A megalomania das grandes obras do regime

Depois de mais de dois anos de persistência – e tudo começou por ser posto em causa na blogosfera – o Governo optou por adiar as grandes obras. No fim-de-semana, assistimos à publicação de um manifesto promovido por 28 economistas, e à capitulação pública de Mário Lino.

À esquerda argumenta-se – “quem são estes 28 economistas?” – apontam-se-lhes “agendas escondidas“, há quem ponha em causa a sua credibilidade. Certo é que, actualmente, não há nenhum economista de renome que seja capaz de, consistente e abertamente, defender as supostas obras do Regime.

Diz-se que o PSD “bota-abaixa“, e que não tem solução “alternativa“. Porque, argumenta-se, “se não gastamos nas obras públicas, onde gastamos o dinheiro?” Pergunto-me porque raio tem de ser o Estado a estourar o dinheiro que os portugueses ganham com tanto sacrifício. Eu, cá para mim, de há muito que defendo uma alternativa: deixem o dinheiro no bolso dos portugueses. Fica lá tão bem.

5 pensamentos sobre “A megalomania das grandes obras do regime

  1. atom

    Porque qualquer greve de camionistas em Espanha ou França interrompe a logística das empresas a operar em Portugal.
    Porque a energia usada pelo TGV é eléctrica, podendo portanto ser gerada sem recorrer a combustíveis fósseis.
    Porque num cenário de escassez de combustíveis fosseis, o TGV será uma alternativa ao avião para trazer os fluxos turísticos dos nossos mercados abastecedores mais importantes.
    Porque o principal problema de qualquer empresa que se pretenda instalar em Portugal é a localização periférica do país e a fragilidade da ligação quase exclusivamente rodoviária ao centro da Europa.
    Eu defendo uma linha de TGV com valência de carga, de Badajoz a Lisboa e melhoramentos nas linhas ferroviárias já existentes. Defendo uma linha marítima com barcos de Portugal para o centro da Europa. Eu defendo uma central nuclear de fissão para diversificar a as fontes de produção de energia eléctrica (Portugal tem todos os inconvenientes de uma central atómica com Almaraz refrigerada pelas águas do Tejo, e nenhuma das suas vantagens).
    Eu não defendo o projecto do apresentado pelo PSD com diversas linhas de TGV com paragens em todas as estações e apeadeiros. Eu não defendo a urgência de um novo aeroporto.

  2. Muitos dizem-se corajosos
    sempre prontos a opinar,
    muitos são pegajosos
    a quem está a governar.

    Não contam toda a verdade
    nas suas doutas alusões,
    logo perdem credibilidade
    criando ignóbeis ilusões!

    Com o barco a naufragar
    alguns descobrem a virtude,
    isto não é forma de apagar
    a sua tremenda lassitude.

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