É sempre boa altura para relembrar que aquele senhor, grande apoiante do Dr. Costa (e dos contentores em Alcântara) depois de lhe darem um pelouro, o Dr. Sá Fernandes, foi o que conseguiu que o túnel do Marquês estivesse largos meses parado, clamando que necessitava de estudo de impacto ambiental (não necessitava) e que, muito à conta disso, o túnel encarecesse em mais 17 milhões de euros. E, no fim de tudo, não se ofereceu para pagar.
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Fazia mais pelo ambiente e qualidade de vida se se dedicasse a resolver o problema da actual lei do arrendamento.
Luís, a lei do arrendamento, uma aberração legal, sem qualquer dúvida, é da responsabilidade da AR e não das Câmaras, ainda que estas possam pressionar para que seja alterada.
Cara Maria João Marques, devia ter sido mais explícito. De facto, o que pretendia dizer é que Sá Fernandes devia pressionar a alteração da lei na AR (sim, de facto as câmaras não podem fazer nada). Ao ser dada uma maior dinâmica ao mercado de arrendamento, haveria um maior impulso para que a cidade fosse mais atractiva para os jovens, ajudando desta forma a travar a expansão da área urbana da Grande Lisboa (facto que só traz problemas ambientais e económicos). E que dizer dos edifícios que a Câmara detém? Tanto quanto sei há património histórico que foi votado ao abandono nas últimas décadas e que foi irremediavelmente perdido. E quem era o proprietário? A Câmara de Lisboa. Não deveria a autarquia desfazer-se de parte dos seus edifícios e manter apenas em sua posse o que tem um valor patrimonial e histórico elevado?
responsabilizar o sá fernandes pelo embargo do túnel parece-me incorrecto, uma vez que ele não tem poderes para tal, o que aconteceu foi que o tribunal reconhecendo pertinência nos seus argumentos embargou a obra até esta reunir condições para continuar.
Num estado de Direito só um tribunal tem esse tipo de poder, nunca um cidadão como, neste caso, o sá fernandes.
nuno miguel