Manif

Acabei de ver na tv uma manifestação de funcionários públicos. Não tenho ouvido, lido ou visto as notícias e não percebi bem de que serviço eram mas tinham umas bandeiras em que estava escrito PSP a azul. E fartavam-se de gritar a sigla da repartição/serviço. Quem eram? Gente da Prevenção e Segurança dos Patos?

4 pensamentos sobre “Manif

  1. Talvez eu esteja a ler demasiado nas entrelinhas, mas dá-me a ideia de que o Helder quer dizer com este post é que acha que “manifestar-se” não é uma atitude própria para polícias. É isso?

  2. Nem tanto, o que não me parece próprio é a polícia manifestar-se por razões de funcionários públicos especialmente quando têm tantas outras razões, na minha opinião, bem mais críticas para o fazerem. O mesmo para militares e juízes.

  3. Os policias e militares são funcionários públicos (concordo que os magistrados devem ser vistos como um caso à parte) – imagino até que a opinião maioritária aqui n’O Insurgente é que deveriam ser os únicos funcionários públicos.

    Agora, um ponto – eu não sei quais as reivindicações dos tais policias; tenho uma vaga ideia que tivesse algo a ver com idade de reforma ou coisa assim.

    Mas porque razão será mais próprio professores ou enfermeiros manifestarem-se por assuntos como ordenados, reformas, escalões, “revisão da carreira”, etc. (em contraponto a, p.ex., questões relacionadas com as condições em que exercem os seu trabalho) do que policias?

    Afinal, porque a razão os policias haveriam de ser um grupo menos preocupado com assuntos estilo reformas e ordenados do que os professores ou os enfermeiros?

    Ou, se calhar, vamos pôr a questão ao contrário: porque razão seria de esperar que os professores ou os enfermeiros (ou os técnicos do ICN responsáveis pela protecção aos patos) dessem mais importancia a reformas e ordenados do que os policias?

  4. Agora ocorreu-me uma coisa.

    Em tempos, o meu conterraneo “Tarique” escreveu:

    ———————————–
    Os minarquistas aceitam simultaneamente que:

    – O Estado tende para agir de forma corrupta, ineficiente e até ineficaz

    – Sendo que o Estado é necessariamente incompetente devem-lhe por isso ser dadas as responsabilidades mais importantes e críticas (como o monopólio da violência, o arbítrio final de disputas)

    —————————–

    Será que o que me parece ser a tendência aparente do Helder para achar que os policias (no fundo, a quintessencia do funcionário público) não são bem funcionários públicos não será uma expressão dessa tal contradição minarquista, que parece esperar que os defeitos do Estado desapareçam quando se trata das suas funções de manter a ordem pública?

    Ou já estou a divagar demais?

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