Para quem é que trabalha e que interesses defende a UGT?

Curioso o aplauso do líder da UGT João Proença à promulgação pelo Presidente da República do novo regime da Segurança Social.

Entre outras coisas, este novo regime aumenta a carga fiscal sobre os contratos temporários (promovendo o desemprego) e sobre diversas mordomias, tais como pagamento de uso de viatura particular em serviço, despesas de representação, etc., que são mecanismos frequentes para tornar mais aliciantes contratos de trabalho (de forma transversal) sem que esses benefícios sejam consumidos pela fiscalidade, diminuindo desse modo para uma mesma oferta os encargos da empresa e aumentando o rendimento disponível ao trabalhador.

Temos portanto um regime que vai aumentar o desemprego (algo que não é particularmente estranho, sendo que os sindicatos existem para defender os sindicalizados e já empregados – veja-se a sua posição em relação ao salário mínimo), mas que simultaneamente vai diminuir de forma previsível o rendimento disponível dos trabalhadores, bem como dificultar a sua progressão profissional.

Afinal, para quem é que trabalha a UGT?

Leitura adicional: Um mau regime

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2 pensamentos sobre “Para quem é que trabalha e que interesses defende a UGT?

  1. DC

    O aumento da carga fiscal é um mecanismo que tenta penalizar os comportamentos considerados socialmente desajustados ou errados. Se a maioria do país e o Governo acham que a precariedade laboral, os anos a recibos verdes ou a sucessão de contratos “permanentemente temporários” são comportamentos socialmente desajustados, então têm o direito de intervir e penalizar.

    E se gostam tanto dos contratos temporários, com que moral é que dizem que é a UGT ou o Governo que querem estagnar ou dificultar a progressão na carreira?? Não advoga que, face a novas regras, os empregadores irão preferir em massa o despedimento à doação de condições de progressão, avaliação de desempenho e formação contínuas durante um período mais longo?? À partida, seria difícil entrar num contradição destas num post com 3 parágrafos, mas já se sabe…

    O congelamento do salário mínimo é um insulto, se pensarmos que cerca de 40% dos pobres em Portugal trabalham…

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