Progressividade fiscal (6)

escaloesIRS

Um argumento usado sistematicamente quando se refere a progressividade galopante do IRS é o de que existe uma grande desigualdade de rendimentos. Esta desigualdade de facto existe. Daí até o imposto atingir níveis punitivos vai uma enorme distância. No gráfico acima podemos ver o efeito de concentração do imposto. Temos a distribuição da população, do seu rendimento e do IRS que pagam, em função dos escalões existentes. É visível que a distribuição de rendimento é lopsided face à da população, sendo ligeiramente avançada para o lado dos mais ricos (eu diria antes menos pobres, se excluirmos aquele último escalão). Mas mais notável ainda é o efeito da passagem da distribuição do rendimento para a distribuição do imposto. Este efeito é punitivo. É esta punição que há quem pretenda agravar.

10 pensamentos sobre “Progressividade fiscal (6)

  1. lucklucky

    São excelentes posts que mais uma vez demonstram como a liberdade da blogosfera é superior aos “gate keepers” dos media e da sua manipulação.

  2. Ricardo Sebastião

    só um comentário sobre 1 aspecto que não sei se terá sido já esclarecido: nos posts anteriores fala-se em população quando se deverá ler agregados, correcto?

  3. Portanto, se eu percebo, o escalão de rendimentos mais elevado tem 3 ou 4% do rendimento e é responsável por cerca de 10% das receita do IRS? E daí?

    Na prática, isso quer dizer que, em média, pagarão uma taxa 2 ou 3 vezes maior do que o agregado familiar médio, ao que volto a comentar: e daí? Essa é a essência do imposto progressivo – o valor de imposto pago crescer mais do que proporcionalmente ao rendimento.

  4. Miles

    Com tanto pobre a entrar de qualquer maneira e a ser nacionalizado é preciso impostos.Não refilam das nacionalizações caridosas e não querem depois pagar?

  5. Pingback: Progressividade fiscal (7) « O Insurgente

  6. Pingback: O milagre da redistribuição « O Insurgente

  7. Pingback: Deve ser um tipo de “liberalismo” novo « O Insurgente

  8. ricardo saramago

    O nosso prémio Nobel também fugia ao fisco e foi condenado a pagar 717.000 ao fisco espanhol.
    Como se confirma mais uma vez, eles são muito generosos e solidários com o dinheiro dos outros.

  9. Pingback: Equidades « O Intermitente (reconstruido)

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