O Insurgente

Só uns esclarecimentos

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São só uns esclarecimentos, até porque tenciono não voltar ao assunto, a menos que nova crise se precipite. Como sou um espírito zen, acho que não me vou aborrecer com certas coisas.

Já reparei que muitos dos que aparecem procurando desculpar Cavaco, começam pelo intróito: “eu não sou cavaquista, mas…” Pois eu tenho a dizer que, não sendo cavaquista encartado (digamos assim), sou certamente dos mais antigos defensores de Cavaco, já do tempo de primeiro-ministro e, não tendo passado pela etapa iniciática do Pulo do Lobo (o blogue), apoiei-o e votei nele para Presidente, dentro dos limites do meu entusiasmo e das minhas modestas capacidades.

Eu não acho que Cavaco tenha ensandecido e não acho que esteja acabado. Também acho que aquilo que fez é muito do seu interesse. O que tenho dúvidas é:

1 – Que seja do interesse do PSD e do CDS. O PSD e o CDS têm interesse em construir um corpo programático e em encontrar um espaço que os insira de forma eficaz no panorama político português. Não têm interesse em histórias obscuras, de eventos que não se sabe se realmente tiveram lugar, nem de que maneira, nem com que protagonistas. Se há uma razão para não andar a reboque desta história é uma e muito simples: ninguém sabe o que realmente se passou, a não ser os seus protagonistas. Como eles não nos vão dizer (pelo menos não dizem a mim), eles que resolvam o problema. E há outra razão, que é a do ponto seguinte.

2 – Que seja do interesse do país. O país não precisa de uma querela institucional entre Presidente e governo. A pergunta é: porquê e para quê? Alguém que me responda. Digamos que no final do conflito se muda a natureza do regime. Alguém é capaz de me dizer se será para melhor?

Em suma: na minha opinião a hora é de trabalhar, apanhar os cacos e fazer alguma coisa de novo. Não é de seguir às cegas um caminho, só porque lá ao fundo uma voz encantatória (se assim se pode dizer…) diz: “vem”.

Não queria acabar com um conselho, mas acho que vai ter de ser: eu não iria por aí. Mas como não estou na cabeça de ninguém e não mando na cabeça de ninguém, não posso (nem quero) fazer nada contra isso. É para isto que servem as escolhas. Elas depois têm é consequências, e eu acho que não iria gostar de muitas das que esse caminho oferece. Quanto ao mais, do as you wish.

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