A mistificação da excelência do SNS

É pena que estes números só vejam a luz do dia nesta altura, porque mostram bem o que foi a mistificação socialista ao longo da campanha:

” (…) O sistema de saúde português está entre os piores da Europa. Tempos de espera elevados e falta de acesso rápido ao médico de família atiram Portugal para o 25.º lugar entre 33 países europeus. O melhor exemplo é a Holanda (…) “.

(Ver também a notícia do Público)

10 pensamentos sobre “A mistificação da excelência do SNS

  1. Sem dúvida que o RAF tem alguma razão, mas olhe que o programa do seu partido para essa área, que parece que foi coordenado em parte precisamente pelo RAF, deixou muito a desejar e foi muito tímido, como até foi apontado pelo ex-ministro do PSD Paulo Mendo.

  2. lucklucky

    “O Estado paga por sessão de radioterapia, a qualquer hospital público, a quantia de 256 euros. Se essa radiografia for feita num hospital privado, o Estado desembolsa entre 90 a 100 euros. Por uma consulta da ADSE, num Centro de Saúde, o Estado paga 30 euros. Pela mesma consulta num hospital privado, ao abrigo de convenção, o Estado paga 18,45 euros (por alguma razão Teixeira dos Santos disse “não” a Ana Jorge quando esta se opôs à convenção que permite aos funcionários públicos serem atendidos em hospitais privados…).

    Mais: alguns hospitais públicos, em obras, subcontrataram serviços (entre os quais de radiologia) a hospitais privados… Por cada acto médico nesta área, o hospital público paga entre 90 a 100 euros ao hospital privado, nas recebe do Estado 256 euros (versão “pública” de arbitragem financeira…).
    Não vamos cair na tentação de resumir a diferença entre a saúde privada e o SNS a estes exemplos. Mas eles são a prova de que algo vai muito mal no SNS. O tal que alguns políticos, da Esquerda (António Arnaut) à Direita (Manuela Ferreira Leite), elogiam como se fosse a última Coca-Cola do deserto…”

    http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=388407

    Este tipo de pesquisa e informação é que Think Tanks deveria trazer cá para fora. O Estado é Opaco.

  3. Cirilo Marinho

    Temos uma endémica falta de equilibrio nas contas do sns.

    Temos a maior taxa de médicos por habitante da ocde.

    Temos a posição 25 (em 33) neste estudo.

    Temos as taxas de espera como o factor mais negativo.

    MAS SEM DÚVIDA QUE SE PODE CONCLUIR QUE O ASPECTO MAIS NEGATIVO E MAIS RELEVANTE É A TIMIDEZ DO PROGRAMA ELEITORAL DO PSD.

  4. Não foi o PS que durante a campanha acusou o PSD de querer reduzir o estado social(ista)?
    Parece que afinal há vontade do lado do PSD. O PS é que pretende persistir no erro.

  5. lucklucky

    “Claro que radioterapia não tem nada a ver com radiografias… mas prontos… são “detalhes”…

    Comentário por Carlos Duarte — Setembro 29, 2009 @ 12:18”

    Muito bem. Mostra bem como por vezes olhamos sem vermos. Pode ser um erro ou um engano do autor.

  6. Carlos Duarte

    Caro lucklucky,

    Espero bem que tenha sido gralha, se não é de uma desonestidade gritante por parte do autor.

    Mesmo no caso de ser gralha, acho evidente que uma radiografia custe mais num Hospital do que num Serviço de Radiologia privado. O nível de equipamente exigido num Hospital (que tem de ser capaz de fazer mais x, y e z que tirar “simples” radiografias) provavelmente resulta num maior custo operacional. Acho mais que lógico que o SNS dê preferência (como, aliás, o faz) aos privados para análises / exames mais “rotineiros”.

    O meu problema com o seu comentário, apesar de concordo parcialmente com ele, é que parte de uma premissa (privado > público) e contrói o argumento à volta disso mesmo, quando se calhar fazendo ao contrário se demonstraria o mesmo mas de uma forma mais clara.

    Eu concordo que na maioria dos casos e situações, os privados conseguem proporcionar mais e melhores serviços que o Estado, quando em igualdade de circunstâncias. E esta convicção vem da minha observação do modus operandi de ambos os sectores. Mas a palavra-chave é “maioria”. Não creio – novamente por mera observação empírica e dedução – que os privados consigam-no fazer em TODAS as situações. Adicionalmente, existem considerações não-económicas (sendo a mais importante, do ponto de vista do Estado/Nação, a existência de um mínimo de coesão/tranquilidade social) que acabam por obrigar o Estado a ter uma presença em áreas como a Saúde ou o assistencialismo social.

  7. Caro Carlos Duarte,
    No nosso quadro constitucional, nada impede que o financiamento seja público, mas a prestação seja pública,privada, ou com qualquer outra forma jurídica.
    O Estado deveria “comprar” onde, em condições de igualdade, fosse mais barato.

  8. Carlos Duarte

    Caro RAF,

    Concordo, mas o problema não é (só) de financiamento. Existem certo tipo de serviços (voltando à Saúde) que por serem raros ou extremamente dispendiosos, não serão interessantes a privados e esses devem ser assegurados pelo Estado (eventualmente com recurso ao países estrangeiros).

    Se quiser de outra forma, não tenho nada contra a privatização (quando possível) dos serviços básicos (Centros de Saúde) e dos Hospitais Locais (desde que exista uma forma de lidar com as Urgências). No entanto, os Hospitais Centrais (ou Distritais) deverão continuar públicos.

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