. O Ensino Público tem imensos problemas, é verdade. Mas estes têm de ser resolvidos em vez de se deixar arder para que colégios privados possam florescer que é o que os nossos governos parecem querer.

    Em relação à sua definição de mérito não vejo o que tenha a ver o exemplo que refere com a realidade do ensino em Portugal. Nem todos podem ter aptidão para correr, mas todos podem pelo menos ter uma educação de qualidade que lhes permita, caso possuam as qualidades necessárias, uma carreira académica e profissional independentemente da situação económica da família em que nasceu. Actualmente isso não acontece e isso tende a agravar-se. É o neo-feudalismo e é de facto surreal…

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