Benfica-V.Setúbal

O BE e a imigração

Este texto do Daniel Oliveira no Expresso, já aqui referido pelo João, é do melhor que tem sido publicado naquele jornal. Toca em dois assuntos que irão certamente marcar os próximos tempos em Portugal e na Europa, respectivamente: o Bloco de Esquerda e a imigração. Sobre o Bloco de Esquerda, a única novidade é que a análise já feita anteriormente por outros comentadores surge de alguém que conhece como ninguém o partido. O Bloco de Esquerda será muito provavelmente o terceiro partido mais votado nas próximas legislativas, beneficiando do facto de concorrer contra três partidos iguais e um no qual a maioria da população ainda, e bem, tem receio de votar. A forma como o Bloco de Esquerda enfrentar este crescimento pode marcar os próximos 4 anos de política em Portugal. As lutas ideológicas dentro dele também.
Mas o assunto que mais marcará o futuro da Europa é o referido na segunda parte do artigo: a imigração. Já aqui Daniel Oliveira tinha falado quase sempre bem sobre o tema. Há duas questões sobre as quais a sociedade presente poderá vir a ser julgada pelas gerações futuras: o aborto livre e o tratamento dos imigrantes. Se no caso do aborto, poderá existir sempre a desculpa a incerteza científica sobre o momento do início da vida, sobre a imigração não haverá desculpas. O silêncio conivente poderá vir a ser julgado. Em relação à imigração, a população europeia tende a seguir as posições da direita (ou vice-versa). Mas apesar disto, não é na direita que mora a culpa, é na esquerda. A esquerda não pode continuar a defender a entrada facilitada de imigrantes e ao mesmo tempo defender a rápida obtenção de nacionalidade e benefícios sociais para esse imigrantes. São políticas incompatíveis, e enquanto as duas últimas se mantiverem continuará a existir arame farpado e barcos à deriva. O silêncio da maioria manter-se-á, mas será nas mãos daqueles que falam que estará o sangue.

Prioridades

Ouvi hoje José Sócrates a anunciar que a prioridade de um novo Governo do PS será a rede nacional de creches. Curiosamente, ainda ontem o ouvi dizer que a prioridade do Governo seria a “defesa” do SNS. Afinal, não é só no “inglês técnico” que Sócrates tem dificuldades, é também no português. Ele de facto não sabe o que é uma prioridade.

Adivinhem quem escreveu isto

mosca

Com mais peso eleitoral, o Bloco parece ser hoje um partido menos
plural, mais ideológico, mais concentrado na figura do seu líder, com
maior peso político do seu aparelho e mais parecido com o PCP do que
era há dez anos.

Regressado, depois de um jejum oportuno e rigoroso à base de Manuela Ferreira Leite, Dias Loureiro, Sporting, Médio Oriente e emigração ilegal.

Qualquer dia…

“Aprovada lei das “uniões sexuais fortuitas” de Pedro Lomba (jornal i)

Sónia Catarina Mendes disse ao i que “há cada vez mais pessoas a escolher a união sexual fortuita como forma de vida: achamos que o poder político não pode ignorar o que se passa na sociedade”. Sobre as medidas da lei, a deputada referiu: “Queremos pôr cobro ao actual vazio legal, atribuindo direitos a estas pessoas, sobretudo às mulheres, muitas vezes vítimas de ludíbrios e falsas promessas.” Sandra Drago, deputada do Bloco de Esquerda, concorda. “As uniões sexuais fortuitas têm aumentado no nosso país, devido à abertura nos costumes, mas há problemas que o legislador tem de acautelar – gente que não telefona no dia seguinte, que não partilha despesas com hotéis, etc.”

A lei que irá ser agora enviada para a promulgação de Cavaco Silva estabelece medidas para dar mais “justiça” e “transparência” às “uniões sexuais fortuitas”. A partir de agora, antes de começarem uma “união sexual fortuita” as pessoas serão obrigadas a fazer uma declaração de intenções, por escrito.

Notícias de uma “democracia avançada”

Público

As manifestações na Venezuela foram declaradas crime pela procuradora-geral do país, Luísa Ortega, que garantiu irá abrir processos contra os cidadãos que “por qualquer motivo se manifestem” contra o Governo, revelava hoje o diário espanhol “El País” na sua edição online.

A dedução de acusações será feita, avançou ainda a procuradora, no enquadramento de um acto de rebelião civil, crime punido com 12 a 24 anos de prisão. “Aquelas pessoas que têm atitudes hostis contra o Governo legitimamente constituído, e que só querem desestabilizar, devem ser responsabilizadas”, defendeu Ortega, durante o programa de radio semanal En Sintonia com el Ministério Público, que tem na emissora estatal.