O lamento dos crédulos

Consequência das baixas taxas de juro, mais os fortes défices comerciais e das contas públicas (que obrigam os estados à caça de dinheiro, via impostos e financiamentos vários) soam os alarmes da inflação.

Seria bom que ficasse de uma vez por todas assente e compreendido que, nestas acções musculadas dos governos, são sempre os mesmos (a massa da população) que sofrem e os mesmos (numa linguagem incorrecta, pois que socialista, embora fácil – os ricos) que se mantêm à tona.

Com a forte subida dos preços que se esperam para os próximos anos depois das reformas (que tantos perderam) será a vez da liquidação do que resta das poupanças. A manter-se este rumo de quem acelera a fundo a caminho do abismo, o estado social terá cada vez menos meios de se manter tal qual está. Pouco ou mesmo nada resiste à inflação e ao desemprego. O colapso do estado assistencialista poderá conduzir a dramas sociais gravíssimos que lamentaremos à exaustão. O ideal seria a reforma feita no tempo das vacas gordas, quando um pouco mais fácil e até possível. Não tendo sido assim, o futuro não se augura promissor.

Lamentaremos todos, sem falta, a nossa credulidade.

Um pensamento sobre “O lamento dos crédulos

  1. lucklucky

    Pois é… Eu por acaso espero que o que acontecerá pode bem ser um pouco diferente como novas moedas a nascerem. O facto de existir meios de comunicação como a web potencia uma coisa dessas acontecer. Um conjunto de institutos liberais poderia emitir moeda segundo certas regras e voluntáriamente as pessoas aceitavam ou não.

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